Uma presença de Mãe que ultrapassa as celas e chega aos corações

Karen Bueno – A Sra. M.C. é da cidade de Anápolis/GO e enfrentou um período de grande dor quando seu filho foi preso por tráfico de drogas. Sendo mãe, ela sabe da situação conturbada do rapaz, mesmo assim não deixa de amá-lo. Apesar de sentir muita falta do jovem, M.C. pôde contar com um conforto essencial nesse período. Num dia de visitas ao presídio, ela disse surpresa: “A Mãe e Rainha está na cela do meu filho”. Nessa ocasião ela descobriu que sua missão maternal contava agora com o auxílio da Mãe de Deus, a Peregrina que vai ao encontro dos que mais necessitam.

Essa história é real e poderia ser contada por muitas outras mães, ou familiares, dos detentos do Presídio Estadual de Anápolis. Faz cinco anos que a Mãe e Rainha visita as celas e departamentos da unidade prisional, tanto na ala feminina como na ala masculina. A coordenadora Maria de Fatima Ferreira Silva, da Campanha da Mãe Peregrina, explica que “quem cuida da imagem são os carcereiros e tem também os detentos, com bom comportamento, que ajudam a levar a imagem”.

A coordenadora Neuza Castro recorda que “quando a imagem foi levada, ela foi colocada sobre um altar que fica bem próximo à sala do diretor”. Neuza também explica que “dentro do presídio tem uma pessoa responsável para colocar flores, a vela e para levar a Mãe Peregrina até a cela dos detentos. É um trabalho muito bonito. Graças a Deus a imagem é bem assistida e faz a parte dela”.

Faz a parte dela?

Essa pergunta pode ser feita ao filho da Sra. M.C., que hoje está livre novamente. Ele recorda que a imagem chegava à sua cela justamente nos dias mais difíceis, quando estava triste por não poder ver os filhos. Na prisão, ele recebeu o “livrinho verde” da Mãe e Rainha – tão conhecido por milhões de pessoas – e rezava muito com esse livro. Às vezes a Mãe Peregrina passava a noite toda com ele e, segundo conta, podia sentir a noite mais quente, mais tranquila; também o dia parecia passar mais depressa. Com a Mãe ao seu lado, o rapaz só pensava em coisas boas e não carregava sentimentos ruins na mente e no coração, segundo ele mesmo recorda.

Assim também acontece na vida de outros detentos. A coordenadora Fátima salienta: “Tem muitos que rezam o Terço com ela

[a Mãe Peregrina]. Nós não podemos estar lá com tanta frequência, mas sabemos que a imagem é muito respeitada, a Mãe e Rainha é, realmente, uma ‘Rainha’ no presídio”.

Para Fátima, a presença da Mãe de Deus é essencial na vida dos detentos, pois leva até eles o desejo e a esperança de um novo começo. “A Mãe trabalha mesmo a vida das pessoas, basta acreditar e saber esperar”.

 

Fonte: schoenstatt.org.br