Um dia dedicado para o amor ao próximo

Juliana Dorigo – Você sabia que no Brasil, hoje, 19 de julho é o “Dia da Caridade”? A Lei Federal  5.063 diz “Difundir e incentivar a prática da solidariedade e do bom entendimento entre os homens”. A caridade é uma das três virtudes teologais. Disposição para ajudar o próximo; tendência natural para auxiliar alguém que está numa situação desfavorável; benevolência, piedade.

“Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade” (1Jo 3:17,18).

Caridade nasce da fé no Senhor

O Papa Francisco explica que a caridade nasce da fé no Senhor. “Trata-se de permanecer com o Senhor para encontrar a coragem de sair de nós mesmos, de nossas comodidades, de nossos espaços restritos e protegidos, para entrarmos no mar aberto das necessidades dos outros e dar amplo respiro ao nosso testemunho cristão no mundo. Essa coragem de entrar nas necessidades dos outros nasce da fé no Senhor ressuscitado e da certeza de que o seu Espírito acompanha a nossa história”.

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Missionários da Mãe de Deus

Podemos ver como um exemplo de caridade a Campanha da Mãe Peregrina, com os missionários da Mãe de Deus, que levam a evangelização para pessoas em dificuldades como nos hospitais, presídios além de escolas, nas casas das famílias e etc. O Servo de Deus, João Pozzobon, deixou um legado com a Campanha, uma verdadeira missão de salvação, seu único propósito era levar as famílias para mais perto de Deus com a ajuda da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

João Pozzobon com as crianças

A virtude da caridade

A caridade era uma virtude presente na vida do Sr. João. “Em 1954, fundou, perto da “Capelinha Azul”, a “Vila Nobre da Caridade”. Começou construindo, com os pobres do lugar, uma casinha de madeira, propondo-se levantar uma a cada ano. “Moradia gratuita para os pobres” – explicou-nos. “Para educar, saber valorizar-se como pobre, formar cida­dãos e, também, para que todos tenham conhecimento da re­ligião”. Deu-lhe o Sr. João o nome de ‘nobre’, uma vez que fizera sua consagração à Mãe de Deus como “Guarda Nobre do Santuário”.[2]

Ele cuidava das famílias que recebia a Mãe Peregrina, dedicando-se inteiramente a missão de levar à Mãe de Deus ao encontro dos filhos. “Desde o começo da Campanha, dedicou o Sr. João sin­gular carinho aos pobres, pois, entre as famílias, às quais le­vava em visita a Peregrina, muitos eram gente humilde e ne­cessitada. Costumava conversar com eles, compartilhando o que podia, principalmente seu amor de pai e amigo. Convida­va-os a lembrarem sua dignidade de filhos de Deus, a rique­za de terem uma Mãe como a Virgem Maria, a grandeza de seu destino eterno de glória”[3].

 

[1] Papa Francisco: Regina Coeli 2018 em Vaticannews.va

[2] Pe. Esteban J. Uruburu, Livro: Heroi Hoje e Não Amanhã. Pag. 78

[3] Idem Pág. 76.