Véspera da Aliança, dia de Cenáculo

17 de outubro de 2015

Vinde Espírito Santo, faz-nos missionários.

espirito-santoKaren Bueno – “Entraram na cidade e subiram para a sala de cima onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres — entre elas, Maria, Mãe de Jesus” (Atos 1, 13-14).

Com o coração repleto de expectativa e gratidão a Família de Schoenstatt se prepara para o dia da Aliança de Amor. “No nosso interior encontram-se passado, presente e futuro: gratidão ardente, anseio silencioso e alegre expectativa” (Segundo Documento de Fundação).

O livro dos Atos dos Apóstolos cita o nome daqueles que estavam reunidos com Maria no Cenáculo, descreve o ambiente de oração que os cerca. Confiantemente podemos substituir hoje esses nomes pelo nome de cada schoenstattiano que vive a Aliança de Amor na atualidade. Na véspera do dia da Aliança, a Família de Schoenstatt também se coloca em “estado de Pentecostes”, se prepara para receber o Espírito Santo, como recebeu o Pai e Fundador e os congregados no dia 18 de outubro de 1914. Neste dia o Santuário se transforma em Cenáculo, onde muitos corações, reunidos com Maria, aguardam ansiosos o atuar do Santo Espírito para renovar o vínculo que os uniu em Aliança e fez brotar Schoenstatt, a Obra predileta da Mãe de Deus.

Assim diz o Fundador: “Somos uma comunidade de Pentecostes, uma comunidade do Espírito Santo, por isso, sicut ventus! (como um vento). […] A Aliança de Amor com a Mãe de Deus deve ampliar-se de modo especial tornando-se Aliança de Amor com o Espírito Santo. Isto significa igualmente uma grande missão colocada sobre nossos ombros”.

A poucas horas do dia da Aliança queremos nos deixar abrasar pelo mesmo fogo que ardia nos corações dos primeiros herois. Com as palavras do Documento de Fundação, “Vossos corações se inflamaram!”, imploramos o Espírito Santo e renovamos a Aliança para que se faça na terra, por meio de nós, um novo mundo, com homens novos que vivem a cultura da Aliança.

“Maria, tu conheces as nossas perguntas, tu sabes o que significa ter um anseio: de algo de grande, da Redenção. Tu o carregaste no teu coração em representação de toda a humanidade, e ouviste o chamado de Deus. Tu confiaste de que, para Ele, nada era impossível, quando houvesse homens a dar o seu sim e a colocar-se à disposição.

Maria, Tu és livre, Tu és forte. Tu, heroica na ousadia; Tu, audaciosa; Tu, mulher de uma confiança ilimitada; Tu, a Mãe para muitos; Tu, imagem original do novo homem!
Mãe de Deus, movida pelo Espírito, no Cenáculo suplicaste junto com os Apóstolos o
Espírito Santo. Também nós nos reunimos em torno a Ti, no nosso Santuário, nosso Cenáculo. Contigo imploramos o Espírito de Deus. Só ele pode dar continuidade e plenitude a todo o grande que iniciou neste lugar[1]”.

O espírito de missão que abrasa todos no Cenáculo leva os discípulos a se colocarem em saída, os torna missionários. É esse mesmo fogo que incendeia os corações hoje e dá força e confiança para refundar Schoenstatt: “Quem tem uma missão há de cumpri-la, mesmo que siga um salto mortal após o outro”.

[1] Texto da Vigília do Centenário da Aliança em Schoenstatt