Queridos coordenadores, missionários e famílias que recebem a visita mensal da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

Ao celebramos a Aliança de Amor soa para nós o seu belo significado, uma palavra-chave que a caracteriza: uma troca de corações que configura nossa vida.

Troca de corações! Doo à Mãe de Deus o meu coração e ela doa-me o seu coração. Uma boa troca! Troca de dons! Dou-lhe tudo o que tenho, tudo o que sou… Basta recordarem a pequena consagração. E o que ela me doa? Eu fico com enorme vantagem! Ela também me doa tudo. E eu também lhe doo tudo. Basta acreditarmos firmemente que é assim. Caso contrário, assimilamos tantas ideias, mas nada se grava, nada forma a vida.”

[1]

Com estas palavras, o Pe. José Kentenich revela algo de sua vida: viveu desta troca de corações e assim foi formado pela Aliança de Amor. Tornou-se um sacerdote mariano, educador por excelência. No seu Jubileu de Prata sacerdotal afirma: “…posso dizer-lhes: ela (a Mãe de Deus) me formou e educou pessoalmente a partir dos meus nove anos de idade[2].

Neste mês de julho, no dia 8, recordamos a sua ordenação sacerdotal e sua primeira missa no dia 10. Podemos afirmar que ele viveu de um grande, íntimo e profundo amor a Maria.

O amor une, transforma e assemelha

O Pe. Kentenich viveu tão profundamente a Aliança de Amor, que alguém ao encontrar-se com ele afirmou certa vez: “Acabei de me encontrar com Maria.”[3]  Estava imerso no seu coração e este era o seu mundo interior. Isto fazia vibrar seu coração sacerdotal e irradiava de seu ser: Maria Imaculada.

Desde muito pequeno, ele rezava a bela oração que ele mesmo compôs: “Ave Maria por tua pureza, conserva puro meu corpo e minha alma. Abre-me largamente o teu coração e o coração de teu Filho…Dá-me almas e tudo o mais toma-o para ti”.

O Pe. Kentenich, pela Aliança de Amor, doou à Mãe de Deus o seu coração, amou-a profundamente, assim que adquiriu os seus traços régios. A súplica: “Abre-me largamente o teu coração…” ele experimentou num grau muito elevado. Maria abriu seu coração, o aceitou na Aliança de Amor, como afirmou: “Não mais o meu coração pulsa em mim, mas o de Maria[4].

O Papa Francisco indica também a importância da consagração ao Imaculado Coração de Maria. No dia 25 de março deste ano, consagra o mundo a este coração imaculado. Segundo Francisco,

Se quisermos que mude o mundo, tem de mudar primeiro o nosso coração. Para o conseguirmos, deixemos hoje que Nossa Senhora nos leve pela mão. Olhemos para o seu Imaculado Coração, onde Deus descansou, para o único Coração de criatura humana sem sombras. Ela é “cheia de graça” e, portanto, vazia de pecado: n’Ela não há vestígios de mal e, assim, com Ela Deus pôde iniciar uma história nova de salvação e de paz. Naquele ponto, a história deu uma virada. Deus mudou a história, batendo a porta do Coração de Maria.[5]

A Mãe de Deus “bate” a porta de nosso coração

Nós também batemos a porta do coração de Maria quando selamos a Aliança de Amor com ela, a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt e ela abre largamente seu coração para acolher o nosso coração. Realiza-se algo de sagrado; esta hora envolve um mistério, que não podemos decifrar, mas experimentar. A Mãe de Deus também “bate” a porta de nosso coração e nós pedes: “Meu filho, dá-me o teu coração”(Pr 23,26). E para que? Ela quer nos educar, formar a nossa vida para que Cristo viva em nós.

Hoje, ao celebrarmos a Aliança de Amor, coloquemos na talha do Santuário, nossas contribuições ao Capital de Graças, com a súplica à Mãe de Deus:

“Torna-nos semelhantes à tua imagem,
como tu, passemos pela vida
fortes e dignos, simples e bondosos,
espalhando amor, paz e alegria.
Em nós percorre o nosso tempo,
prepara-o para Cristo.”[6]

 

Feliz dia da Aliança!

 

 

Referência: 

[1] Kentenich, José. Palestra 17.8.1968 em Peter Wolf, Tua Aliança, nossa missãop.115.

[2] Kentenich,José. Palestra por ocasião do Jubileu de prata de sua ordenação sacerdotal, Schoenstatt, 11 de agosto de 1935 em Peter Wolf, Chamado por Deus, consagrado a Deus, enviado por Deus, p. 119-120,

[3] Arquivo. Irmãs de Maria de Schoenstatt.

[4] Idem.

[5] https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2022-03/papa-francisco-ato-consagracao-imaculado-coracao-maria.html

[6] Kentenich, José. Rumo ao Céu, 609.