Acompanhe ao vivo neste sábado, dia 15

Karen Bueno – A comunidade dos Padres de Schoenstatt celebra neste sábado, dia 15 de agosto de 2020, a ordenação diaconal do seminarista Rafael Tavares da Mota. A missa solene será presidida por Dom Devair Araújo da Fonseca, bispo auxiliar de São Paulo/SP (Região Brasilândia), no Santuário Sião, do Jaraguá, às 10 horas.

Rafael é natural de Poços de Caldas/MG e iniciou sua caminhada no Instituto dos Padres de Schoenstatt em 2010. Sua ordenação estava prevista para o mês de abril, porém, com a atual pandemia, foi adiada e remarcada. A celebração contará com poucas pessoas presentes no local, porém, todos são convidados a acompanhar ao vivo a transmissão pelo Facebook, na página do Santuário Sião: clique aqui

O lema escolhido por ele, para a ordenação diaconal, é retirada da oração do Pai Nosso, no livro de São Mateus (6, 10): “Assim na terra como no céu”.

Rafael comenta abaixo sobre esse momento que está vivendo e confia sua vocação à oração de todos:

O que te levou a ingressar na comunidade dos Padres de Schoenstatt?

Em poucas palavras: A vontade de levar Cristo aos demais, porque é Ele quem pode realmente mudar nossas vidas e nos fazer felizes.

A origem deste desejo é, com certeza, minha família. Religiosa e schoenstattiana, ela me ensinou desde muito cedo a ter os olhos voltados para nosso Pai do Céu. Por outro lado, o amadurecimento desse anseio se deu durante meu tempo na Juventude Masculina, especialmente quando participei das missões. Foi então que descobri o sentido da vida comunitária, o valor da oração e a alegria de me entregar aos mais necessitados.

Assim, minha vocação está intimamente unida a Schoenstatt. Meu chamado cresceu com o carinho da Mãe de Deus, que experimentei em torno ao Santuário e por meio de tantas pessoas. Como Padre de Schoenstatt, espero contribuir para que esse amor tão especial chegue a muitos corações e siga dando um colorido novo à nossa Igreja.

 

Sua ordenação será em um contexto totalmente novo, com poucas pessoas participando e vivendo a atual realidade da pandemia. Que interpretações você faz desse momento para sua vida como futuro sacerdote?

Desde abril, integro a filial dos Padres no Jaraguá, em São Paulo. Agora, não reduziria este período a um mero tempo de espera pela ordenação. Estou feliz de estar de volta à casa, mesmo que em quarentena. Fui recebido muito bem pelos meus irmãos de comunidade e os amigos do Santuário, além de ajudar um pouquinho com nosso “atendimento à distância”. Tem sido valioso para mim me reencontrar com o jeitinho brasileiro e me solidarizar com os desafios atuais da nossa terra.

Agora, quando penso no que Deus está querendo me dizer, volto à experiência dos profetas do Antigo Testamento. Não porque me considere portador de uma grande profecia – por favor, que se entenda bem. Senão porque eles eram pessoas colocadas, uma e outra vez, em contextos radicalmente diferentes do que estavam acostumados, chamados a se compadecer com o sofrimento da gente e anunciar novos caminhos até Deus.

Ainda estou escutando, discernindo os próximos passos a serem tomados, mas cresce em mim o desejo de cultivar essa paixão tão criativa dos profetas. Acreditar que estou imerso nessa realidade, aqui e agora, porque Deus precisa de mim para comunicar seu amor, sua presença viva, com valentia e empatia – como requisitos para que Ele seja escutado.

 

Estamos no mês das vocações. O que diria aos jovens que estão em processo de discernimento?

3 breves pensamentos.

Primeiro, a vocação nasce de um encontro verdadeiro com Cristo. É Ele quem chama e a quem Ele quiser. Por isso, um padre pode vir de qualquer lugar e ninguém nasce pronto. Ao dizer isso, penso naqueles pobres pescadores, no acomodado cobrador de impostos e no jovem rapaz. Esse chamado muda nossa vida, de modo que o mais importante é estar disposto a escutar, deixar tudo e segui-lo.

Segundo, a vocação é um serviço. Ninguém se faz padre para ter um título ou a vida assegurada. Basta lembrar as palavras de Jesus no Evangelho: Eu não vim para ser servido, senão para servir. E quantas vezes Ele não pôs os discípulos em apuro, até que aprendessem a serem servidores.

Terceiro, tem uma frase que vem do Papa Bento XVI, que Francisco repete e que eu gosto muito: “Cristo não te tira nada, Ele te dá tudo”. Aqui ressoa a promessa de Jesus no Evangelho e minha própria experiência desde que comecei a me preparar para o sacerdócio. Este é um caminho de felicidade e plenitude de vida.

Fonte: schoenstatt.org.br