Transparente de Deus Pai

10 de julho de 2015

Contemplemos a vida do Pe. José Kentenich, sob dois aspectos: Sacerdote e Pai.

capa

Ir. M. Nilza P. da Silva – Pe. José Kentenich foi um sacerdote abençoado por Deus e portador da grande missão de conduzir as pessoas a uma profunda fé em Deus que é Pai rico em misericórdia e assim, ajudar a resolver os múltiplos problemas atuais.

Ele foi formado sob a proteção e o amor maternal de Maria. Filialmente deixou-se educar e conduzir pela Mãe de Deus, em todas as situações de sua vida e se tornou um anunciador de suas glórias, um reflexo da bondade e paternidade de Deus.

Muitas são as pessoas que, no contato com o Pe. Kentenich, tiveram a experiência do amor e da misericórdia de Deus, como Pai. Alguns sacerdotes que conviveram com ele durante anos, testemunham:

“Se eu pudesse caracterizar o Pe. Kentenich com uma palavra, então diria: ele é uma manifestação singular, um reflexo de Deus Pai. Parece, desde a juventude, ter se apropriado do método de Deus. Em muitas situações, fazia-se a pergunta: “Como faria o bom Deus? – Então, também vamos proceder assim!”.

“Pe. José Kentenich nos mostrava o eterno Pai, por suas palavras, mas também pelo exemplo de sua vida. Há anos, alguém escreveu que para superar o desabrigo interior e espiritual do mundo de hoje, seria necessário um ‘renascer do pai, na família’. Para nós, isto aconteceu em Schoenstatt, na pessoa do Pe. José Kentenich!”.

“Ele se revelou como sacerdote profético, com a missão de dar uma orientação fundamental num tempo de grande confusão e insegurança. Para desmascarar e superar as correntes da época (nacionalsocialismo, ateísmo etc.). orientou e ajudou toda uma geração de sacerdotes das décadas de 1920, 1930 e 1940 a compreender a situação da época, a assumir e acreditar em sua própria missão e realizá-la de forma bem consciente!”.

Quem entrava em contato com o Pe. Kentenich, sentia-se motivado a mudar de vida. Personalidades de vários países afirmaram ter encontrado nele um sacerdote, um pai e guia extraordinário. Uma professora, depois de visitá-lo e observá-lo de perto, escreveu suas impressões:

“Seu modo singelo, respeitoso, tão humano e espontâneo no trato com personalidades da Igreja e da sociedade, mas também com o povo simples, com nossas crianças da escola, muitas vezes me edificou. Ele sabia adaptar-se a todas as circunstâncias, com grande liberdade e naturalidade. Sua personalidade irradiava algo divino, apontava para o alto e conduzia para Deus”.

Um pai de família declara:

“Ninguém pode subtrair-se à força de irradiação desta agraciada personalidade de sacerdote e educador tão abençoado por Deus. Sem Schoenstatt, sem a Mater Ter Admirabilis, sem o Pe. Kentenich, minha vida profissional, familiar e pessoal não teria se desenvolvido tão seguramente”.

Pe. Kentenich compreendia cada aflição das pessoas como um verdadeiro pai. Nada era insignificante ou pequeno demais para ele. Certa vez, durante uma viagem ele passou por uma aldeia e ouviu dizer que no estábulo de um agricultor haviam acontecido muitas desgraças. Logo sentiu a necessidade de ajudar e se dirigiu à casa desta família. Após alguns anos, a esposa do agricultor, muito impressionada, recordava:

“Fomos todos com Pe. Kentenich ao nosso estábulo. Ele rezou e o abençoou muitas vezes. Estávamos profundamente comovidos, com sua presença e sua oração. Até hoje nunca mais tivemos alguma desgraça no estábulo”.

Um pai de família que conviveu com o Pe. José Kentenich, durante seu exílio nos Estados Unidos, testemunha:

“Para mim, como homem adulto, Pe. Kentenich foi o sacerdote em quem encontrei um pai que também foi um amigo; pois até gracejamos juntos. Ele gostava muito de meus filhos e eu me sentia estimulado a fazer algo para ajudá-lo…”

Todos os que o conheceram, ficaram profundamente impressionados com seu modo de ser, com sua bondade, sabedoria e com seu amor. E se questionavam: de onde lhe vinha tanta força para entregar-se com abnegação e sacrificar-se por todos os que necessitavam dele? Numa ocasião, respondeu a uma destas perguntas, dizendo singelamente:

“Em 18 de outubro de 1914, a Mãe de Deus colocou ao meu dispor seu coração maternal. A ela devo tudo!”

Testemunho

Um jovem universitário, antes de uma prova difícil, sentiu-se incapaz de realizá-la. Ele não podia tirar nota baixa, para não ficar para exame, então pediu ao professor que transferisse a prova para outro dia, o que não lhe foi concedido. Todos nós estávamos preocupados, pois, de fato, a prova era muito difícil. O jovem ficou muito aflito e perguntou-me: “Irmã, o que eu faço, não sei nada?”

Procurei acalmá-lo e depois perguntei: você não confia no Pe. Kentenich, peça que ele venha ajudá-lo a fazer a prova. O jovem abaixou a cabeça, se concentrou, fez o sinal da cruz e iniciou a prova.

No dia seguinte recebemos as nossas notas por e-mail e a única nota máxima era deste jovem. À noite quando nos encontramos novamente, na faculdade, muito feliz ele me disse: “Irmã, muito obrigado por me ajudar. Eu me concentrei e disse ao Pe. Kentenich: “Pe. Kentenich, meu querido pai, não posso sozinho fazer esta prova. Abençoa-me, para que eu consiga realizá-la, assim como agrada a Deus. Fiz o sinal da cruz, pedindo que ele me abençoasse e tudo foi maravilhoso!”