Uma visita com gosto de origem

6 de maio de 2016

A comunidade alemã de São Paulo vai ao Santuário.

comunidade alemaKaren Bueno – “Está vendo aquela árvore grande ali? – aponta a senhora Regina Suadicani – ela veio da minha terra”.

A “árvore grande” que está ao lado do Santuário Tabor da Permanente Presença do Pai, em Atibaia/SP, é natural da Alemanha, assim como os peregrinos que visitam a Mãe nesta quinta-feira, 5 de maio. Eles integram a comunidade alemã que pertence à Paróquia São Bonifácio, de São Paulo/SP.

Quando as Irmãs de Maria chegaram a capital do estado, em 1965, elas colaboraram com a vida pastoral dessa paróquia, a convite dos sacerdotes. Por isso, hoje, várias senhoras que acompanham o grupo de peregrinos conheceram essas Irmãs e participaram do início do Movimento Apostólico de Schoenstatt em São Paulo. Maria Track conta: “A primeira vez que vim a este Santuário foi em 1972 (o ano da inauguração). Estava tudo diferente no início, tinha a ‘alameda dos abacates’ e um pé de primavera maravilhoso na entrada; hoje tudo cresceu”.

Ana Dorotea Correa organiza a peregrinação. Ela está no Brasil há 40 anos e encontra no Santuário, de certa forma, um “pedacinho da Alemanha”. “Nós primeiro viemos fazer uma romaria e matar a saudade. A gente se sente em casa nesse lugar, por isso viemos sempre, há tantos anos, desde o início”.

Pe. Georg Pettinger coordena, animado, o grupo. Apesar de ser da região da Baviera – “mas da Baviera do sul, não da de Munique” –, é no Brasil que ele conhece o Movimento de Schoenstatt. “Cheguei ao Brasil em 2009, estava trabalhando na Bahia, numa paróquia com 42 comunidades, bem no interior”. Em uma dessas capelas ele presidia a renovação da Aliança de Amor e se introduzia na espiritualidade de Schoenstatt.

O idioma estrangeiro parece se adequar perfeitamente às paredes do Santuário, que em suas raízes leva o sotaque alemão. Os cantos, a Santa Missa, uma singela adoração e bênção com Jesus Eucarístico retomam as melodias e orações da terra natal, com um gosto de infância para o grupo que está tão distante, fisicamente, de suas origens. As Irmãs de Maria alemãs, que vivem no Brasil há muitos anos, se sentem familiarizadas e tocadas com a visita – não falta assunto com o grupo.

A despedida é lenta, dá vontade de continuar ali e conversar sobre as muitas histórias que carregam. Mas é preciso retornar para a capital e ser um sinal do Tabor, da Mãe de Misericórdia que os acolheu neste Ano Santo.