(Foto: Arquivo Secretariado)

Testemunhos da Campanha da Mãe Peregrina

Juliana Dorigo– O Papa Francisco sempre que fala sobre missionariedade, de ir ao encontro do povo, daqueles que mais necessitam. “Precisamos de uma Igreja livre, simples, sempre em saída”

[1]. A Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt busca responder ao chamado do Santo Padre, evangelizando por meio dos leigos.

O objetivo da Campanha é contribuir com a Igreja nas suas ações missionárias, levando Maria com seu filho Jesus aos lares de mais de três milhões de famílias brasileiras, além de escolas, presídios e hospitais. A campanha pertence a Obra Internacional de Schoenstatt, fundada pelo Pe. José Kentenich no dia 18 de outubro de 1914, em Schoenstatt, na Alemanha.

A Campanha da Mãe Peregrina nasceu no Brasil, através da iniciativa de um leigo, João Luiz Pozzobon em 10 de setembro de 1950, na cidade de Santa Maria/RS. Um homem humilde, pai de família e comerciante, que aceitou a missão caminhar com a Imagem de Maria, de casa em casa. Caminhos que rompeu fronteiras e hoje está presente em todos os continentes do mundo.

Há 70 anos, leigos se dispõe a missão de peregrinar com a imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, de casa em casa, levando a presença de Jesus, nos braços de Maria, aos lares das famílias que abrem as portas de suas casas, para que Maria possa visitá-los a cada mês.

Pe. Túlio Gambarato, Capelão do Hospital do Câncer de Barretos/SP

Foto | Pe. Tulio Aparecido Gambarato

Foto: Diocese de Barretos

“A presença da Mãe é sempre tranquilizadora, ela sempre vem para nos acalmar e nos dar forças. Aqui dentro do Hospital nós temos as nossas capelinhas missionárias, que cada dia visita um quarto de um doente. Certa vez um jovem estava muito tenso, com uma revolta em seu coração e um desejo de até mesmo abandonar o seu tratamento, foi então que a pastoral da saúde ofereceu deixar ali a imagem da Mãe Peregrina, para que pudesse protegê-lo. Aquele jovem não conseguia dormir nas últimas noites, e com a presença de Maria com a oração pedindo a intercessão dela, ele teve uma noite tranquila e começou a aceitar o tratamento. No outro dia quando fomos buscar a imagem para levá-la para outro quarto ele nos pediu para deixá-la ali, pois ele precisava estar perto dela.

Me lembro de outra situação de uma vez em que a imagem da Mãe Peregrina estava na enfermaria da internação e naquela semana estava uma correria. Quando fomos buscar a imagem a enfermeira me disse: Padre, por favor deixe a imagem aqui porque a gente estava numa correria, acontecerão tantas complicações e quando ela ficou aqui junto de nós os problemas começaram a se resolver, as dificuldades foram sendo dissolvidas. Aquela equipe que estava vivendo uma turbulência acabou vivendo uma paz. A presença de Maria junto de nós é uma presença que acalma, nos encoraja, que nos dá força”


Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo de Sorocaba/SP

Júlio Endi Akamine – Wikipédia, a enciclopédia livre

Foto: Arquidiocese de Sorocaba

Uma imagem muito significativa e forte é o da “Igreja em Saída Missionária”. Saída sugere a superação de um comportamento autorreferencial: a Igreja não deve ficar preocupada somente com a sua própria sobrevivência nem garantir os seus privilégios. Ela só é Igreja na medida em que sai de si mesma em direção dos outros, especialmente os que estão nas periferias existenciais. Não nos esqueçamos que não é uma saída qualquer. Trata-se de uma saída missionária. A Igreja deixa a atitude de ficar esperando que as pessoas venham até ela para sair em busca dos perdidos e extraviados da vida. Ela acolhe com amor de mãe todos os que a buscam e nela estão, mas não deixa de, como o bom pastor, ir em busca da ovelha perdida.

Saída missionária não é um movimento de proselitismo. A saída missionária não tem o objetivo de ganhar novos adeptos por meio da pressão, da enganação, das promessas de prosperidade, de saúde e de resolução dos problemas. Saída missionária significa partilhar com todos a alegria e a felicidade do encontro pessoal com Cristo. Evangelizar não é transmitir uma ideologia, nem prometer um analgésico de efeito imediato para todas as dores. Ele partilha uma nova vida e um novo mundo, dons que foram oferecidos e recebidos do Senhor que morreu e ressuscitou.

De fato, o discípulo missionário não tem outro tesouro senão o encontro pessoal com Cristo, por isso ele “sai” para partilhar com os outros essa felicidade que lhe enche o coração.


Dom Milton Kenan Júnior, Bispo de Barretos/SP

Nossos Bispos | Dom Milton Kenan Júnior | Diocese de Barretos

Foto: Diocese de Barretos

“Encontrei muito viva a Campanha da Mãe Peregrina, pela presença dos missionários e pelo número de famílias que acolhe a imagem. A gente vai se dando conta, que embora seja uma presença muitas vezes discreta e silenciosa, é uma presença que marca a vida das pessoas. É uma presença que traz esperança, leva a alegria as famílias que a acolhem. É uma presença especial para a Família de Schoenstatt pois ela comunica, aqueles que a recebem, as graças do Santuário […] O compromisso de levar a Mãe de Deus ao encontro, talvez indo até aqueles que estejam mais afastados, mais distantes, que precisam experimentar o calor e o carinho da Mãe de Deus”.

 

 

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Referências:.

[1] Papa Francisco: Encontro Internacional “A Igreja em saída” 30 de novembro de 2019. Acesso em: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/papa-francisco-discurso-encontro-igreja-em-saida-livre-simples.html