Na Aliança de Amor resplandece a gratidão, fidelidade e alegria.

“Por tudo, tudo cordialmente te agradeço, com íntimo amor, ó Mãe, a ti me enlaço.

Que seria de nós, sem ti, sem teu cuidado maternal!  Tu nos salvaste de grandes aflições,

a ti nos uniste com fiel amor: eu te agradeço, eternamente quero dar-te graças e, em amor,

a ti me consagrar inteiramente. Amém.”[1]

 

Queridos coordenadores, missionários e famílias que recebem a visita mensal da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Neste dia 18 celebramos o último dia da Aliança de Amor deste ano!

Neste final de ano, queremos fazer reluzir três virtudes: gratidão, fidelidade e alegria. Elas são fruto de uma vida de Aliança de Amor.

 

Gratidão

Iniciamos o texto com uma oração que o Pe. Kentenich escreveu no Campo de concentração de Dachau, no “inferno de Dachau”, como dizia o Fundador. Porém, ele afirma:

“Dachau não se tornou para nós inferno, mas sim, céu!.(…) Quando é que, na medida do possível, temos o céu aqui na terra? Quando nós, como indivíduo e como comunidade, crescermos profundamente na comunhão com Deus Trino”[2]

O Pe. Kentenich vivia unido a Deus, à Mãe de Deus, na Aliança de Amor, por isso, Dachau, “cidade de pagãos, de loucos e de mortos” tornou-se para ele, um céu. Ele reconhece o atuar da Mãe de Deus e agradece por toda proteção.

Neste final de ano, não poderíamos também nós, rezar: “Que seria de nós, sem ti (Mãe de Deus), sem teu cuidado maternal! Tu nos salvaste de grandes aflições”?

Quanto temos para agradecer! Quantas vezes Maria veio ao nosso encontro e nos ajudou, nos tirou de situações difíceis ou esteve presente nas horas de cruz e sofrimentos e não nos abandonou. Por isso, ao renovarmos nossa Aliança de Amor poderíamos, hoje, fazê-lo com muita gratidão.

Gratidão porque mais uma vez Maria nos traz o Salvador! Mais uma vez, se faz Natal! Cristo vem até nós e nos traz a salvação. Porém é necessário “libertar-se do supérfluo para compreender aquilo que é realmente importante diante de Deus”[3] e assim esvaziar-se, abrir-se ao Salvador que deseja repousar na manjedoura de nosso coração.

 

Fidelidade

O Pe. Kentenich define a fidelidade como “a conservação intata, a confirmação vigorosa e a perpetuação vitoriosa do primeiro amor.”

A perpetuação do primeiro amor! O primeiro amor é cheio de vigor, de vida, de entusiasmo, de alegria. Neste dia, queremos, pessoalmente dizer à Mãe de Deus: permaneço fiel. Tu podes contar comigo sempre. Renovo minha entrega filial a ti, ao Santuário e ao Fundador.

“A consagração é mútua. A Mãe de Deus também disse o sim. E ela é fiel ao seu sim e é mais forte do que nossas fraquezas.”[4]

Por isso, podemos contar com a graça e encerrar o ano com um olhar ao futuro, cheios de esperança e prometendo fidelidade.

 

Alegria     

Queremos ir com alegria ao encontro de Cristo que logo virá no Natal, e também do novo ano. Três caminhos nos impedem a ação do Espírito Santo que preenche nossa alma de alegria:

– egocentrismo– olhar para si mesmo e centrar tudo na sua própria pessoa;

– desânimo, faz com que você se queixe de tudo e não veja o que tem, nem o que os demais lhe oferecem e

pessimismo, que é como uma porta que se fecha para o futuro e para as novidades que ele pode nos trazer.

Permaneçamos firmes! Caminhemos, cheios de esperança, ao encontro do Deus Menino e do Novo Ano de 2024.

Depositemos na talha do Santuário, nossas ofertas de amor ao Capital de Graças. Tudo o que durante o ano realizamos: nosso empenho em sermos melhores, nossas alegrias, mas também desilusões, fraquezas, a fim de que, o Santuário seja um novo Belém, no qual Cristo nasce nos corações e no coração de muitas pessoas, especialmente onde a guerra se faz presente.

Que Maria, Virgem do silêncio, nos ajude a viver com gratidão, fiéis e alegres na Aliança de Amor e, anunciar a todos, o seu Filho que vem.

 

“Com vosso Divino Filho, abençoai-nos, ó Virgem Maria!”

 

Feliz dia da Aliança de Amor

 

[1] Kentenich, José. Rumo ao Céu, 559-560

[2] Kentenich, José. Diretrizes do Fundador, p.23-24

[3] Francisco. Ângelus, 10.12.23

[4] Kentenich, José num testemunho dado por Pe. Bezler.