Um peregrino do Tabor da Liberdade

7 de abril de 2016

Há 13 anos Sr. Dutra participa de duas romarias mensais ao Santuário.

sr dutraPoliane Bôsco – O Santuário Tabor da Liberdade, em Confins/MG, conta mensalmente com duas romarias coordenadas pelo senhor José Fontoura Dutra. Sempre alegre e animado, ele visita o Santuário na primeira segunda-feira do mês com o grupo de Guardiões do Santuário e ao terceiro domingo com a romaria para a Missa das 15 horas. O percurso tem cerca de 40 quilômetros e leva mais de meia hora de carro entre a capital mineira e o Santuário de Schoenstatt. O aposentado da Paróquia Santa Luzia, do bairro Cidade Nova em Belo Horizonte/MG, conta um pouco sobre sua história de peregrinação:

Há quanto tempo são feitas essas Romarias?

Há cerca de 13 anos. A primeira romaria foi feita para participarmos da missa das 15 horas, no Terceiro Domingo do mês, na Tenda de Maria e continuamos até hoje. Ressalta-se, aqui, um pedido da Ir. M. Teresila Prates: “Senhor Dutra, nunca deixe de participar desta missa das 15 horas no 3º domingo”.
A segunda Romaria foi iniciada após a inauguração e bênção do Santuário (2003) toda primeira segunda-feira de cada mês, é o grupo dos Guardiões do Santuário. Permanecemos no Santuário das 9 às 16 horas, com diversas atividades inclusive Missa às 15 horas. Algumas pessoas chegam a dizer “é um dia de retiro”.

Qual o intuito das Romarias?

Você somente ama aquilo que você conhece! Nós (eu, minha esposa Maria das Neves e minha filha, Marcia Dutra) nos dispusemos a fazer com que um grupo conhecesse o Santuário Tabor da Liberdade, a MTA e seu filho Jesus, e o Movimento de Schoenstatt, acreditando que tudo o mais seria dado por acréscimo. Foi o que aconteceu, estamos engajados no Movimento e felizes.

Quem participa das romarias e como se conheceram?

O grupo da Missa do domingo é constituído por pessoas da nossa Paróquia e elas se conhecem do dia a dia e das atividades paroquiais.
O grupo de segunda-feira é constituído de 90% da nossa paróquia e de 10% de pessoas de outros bairros e paróquias.
A totalidade do grupo se conhece no próprio ônibus e nas diversas atividades no Santuário, somos uma família.

Quantas pessoas participam?

No grupo de domingo são 23 pessoas, para isso, fretamos mensalmente um micro-ônibus.
No grupo dos Guardiões do Santuário, são de 40 a 48 pessoas, neste caso, fretamos um ônibus.

Quais atividades são realizadas no Santuário?

O grupo do terceiro domingo vai, no micro-ônibus, rezando o Terço Mariano, chegando em Confins, vão diretamente ao Santuário pedir à MTA suas três graças. Em seguida, se dirigem à Tenda de Maria para a Missa das 15 horas e após, felizes, retornam à Paroquia.
O grupo da segunda-feira desenvolve intensa atividade durante o dia. No ônibus rezamos o Terço do Glorioso São José e, em cada mistério, cantamos uma estrofe do seu hino de louvor, ao final do terço agradecemos as graças recebidas e fazemos novos pedidos, é uma festa!

Chegando a Confins, ainda dentro do ônibus, ou lemos uma parábola ou fazemos uma breve reflexão. Em seguida nos dirigimos ao Santuário, onde nos colocamos, como guardiões, à disposição da MTA e do seu Filho Jesus.

Às 11h45min, todos no Santuário para a entrega dos pedidos apresentados dia 18 na Missa da Aliança de Amor e a Oração do Anjo do Senhor, Angelus. Das 14 às 15 horas reunião de cada grupo e às 14h45min todos no Santuário para o Terço da Misericórdia e a Missa, presidida pelo querido Pe. Gilmar Luppi, que tem nos acompanhado espiritualmente.
Se vamos felizes até Confins, mais felizes voltamos com as três graças do Santuário. É um dia maravilhoso.

Por que essa sua fidelidade às romarias?

Eu sou fiel porque conto com o incondicional apoio da minha esposa e da minha filha Marcinha.

O Senhor Dutra e sua família são um exemplo de fé na Divina Providência. A sua filha, Márcia, tem Amiotrofia Congênita Neurogênica Espinhal, falta e fraqueza dos músculos e nervos em todo o corpo, uma doença de nascença, cuja expectativa de vida é de 15 anos. Mas, apesar disso, Tia Marcinha, como é conhecida pela Família do Tabor da Liberdade, hoje tem 44 anos e é dirigente das Apóstolas Luzentes de Maria há 17 anos. Atualmente dirige 70 Apóstolas, um grupo de meninas entre 3 e 15 anos, contando sempre com o apoio de sua mãe.