Uma mãe pronta a ouvir e acolher

23 de janeiro de 2016

“Ser Maria, ter um olhar de mãe a todos”.

celesteIr. M. Márcia C. da Silva – A frase acima explica o sentido do trabalho que Celeste Cunha Lobo há cinco anos realiza no Santuário de Schoenstatt em Atibaia/SP. Se você já participou de algum encontro ou retiro e ficou hospedado na Casa Schoenstatt Tabor, com certeza se encontrou com ela.

Durante esses anos foram muitos sacerdotes, religiosos, jovens e famílias que ela acolheu, vários desses que vêm regularmente ao Santuário, assim Celeste se revela admirada quando vê o quanto as crianças – conhecidas desde pequeninas – cresceram. “O que mais gosto é estar com as pessoas, ouvi-las, recebê-las, vejo as crianças pequenas e depois quando percebo já estão grandes”.

Bem-vindos!

Com um sorriso no rosto e o olhar maternal, Celeste recebe a todos e afirma “neste trabalho aprendi a ouvir as pessoas, aprendi a ter um olhar de mãe, atencioso, que cuida dos filhos”.

Um coração grande que acolhe pessoas de diversos estados e até de outros países: “São muitas pessoas que vêm de lugares de longe, com culturas diferentes, mas todos vêm com fé e, confiantes, pedem à Mãe para que dê tudo certo, pedem uma luz, um caminho a seguir. As vezes eles vêm e não sabem que rumo tomar, mas aqui, em oração, conseguem uma resposta”, diz Celeste.

“A Mãe sabe o que é melhor para seus filhos”

Com este conselho ela conduz as pessoas ao Santuário, principalmente aqueles que passam por grandes provações e confessam não saber mais como pedir: “Então falo que só o fato de estar no Santuário já é uma oração e a Mãe sabe do que precisamos”. Assim, Celeste se alegra ao dizer que muitos, depois de voltarem para suas casas, ligam para agradecer e contam que deu tudo certo.

Ela também é testemunha de muitas graças e conta como as pessoas são transformadas: “Vejo como as pessoas saem daqui felizes, completamente diferente de quando chegaram”, afirma.

Assim aconteceu também com uma colega de trabalho que queria muito ter um filho, Celeste conta que ela já fazia tratamento há muito tempo e estava desistindo desse sonho, mas tudo mudou quando conheceu o Santuário: “Ela estava desanimada, então foi ao Santuário, rezou e confiou à Mãe de Deus este pedido e no mês seguinte já estava grávida. Hoje a criança já tem mais de três anos o que é realmente uma graça”.

Tal dedicação, amor e alegria tem um nome: Aliança de Amor. “Ela trouxe uma mudança em minha vida, depois da Aliança de Amor parece que temos um olhar diferente, mesmo em casa com os meus filhos acho que é ser Maria, ter um olhar de Mãe e procurar sempre ajudar e tratar bem as pessoas”.

Uma verdadeira mãe

Quem já teve contato com ela pode experimentar sua atenção e cuidado nas coisas mais simples, assim é ser mãe: aquela que faz um chá quando os filhos não se sentem bem, que pergunta se precisam de algo e cuida da alimentação daqueles que chegaram mais tarde.

Ela manifesta alegria em poder servir as pessoas, mesmo que seja com um pouco de café com leite, como recorda: “Uma vez um sacerdote idoso que estava aqui fazendo retiro me disse que sempre tomava uma xícara de café com leite à noite, mas ele disse isso numa conversa, não foi um pedido. Porém, mais tarde fui à cozinha e peguei para ele uma garrafa térmica de café com leite e deixei na porta do seu quarto, ainda me lembro como ele ficou feliz, como me agradeceu, por isso, que era tão simples”.

Com essa missão tão bela, Celeste afirma: “Sou muito feliz e procuro levar para o meu dia-a-dia tudo que vivencio aqui no Santuário”.

Fonte: santuariodeatibaia.org.br

  • Jorge Augusto

    Bonito esse relato irmã! Muito bom da forma que foi colocado; de maneira sucinta, mas que supera os limites físicos do santuário, exemplificando e ou estimulando à recebermos do santuário e entregarmos ao santuário. Deus a abençoe Irmã.