Uma Cruz que une os corações no Jaraguá

15 de outubro de 2015

Primeira Missa presidida pelo Pe. Júlio.

cruz da unidadeKaren Bueno – A primeira Missa presidida pelo neo-sacerdote de Schoenstatt, Pe. Júlio Fabiano Rodrigues Afonso, é marcada por uma conquista muito especial para a Família de Schoenstatt do Jaraguá, em São Paulo/SP, a conquista da Cruz da Unidade. Integrantes do Movimento Apostólico de Schoenstatt de várias cidades e de outros estados se reúnem no Santuário Tabor da Unidade dos Corações no Pai para celebrar com o novo Padre seu ministério e acolher o ícone que é entronizado no Santuário.

Em 2011 a Cruz da Unidade foi roubada do Santuário Sião, e desde esse ano muitas iniciativas foram feitas para reconquistar esse símbolo tão caro para a Família de Schoenstatt do Jaraguá. Cada ramo e comunidade da Obra preparava suas contribuições ao Capital de Graças, como a Juventude Masculina, que conquistou partes de um quebra-cabeças com a imagem da Cruz, e a Liga de Famílias, que criou adesivos com essa imagem.

Durante toda a madrugada do dia 10 para o dia 11 de outubro acontece uma vigília preparando a conquista da Cruz da Unidade. “Na vivência nós realmente sentimos o Espírito Santo habitando em nosso Santuário”, diz Talita Luz, da Juventude Feminina. Os ramos se dividem entre a noite, o último horário é dos Padres de Schoenstatt que recolhem o Santíssimo e dão graças a Deus pela vocação do Pe. Júlio.

Pe. Clodoaldo Kamimura explica porque esse símbolo é particularmente importante para o Santuário do Jaraguá: “Esse é um Santuário da comunidade dos Padres de Schoenstatt e a Cruz nasceu dentro da nossa comunidade, esse é um dos primeiros motivos. A história da Cruz, como ela nasceu, está muito vinculada ao Pe. Kentenich, ao nosso Instituto e também a este Santuário por causa do que está escrito na Pedra Fundamental dele – Um só coração no coração do Pai. Como é a Cruz da Unidade, aqui se quer viver de forma especial esse símbolo, a Cruz representa a missão do Santuário”.

A Cruz da Unidade expressa os vínculos, o espírito de Família: “Ela nasce numa época em que a Família Internacional de Schoenstatt vivia a corrente de estar unida no coração do Pai e Fundador, pois ele estava no Exílio, então havia um pedido constante para que ele voltasse e, por isso, todos estavam unidos no coração dele”, aponta Pe. Clodoaldo.

Ser sacerdote é subir na Cruz

julio

A primeira celebração eucarística presidida pelo Pe. Júlio é acompanhada por muitos na Tenda dos Peregrinos, vários em pé. A homilia é preparada por Pe. Alexandre Awi Mello que coloca três pontos centrais em sua reflexão: amar, deixar e seguir. A música ‘Amor sem fim’, composta pelo Pe. Júlio no início de sua caminhada vocacional, dá o ritmo para a homilia.

“Trocar as mulheres pela castidade, o dinheiro pela pobreza, o poder pela obediência é um mau negócio aos olhos do mundo, não entraria no plano da maioria das pessoas que a gente conhece. Isso é uma loucura aos olhos do mundo, que só entende quem é sábio, quem descobriu o verdadeiro amor, quem descobriu que a coisa mais importante do mundo é Deus, é levar Deus às pessoas – essa é a missão mais nobre que um homem de verdade pode abraçar. É preciso ter muito amor para deixar tudo”, afirma Pe. Alexandre.

As palavras da homilia são conselhos para o Pe. Júlio e expressão de gratidão por sua história: “Ser sacerdote é subir na Cruz, onde Cristo e Maria estão. E vale a pena abraçar essa Cruz, pois só vale a pena viver por uma causa que vale a pena morrer, e não há causa maior que a causa de Deus. Para realizar coisas tão grandes, Deus não precisa de gente grande, precisa de instrumentos pequenos, para que sempre fique claro que o grande é ele; o importante é ter o coração grande, é amar. O Pai e Fundador também te amou, e te chamou para deixar tudo e seguir. Você se ordena para ser pai de uma Família seguindo o exemplo de nosso Pai”.

‘Senhor, tu sabes que eu te amo’

No final da Santa Missa, após a bênção, a Cruz da Unidade é levada para o Santuário Sião pelo superior dos Padres de Schoenstatt, Pe. Vandemir Meister. Os dirigentes dos ramos do Movimento fazem um círculo em frente ao Santuário e, com a Cruz da Unidade nos braços, rezam uma pequena oração em nome de sua fileira. Por fim a Cruz é entregue ao Pe. Júlio Afonso que a entroniza no Santuário – agora com uma corrente, bem presa.

“A Cruz tem um significado muito especial para cada pessoa, e representa de fato a unidade, o Capital de Graças. Jesus se mostrou realmente muito presente em nós em diversos momentos de dificuldade que a Família se reuniu para rezar”, diz Lucas Botássio, do Jumas. “É a renovação do nosso Santuário. Acredito que agora o Espírito Santo habita entre nós mais ainda”, comenta Talita Luz, da Jufem.

“Essa é a Cruz dos vínculos, do 31 de Maio, a Cruz da missão. O vermelho, próprio dos Padres de Schoenstatt, recorda o sangue e o Espírito Santo, é a cor do amor. Uma Cruz de amor, ali Jesus e Maria mostram como amaram até o fim, deixaram tudo, até a própria vida, para seguir a vontade do Pai. Que essa cruz continue inspirando a nossa Família de Schoenstatt a repetir sempre de novo: ‘Senhor, tu sabes que eu te amo’. E a escutar: ‘Então deixa tudo, vem e segue-me, para inundar os corações frios do mundo de hoje com torrentes de amor’”, diz o Pe. Alexandre.

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