Termina a JMJ e começa a missão

4 de agosto de 2016

Palavras de um peregrino.

jumas jmjKaren Bueno – Os jovens brasileiros do Movimento Apostólico de Schoenstatt que participaram da Jornada Mundial da Juventude, na Polônia, ainda absorvem as inúmeras vivências que experimentaram nesses últimos dias. Alguns já estão no país, outros continuam em peregrinação. Para todos esses, fica o sentimento de grande alegria e gratidão, com grandes doses de saudade e os olhares já voltados para o Panamá, onde será a próxima JMJ, agora bem mais perto de casa.

Para aqueles que acompanharam de longe a Jornada, permanece a gratidão aos representantes do Brasil que enviaram fotos e testemunhos durante o evento. Nesse período “pós-jornada”, eles compartilham um pouco mais de suas experiências e histórias, contribuindo para nos sentirmos sempre mais Igreja e mais próximos do Santo Padre.

Nicolau Lawand, de São Paulo/SP, está agora em Schoenstatt e envia suas impressões:

nicolauA jornada foi sensacional. No tempo em que estivemos em Cracóvia, fomos visitar Auschwitz e foi uma experiência muito forte, por um lado muito boa, porque a gente via como era um campo de concentração e, apesar de não ser onde o Pai e Fundador ficou, também entendemos como era o funcionamento de um campo e muitas outras coisas.

Na Jornada, percebíamos um clima de alegria, de festa muito grande, surpreendendo a todos porque eram jovens de diversos países celebrando juntos e foi muito bom.

Para chegar ao Campo da Misericórdia, onde seria a vigília, tivemos que caminhar quatro horas para ir e quatro horas para voltar. Não me lembro de quanto era a quilometragem exata, mas por volta de uns 15 quilômetros. Saímos em peregrinação do colégio em que a gente estava, com as Juventudes Feminina e Masculina da Espanha, de Portugal, Estados Unidos, Brasil e representantes de Chile e de Cuba também. Apesar de ter sido muito cansativo, exaustivo pelo calor que fazia durante a peregrinação, tanto na ida como na volta, foi uma boa oportunidade para refletir e acolher todas as palavras que o Papa tinha nos dito; então foi bem cansativo, mas foi muito bom.

Uma coisa que me chamou muito a atenção, talvez o que mais me marcou nessa peregrinação, é que em alguns pontos do percurso tinham barracas que vendiam lanche, mas eram bem poucas, e em certos pontos não tinha nada. Nesses lugares, as famílias que moravam ao redor do caminho, por onde a gente passava a pé, estavam com comida, bolo, balas, várias coisas para darem aos peregrinos no caminho. Isso me chamou muito a atenção, a acolhida do povo polonês foi sensacional, principalmente nessa caminhada ao Campo da Misericórdia. Eram famílias, crianças pequenas com bolos, bolachas para dar aos peregrinos, para que tivessem forças na caminhada até o campo, foi muito bom.

Nós éramos em muitos brasileiros. No caminho [para o a vigília] eu estava carregando a bandeira do Brasil e tinha uma família polonesa no caminho oferecendo comida. Um menininho, provavelmente filho daquela família, me deu um papel, onde estava escrito em inglês: “Eu amo o Brasil” e tinha um desenho do mapa do Brasil. Isso foi muito legal, porque de tantos países, milhares de nações, esse menino nos deu um presente.

A vigília também foi muito legal. Surpreendeu quando o Papa pediu um momento de silêncio e os dois milhões de pessoas que estavam lá silenciaram. Foi muito lindo quando começou a escurecer e todos acenderam velas. A Missa final foi muito bonita. Apesar do grande calor, o Papa realmente cativou os jovens e deu um “chacoalhão” na juventude, mexeu conosco em suas palavras.