Um sinal de misericórdia nas enchentes de São Paulo

15 de março de 2016

Schoenstatt em saída por um mundo novo.

enchenteKaren Bueno – Neste final de semana o Brasil acompanhou, pelas diversas mídias, a situação delicada das cidades atingidas pelas enchentes na região metropolitana de São Paulo/SP. A chuva forte de quinta e sexta-feira, dia 10 para o dia 11 de março, alagou várias cidades da região e deixou 25 mortos e centenas de desabrigados.

Em meio à dor, a Família de Schoenstatt se solidariza e sai em missão para colaborar com os desabrigados. Em Francisco Morato/SP os missionários da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt (CMPS) recolhem alimentos, materiais de limpeza e itens básicos necessários para aqueles que precisam. A coordenadora da CMPS na cidade, Simone Tavares, conta com pesar sobre uma das famílias atingidas – na qual faleceu uma criança – que recebe a Mãe Peregrina. Os missionários dedicam especial atenção para esses e se empenham em colaborar.

“A Campanha está ajudando junto com as cinco paróquias da cidade. Cada missionário recolhe as doações entre as famílias e leva até as igrejas. Esse final de semana nós vamos visitar as comunidades e levar a Mãe Peregrina até elas. São famílias muito carentes, as pessoas que foram atingidas são as mais necessitadas”, conta Simone.

Deus prepara algo melhor

Em Mairiporã/SP a situação é semelhante, é a cidade onde houve mais mortes causadas por desabamentos. Ali a Família de Schoenstatt também oferece doações e alguns se dedicam em ajudar os desabrigados. Nessa segunda-feira, dia 14, as postulantes e vocacionadas do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt visitam um dos ginásios que atendem as vítimas.

“Fomos com a intenção de ajudar, de partilhar a dor dessas pessoas, de conversar, rezar por elas. É uma situação difícil – em um dia temos uma casa e no outro já não temos mais – nos colocamos no lugar deles, no sofrimento deles. Nesse momento cada sorriso, cada palavra, cada olhar vale muito”, diz Ir. Fabiana Maria Costa.

As jovens e as Irmãs de Maria ajudaram na organização dos produtos doados e na mudança de duas famílias que foram para a casa de familiares. Elas contam que, apesar da dor, descobriram muitos testemunhos: “As pessoas que nós encontrávamos estavam bem alegres, confortadas. Ouvi várias dizendo que se Deus quis assim, é porque ele está prevendo algo melhor para cada um; aprendemos muito com elas”, conta Fernanda Gomes. Além disso: “O tempo em que ficamos ali eu vi grande disposição e alegria dos voluntários em ajudar, isso foi muito bonito”, comenta Carolina Montedori.

Uma nova Visitação

Tamiris Calixto, da Juventude Feminina de Schoenstatt, colabora diariamente nos abrigos em Mairiporã. “Eles precisavam de um intercâmbio entre o Bombeiro, a Prefeitura e as famílias atingidas, eu ajudo nisso”, explica. Ela ajuda na organização das doações e visitou, nessa semana, as áreas de desabamento, junto com o Corpo de Bombeiros, facilitando a comunicação entre os envolvidos.

“Ontem fui com a Defesa Civil e um funcionário da Prefeitura para o bairro Terra Preta ajudar na interdição de uma casa; como eles sabiam que tinha quatro crianças lá, me pediram para ir junto e conversar com elas, brincar, dar o apoio”, conta.

Tamires fala que são 15 famílias abrigadas no ginásio em Mairiporã e que cerca de 600 pessoas estão desabrigadas na cidade, muitas vivendo em casas de familiares e conhecidos. “Têm grávidas que darão a luz em breve – uma delas nas próximas semanas –, muitas crianças, idosos. Nós consolamos dizendo que as coisas materiais podem ser conquistadas de novo, que eles podem arranjar outra casa e o mais importante é que não perderam a vida”.

Segundo Tamiris, Mairiporã ainda precisa de doações para as cestas básicas. Outras cidades bastante atingidas são Itatiba, Franco da Rocha, Itapevi, Guarulhos e Cajamar.

A Família de Schoenstatt se coloca em missão, em saída, para ser um sinal de Maria, de misericórdia para o mundo no novo século. “Tudo nos indica que podemos esperar ainda maiores misericórdias divinas no futuro, se soubermos tornar-nos testemunhas, intérpretes e imitadores da sabedoria divina, nos acontecimentos do mundo” (Pe. José Kentenich, 2º Documento de Fundação).