Trazemos a ‘faísca de misericórdia’

10 de agosto de 2016

Um testemunho sobre a JMJ.

jmjKaren Bueno – Mais uma peregrina da Jornada Mundial da Juventude compartilha sua experiência conosco. Ana Gabriela Wozniak Faustino pertence à Juventude Feminina de Schoenstatt de Curitiba/PR e também se esforçou muito para chegar à JMJ. Ela guarda experiências indescritíveis e tenta transmitir um pouco de tudo que viveu:

anaMinha experiência na Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia foi maravilhosa. Conviver todos os dias com pessoas de diversas partes do mundo, que estavam reunidas lá com apenas um propósito – Jesus Cristo – foi algo inexplicável. Lá estavam presentes de diferentes carismas e, diante de tudo isso, pude experimentar a unidade da Igreja. As catequeses voltadas para o tema da misericórdia foram muito marcantes, assim como as missas que as sucediam. No primeiro dia participei da liturgia recitando o Salmo, fiquei muito alegre com o convite. Os peregrinos recebiam tickets para alimentação e as filas eram enormes, mas assim é a JMJ. Em vários momentos da Jornada pude realmente exercer a misericórdia com o próximo.

A missa de abertura foi muito bonita. Ver todos aqueles jovens reunidos em um lugar, no parque Blonia e, independente da liturgia ser em nossa língua ou em outra, só o fato de estar lá, vivenciando tudo aquilo, já é uma graça. O Cardeal Stanisław Dziwisz, nessa mesma missa, perguntou a nós o que iríamos levar desse encontro, afirmando que era melhor não responder isso naquele momento, mas que partilhássemos nesses dias o que temos de mais precioso: a nossa fé, as nossas experiências e esperanças. Que quando voltássemos aos nossos países, casas e comunidades, levássemos a faísca de misericórdia, que vai lembrar a todos que “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!” (Mt 5, 7).

No dia da cerimônia de acolhida ao Papa, Emanuel Stênio e Thiago Tomé, da Canção Nova, fizeram um show em uma das praças em Cracóvia. Foi um show maravilhoso, principalmente pelo fato de lá estarem presentes peregrinos de outras partes do mundo que tentavam cantar as musicas em português, fazer as coreografias, louvar a Jesus. Na noite da vigília não conseguíamos ver tudo o que estava acontecendo, mas estávamos vivenciando aquilo. O momento em que todos acenderam suas velas e o silêncio predominou foi a parte mais marcante da vigília para mim. A Lareane [Machado] e eu divulgamos o Movimento de Schoenstatt sempre que surgia uma brecha. Contávamos como é participar da Jufem, ensinamos o confio para o pessoal do nosso ônibus e era muito legal quando encontrávamos algum peregrino de schoenstatt enquanto andávamos pela cidade. E assim como o Papa disse na missa de envio: “A alegria que você tem recebido livremente de Deus, livremente doe-a: Muitas pessoas estão esperando por isso!”.