6º Domingo da Páscoa

 “(…) rogarei ao Pai, e ele vos dará o Espírito Santo, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade (…)”

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves– Já estamos nos aproximando do final deste Tempo Pascal que em meio a esta pandemia nos está ajudando a penetrar mais neste mistério Pascal de Cristo, esta passagem da Morte para a Vida. Este tempo de pandemia deverá nos ajudar a ver o quão passageiro é a nossa vida e quão passageiro é tudo aquilo que não nos leva a Deus. Que muitos tenham permitido ao Espírito Santo a fazer este “retiro de pandemia” para ver com os “olhos de Deus” seu amor por nós revelado em Jesus Crucificado-Ressuscitado.

Neste Domingo, que nos prepara para duas grandes festas que se aproximam a Ascenção de Jesus e o Pentecostes, o ambiente é o da Última Ceia. O clima é de despedida e também de uma certa tensão, mas de muita proximidade de Jesus em que fala as claras sobre seu destino final, seu amor ao Pai (verbos relevantes Jesus usa nestes capítulos: permanecer e guardar), seu amor por nós e sua alegria da partida e também de vir nos buscar para com ele saborear as alegrias que ele nos preparou junto do Pai.

Contexto também de promessas, e promessas concretas: lugares preparados, alegria e o Espírito da Verdade e Defensor. Está é sem dúvida a grande promessa: o Espírito que junto do Pai nos enviará. O mundo não o conhece, pois, o espírito do mundo nos afasta de Deus, do amor ao próximo e da verdadeira felicidade – que tem cruz; e o mundo quer banir a existência e necessidade da cruz.

Por isso o mundo não conhece esse Espírito! Ele traz a verdade, diferente do mundo, cujas verdades são falsas e com um gosto amargo de derrota. O Espírito nos fará conhecer o que por hora não conseguimos compreender, como os Apóstolos que neste momento – contexto da Última Ceia – não compreenderam muita coisa ou quase nada. Será a partir de Pentecostes que a inteligência, vontade e coração serão inflamados pelo fogo e o vento forte afugentará o medo e a covardia.

Jesus usa o verbo “guardar”, ou seja, guardar seu mandamento, o amor ao próximo com o jeito com que ele nos ama. Quem assim guarda, Ele e o Pai farão morada em nós. Peçamos que venham fazer morada no coração de nosso mundo, doente por esta pandemia e suas consequências… sem eles em nossa casa adoecemos! Rezemos com nosso pai e fundador:

Impregna-nos profundamente do Espírito de Cristo.

Concede-nos, prodigamente, eloquentes línguas de amor;

Por nós se irradie o esplendor de Cristo,

À tua semelhança, como Espelho de Justiça” (Rumo ao Céu, 199)