Um ideal que traz novos desafios

30 de março de 2015

Liga de Famílias em busca de mais conquistas.

liga-de-familias-ramosKaren Bueno – Muitas ideias e planos brotam entre as lideranças da Liga de Famílias de Schoenstatt. O encontro regional de dirigentes acontece neste final de semana, dias 28 e 29 de março, no Santuário Tabor da Permanente Presença do Pai, em Atibaia/SP. Em unidade, 45 casais, aproximadamente, avaliam a vida do ramo e traçam metas para os próximos meses – muito trabalho vem pela frente.

“É um encontro muito voltado para o ideal nacional da Liga de Famílias. São dias muito proveitosos, onde a gente tem oportunidade de refletir sobre o ideal e relacionar isso com o nosso dia-a-dia, ver como vamos aplicá-lo na prática, na vivência de casal, na vivência de ramo”, afirmam Maria da Glória e Cornélio Van Wijk, de Belo Horizonte/MG.

Ideal nacional são duas palavras muito faladas entre os dirigentes. A descoberta recente, formulada na frase “Santuário Vivo de Schoenstatt, um novo Nazaré, Tabor para o mundo”, é o principal tema das palestras e oficinas. “O objetivo do encontro é mergulhar mais no ideal do ramo que descobrimos em 2013. Abrimos neste ano um concurso para encontrar um símbolo, uma oração e o hino da Liga de Famílias. Para isso, queremos então que os casais entrem mais em contato com o ideal, com seus valores e sua vida para conhecê-lo sempre mais”, diz a assessora da Liga de Famílias no regional Sudeste, Ir. Lúcia Maria Menzel.

Contigo Pai

Os trabalhos em boa parte do sábado visam tornar prático o ideal. O assessor da Liga de Famílias no Sudeste, Pe. José Fernando Bonine, faz um paralelo entre Ideal x Realidade e conduz as discussões sobre desafios, necessidades e conquistas do ramo.

Durante o encontro, há momentos de “flashes do Pe. Kentenich”, onde alguns dirigentes comentam como experimentam a paternidade espiritual do Pai Fundador nas suas vidas. Essa proposta será aplicada nas reuniões de grupo da Liga de Famílias.

Construtores do novo século

São cem anos que se passaram e floresce um renovado amor para construir o novo centenário da Obra de Schoenstatt por parte de todos os irmãos na Aliança de Amor. Os casais da Liga de Famílias também se colocam como novos congregados da Aliança. “Entrando nesse segundo século, precisamos ver e sentir como podemos ser missionários, como vamos caminhar dentro do nosso lema do ano da Família de Schoenstatt – que pede santidade e missão – com nosso Pai Fundador. Temos também que tornar prática a vivência do ideal nacional. O grande desafio é viver e motivar todos os casais do Brasil inteiro da Liga de Famílias a entender e ter esse ideal no coração e tê-lo para nossa vida no dia-a-dia”, destaca o casal Van Wijk.

Ir. Lúcia Maria vê a família como lugar perfeito de vivência da Aliança, aí está um grande presente da Liga para o novo século: “A Liga de Famílias tem muita riqueza para oferecer. Um sentimento forte do centenário foi a ideia de que somos uma Família em Aliança, e essa vivência se passa em primeiro lugar nas famílias; queremos espalhar sempre mais essa vivência para todos os schoenstattianos”.

Olhar além

Na Santa Missa de encerramento, presidida por Pe. Vandemir Meister, os dirigentes participam da procissão de Ramos. Na homilia, Pe. José Fernando Bonine fala do processo pedagógico que a Liga de Famílias passa na descoberta do ideal nacional; ele compara com as descobertas das crianças, e diz que é preciso ter calma e seguir com um crescimento orgânico. Na Semana Santa, a igreja recorda que Jesus veio para fazer a vontade do Pai, para servir, então o Padre diz que a Liga de Famílias, com seu ideal nacional, sabe qual é a vontade do Pai e por onde deve seguir para servir como Jesus.

Cada vez mais se observa a unidade da Liga de Famílias do Brasil, que vai tomando um “rosto nacional”. Os dirigentes partem motivados para os próximos desafios – agora buscam descobrir um símbolo, uma oração e um hino do ramo.

“Com o ideal nacional, começamos a identificar alguns rumos que temos de seguir. Um ideal nos dá esse norte, ele consegue nos motivar para que possamos chamar mais casais e fortalecer nossos grupos”, comentam Jussara e Carlos Weizenmann, de São Paulo/SP. A unidade é algo que os ajuda muito nessa caminhada: “Vimos que as dificuldades que acreditamos serem apenas nossas, do nosso grupo, da nossa região, também existem nos outros locais, nos outros estados, e pudemos trocar uma série de experiências com os dirigentes, para que juntos possamos evoluir e aproveitar o que tem de melhor nos grupos”.