Viver a Aliança de Amor é viver a misericórdia

3 de abril de 2016

O máximo há de ser a meta de nossa mais elevada aspiração.

curitibaKaren Bueno – Pe. José Kentenich ensina: “Através da fragrância de minhas virtudes eu atraio a misericórdia de Deus[1]”.

E qual jeito melhor de cultivar muitas virtudes que pela Aliança de Amor?! Na escola da Mãe e Rainha os corações se transformam em oásis de misericórdia. Pela autoeducação – exigência da Aliança – as virtudes vão se incorporando ao ser consagrado e transformando-o em sinal de misericórdia para o mundo

Isso se comprova na vida de muitas pessoas que marcam a história de Schoenstatt. A Aliança de Amor vivida faz José Engling, jovem soldado da Primeira Guerra Mundial, oferecer incontáveis obras de misericórdia, tanto corporais quanto espirituais, em meio à guerra. Várias vezes ele oferece sua comida aos companheiros, apesar da fome, e se arrisca por eles em algumas oportunidades. No contexto cruel e desumano das frentes de batalha ele mostra-se um visível sinal de misericórdia para os companheiros.

A mesma Aliança de Amor leva o Diác. João Luiz Pozzobon caminhar 140 mil quilômetros com a Mãe Peregrina, levando-a a tantas pessoas que necessitavam, como nos presídios, por exemplo. Um de seus grandes atos de misericórdia é a construção, por seu próprio esforço braçal, da Vila Nobre da Caridade – um conjunto de casas para as pessoas que não tinham onde morar.

Cada filho de Schoenstatt pode dar algum exemplo de misericórdia em sua vida, dada ou recebida, e tudo isso somente porque Deus teve misericórdia primeiro, presenteando ao mundo a Aliança de Amor como caminho de santidade.

Mergulhar no mar da misericórdia

pai kentenich jk

A vivência do Ano Santo passa pela Aliança de Amor, é parte dela, pede que a Família de Schoenstatt se coloque na vanguarda do ano jubilar, realizando, a partir do Santuário, uma nova ordem social baseada na misericórdia. As seis exigências da Aliança são um processo pedagógico que ensina a ser misericordioso como o Pai.

Uma grande virtude a ser alcançada, para o Pai e Fundador, é reconhecer-se pequeno e frágil diante de Deus. “Quando sou fraco, quando me sinto fraco, então é que sou forte. Por que sou forte? Porque então sou quase que obrigado pela natureza a unir minha miséria à infinita misericórdia de Deus”.

A Aliança de Amor, ao mesmo tempo em que impulsiona ao heroísmo, aos grandes ideias, revela que para alcançá-los é preciso ser pequeno. Pois, ensina o Fundador, somos filhos miseráveis, porém dignos de misericórdia. E o caminho para alcançar essa pequenez, segundo Pe. Kentenich, é a filialidade, a entrega como um filho totalmente dependente do Pai Misericordioso.

No Ano Santo da Misericórdia, a Mãe e Rainha repete novamente à Família de Schoenstatt: “Provai primeiro que realmente me amais e tomais a sério os vossos propósitos. Agora tendes a melhor ocasião para demonstrá-lo, conforme o plano da Divina Providência…”

É tempo de aceitar o convite do Pai e Fundador: “Nademos no mar das misericórdias de Deus, comprovemos como Ele nos ama[2]”.

Referências

[1] Que as rosas falem por nós. Pe. José Kentenich. Movimento Apostólico de Schoenstatt Santa Maria/RS.

[2] Ser filho diante de Deus, Volume II. Pe. José Kentenich. Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, São Paulo/SP.