Solenidade da Ascenção do Senhor

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves– Na quinta e sexta semana deste período pascal, principalmente durante a semana, a liturgia da Palavra, especialmente o evangelho, nos preparava para esta Solenidade com as palavras de Jesus na Última Ceia. O contexto ali Jesus se despede, pois, sua Hora já se aproxima. Mas, também, dirige palavras de conforto, animo, esperança e a promessa do Espírito Santo que os ajudará a compreender o que por hora não estavam compreendendo.

Parece estranho?! Não. Jesus agora volta para o Pai, mas continua entre nós por meio dos sacramentos, especialmente a Eucaristia. A Igreja é a sua permanente presença no mundo por meio dos que Nele creem e anunciar ao mundo a Boa Nova!
A subida de Jesus aos céus, donde esta “sentado a direito do Pai”, como reza o Creio, unido ao amor em estreitos laços de amor nos enviara o Espírito Santo que nos dará coragem e animo para anunciar e ir pelo mundo conforme seu mandato aos apóstolos, seus sucessores e todos o cristão batizado.

Encontraremos dificuldades? Sim! Os apóstolos de ontem e hoje as encontram, mas antes de subir, fez-nos uma promessa: “(…) Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”, por isso, não devemos ter medo diante dos desafios de anunciar o Evangelho. Quem garante a eficácia da missão é Jesus e seu Espírito, somos e devemos ser bons instrumentos através dos quais a mensagem da alegria chegara a muitos corações que ainda não o conhecem!

Começamos a Novena do Espírito Santo e o fazemos com Maria, especialmente em nossos Santuários de Schoenstatt que se tornam “pequenos cenáculos”, onde espiritualmente com Maria nos preparamos na oração e na comunhão de corações, implorando o Espirito Santo para que renove o mundo e lhe traga a cura desta pandemia. No vento impetuoso que veio afaste de nós os males desta pandemia e nas línguas de fogo nos inflame na missão!

Com nosso Pai Fundador, o Pe. José Kentenich, rezemos:
“O sol se encaminha para o repouso e nos convida a olhar o Cenáculo.
Ali imploraste para a Igreja o Espírito que a libertou das aflições da mediocridade,
Que a introduziu nos ensinamentos de Cristo
E nela avivou o espírito de apóstolo e de mártir.
Assim queres atuar em nosso Santuário, fortalecendo em nós, fracos, o olhar da fé,
Para contemplarmos a vida com o olhar de Deus
E caminharmos sempre à luz do céu. ”
(Rumo ao Céu, 211-213)