Um Missionário da Misericórdia no Santuário de Curitiba

18 de fevereiro de 2016

Pe. Marcelo é enviado de Roma.

pe. marceloKaren Bueno – Uma grande alegria para a Família de Schoenstatt de Curitiba/PR é a nomeação do capelão do Santuário, Pe. Marcelo de Souza, como Missionário da Misericórdia para este Ano Santo. Assim, na última Quarta-feira de Cinzas o Papa Francisco o envia, junto com muitos outros sacerdotes do mundo todo, para sua grande missão.

Pe. Marcelo estará a serviço da Arquidiocese de Curitiba, especialmente atendendo aos peregrinos do Santuário Tabor Magnificat. Sua responsabilidade, segundo explica o Santo Padre na Bula Misericordiae Vultus (18), é ser, junto de todos, “artífice dum encontro cheio de humanidade, fonte de libertação, rico de responsabilidade para superar os obstáculos e retomar a vida nova do Batismo”.

Sobre o envio tocante presidido pelo Papa, Pe. Marcelo conta:

Como foi a programação para os sacerdotes nomeados como Missionários da Misericórdia?

Foram dias de muita graça em Roma! A nossa primeira atividade aconteceu na manhã de terça-feira, dia 9 de fevereiro, em algumas igrejas onde houve adoração ao Santíssimo Sacramento, já nos preparando espiritualmente para os eventos e confissões. Na parte da tarde aconteceu a peregrinação de todos os sacerdotes até a Porta Santa. Fomos divididos por grupos linguísticos e fizemos nossa caminhada e passamos pela Porta Santa na Basílica de São Pedro. Em seguida fomos ao Palácio Apostólico onde houve a audiência com o Papa Francisco, que acolheu os missionários e no seu discurso disse o que espera de todos nós, neste Ano Santo. E, finalizando nossas atividades, a Missa de envio na Quarta-feira de Cinzas na Basílica de São Pedro.

Para o senhor, o que mais lhe tocou na solenidade de envio?

A Celebração Eucarística na Basílica de São Pedro com certeza foi o ápice de todo o envio. Todos os missionários concelebrando com o Papa, diante de nós dois grandes confessores: São Pio de Pietrelcina e São Leopoldo Mandic intercedendo por todos nós, foi de fato um momento que tocou e também despertou o ardente desejo de viver com intensidade esse Ano Santo da Misericórdia.

Que palavras do Santo Padre o acompanham de volta ao Brasil?

São muitas as palavras que me acompanham! Ressoam não só nos ouvidos, mas principalmente no coração, palavras fortes do Papa Francisco: “Quero recordar-lhes que neste ministério vocês são chamados a expressar a maternidade da Igreja”; “Entrando no confessionário, recordemo-nos sempre que é Cristo que acolhe, é Cristo que ouve, é Cristo que perdoa, é Cristo que dá a paz”; “Ser confessor segundo o coração de Cristo equivale a cobrir o pecador com o manto da misericórdia”. Com certeza não nos faltaram palavras que fortaleceram em nós essa missão assumida.

O que muda, a partir de agora, em seu ministério sacerdotal?

Como disse o Papa Francisco na Quarta-feira de Cinzas: “Os Missionários da Misericórdia devem ser sinais e instrumentos do perdão de Deus”. Vejo que agora, como Missionário da Misericórdia, devo promover com muito mais entusiasmo esse dom tão valioso que é a misericórdia. Tenho como serviço fazer com que esse dom chegue a todos os corações despertando assim, nas pessoas, o verdadeiro reconhecimento de quem é Deus, Ele é Amor. E descobrindo que Ele é Amor, que possam abandonar o medo de se aproximar e permitir que Ele cuide, cuide todas as feridas e necessidades.

O Papa Francisco determinou algumas tarefas específicas para os padres missionários do Ano Jubilar. Assim sendo, o que as pessoas podem receber do senhor depois dessa nomeação?

Temos uma tarefa delicada, que é absolver pecados reservados a Sé Apostólica. Mas, como nos exortou o Papa Francisco, “ser Missionário da Misericórdia é uma responsabilidade que vos é confiada, porque vos pede para ser testemunhas em primeira pessoa da proximidade de Deus e do seu modo de amar. Não é o nosso modo, sempre limitado e às vezes contraditório, mas o seu modo de amar e o seu modo de perdoar, que é precisamente a misericórdia”. Faço uso do testemunho do Papa Francisco de uma confissão feita em setembro de 1953, ele nos disse que não lembra do que o padre falou, mas recorda do sorriso que ele lhe deu. O que as pessoas poderão receber de mim? Um sorriso que expresse como nos diz a oração do Ano Santo, que todos são esperados, amados e perdoados por Deus.