Cada pessoa entra em contato com o Movimento Apostólico de Schoenstatt de um jeito diferente. Tem aqueles que chegam “por acaso” ao Santuário e não querem mais partir; tem outros que entram no Movimento por um convite dos amigos e colegas; tem muitos que já nascem inseridos em Schoenstatt e assim continuam pelo resto da vida. Cada história é única e pessoal, um capítulo exclusivo de descoberta e de vinculação.

No caso da Solange de Almeida Cândido, da União de Mães de Schoenstatt, de Londrina/PR, o primeiro contato com o Movimento foi muito especial. Num encontro bem imprevisível, quem indicou o caminho do Santuário, para ela, foi o Servo de Deus João Luiz Pozzobon.

Durante toda sua vida, João Pozzobon cuidou de aproximar o Santuário das famílias e das pessoas que ele encontrava em seu caminho, levando a Mãe Peregrina a todos. E, sempre que possível, também aproximava as pessoas do Santuário, como é o caso da Solange. Ela nos conta essa história, que aconteceu há 40 anos:

Quando conheci o Sr. João Pozzobon, eu morava em Cornélio Procópio/PR. Fiz uma viagem até Londrina/PR para levar uma pessoa doente ao hospital e então o encontrei na frente da Santa Casa. Ele estava com sua “imagem original” e senti um toque muito especial ao olhar para aquela imagem.

Eu perguntei a ele o que era aquela imagem e ele me respondeu perguntando se eu conhecia o Santuário. Eu disse que não, que ia muitas vezes a Londrina, mas não era de procurar essas coisas. Aí ele me indicou o Santuário.

Saí de lá com o propósito de ir a outro lugar, mas resolvi, então, passar no Santuário. Quando cheguei, havia carros estacionados em todos os lugares e não encontrei uma vaga (o Santuário de Londrina fica no centro da cidade, numa região bastante movimentada). Então eu pensei: “Não vou parar aí, vou para o meu destino”.

Mas, algo me chamou a atenção. Dei uma volta, voltei ao Santuário e, na frente dele, havia uma vaga para estacionar.

Quando eu entrei no Santuário, vivi uma experiência muito pessoal e íntima com a Mãe de Deus. Eu me emocionei, chorei olhando para aquela imagem, foi algo que me tocou muito. Quando saí, encontrei uma Irmã de Maria no pátio e ela me falou sobre o Movimento, que Schoenstatt estava iniciando em Cornélio Procópio. A partir daí eu procurei mais informações e entrei na Liga das Mães, depois na União de Mães e já se passaram 40 anos.

O segundo encontro

Em 1985 eu fui para Santa Maria/RS, num congresso, e encontrei o Sr. João pessoalmente outra vez. Ele estava doente e nós fomos até a casa dele. Eu me lembro que foi uma emoção muito grande. Nós rezamos o terço juntos e na hora do Pai Nosso, rezamos de mãos dadas: tenho na minha mente e no meu coração que eu dei a mão para um santo.

O Sr. João foi uma pessoa muito especial em minha vida e continua sendo até hoje. Graças a ele faço parte do Movimento, o que para mim é uma grande alegria.

E eu fiquei muito feliz quando contei minha história para ele e ele me falou: “Que bom que a senhora continua aqui, aqui é bom estar”.

A Aliança de Amor, pela espiritualidade e pedagogia de Schoenstatt, mudou completamente a minha vida. A gente sabe que ser uma pequena Maria na sociedade, no mundo e mesmo na família não é fácil, mas o amor e a intimidade com Maria transformaram a minha vida. Eu procuro ser Maria em todos os momentos da minha vida, não só no trabalho e na sociedade, mas em todos os lugares onde eu vou. Como o ideal na Liga das Mães é ser “Custódia Viva”, essa é minha intenção: sempre levar Maria para as pessoas. Schoenstatt mudou completamente a minha vida, depois a vida da minha família, e essa é a principal razão do meu viver.

 

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Texto: Karen Bueno / Entrevista: Ir. M. Marcia Silva

Fonte: schoenstatt.org.br