Tabor em Páginas 20 anos: Administração

12 de abril de 2016

Nos bastidores da revista.

claudioKaren Bueno – Quando se fala no Conselho Administrativo da revista Tabor em Páginas, obrigatoriamente é necessário passar por um nome, Cláudio Medeiros. As páginas da Tabor levam impressas, além do conteúdo, o empenho e dedicação deste nome.

Cláudio escreve, viaja, telefona, manda mensagem, faz e, se preciso, desfaz em nome da revista. Administrador por formação e fotógrafo por vocação, está sempre incentivando a equipe da Tabor e propondo caminhos para um trabalho renovado.

Nos 20 anos da revista, ele conta um pouco de sua experiência e participação no periódico oficial do Movimento Apostólico de Schoenstatt no Brasil:

Qual o seu papel na equipe administrativa da revista?

Não há um nome “oficial” para o cargo, sou membro do conselho administrativo, uma espécie de diretor operacional.

O que te leva a colaborar como voluntário, doando tempo e disposição? Vale a pena?

É a forma que encontrei de colaborar com o Movimento, de maneira bem prática, não só indo ao Santuário e vivendo a Aliança de Amor. É algo bem pragmático, atinge outras pessoas. A revista é uma resposta à vida de Aliança e acaba sendo uma resposta do casal, pois minha esposa me apoia bastante. Pessoalmente, digo que vale a pena me dedicar à revista. Eu estabeleci algumas metas e parâmetros para dizer se vale a pena ou não. Por exemplo, com esse trabalho eu consigo perfeitamente atender alguns pontos, como visitar o Santuário, pois sempre estou lá para as reuniões e encontros. Falando das graças, a transformação interior é parte desse trabalho, é um contraponto muito grande que se vive ao trabalhar com a revista; e a fecundidade apostólica é o ponto chave de todo o trabalho. Colaborando com a revista, também consigo ter uma visão ampla do Movimento de Schoenstatt no Brasil, pelo contato com as pessoas e com a Central Nacional de Assessores.

Como funciona a administração da Tabor em Páginas? Quantos voluntários há e como eles ajudam?

O núcleo administrativo é formado por seis pessoas. O Pe. Alexandre Awi, a Ir. M. Diná de Souza, a Ir. M. Bruna Sturba Di Renzo, a Lucia Maldonado e a Sueli Cardoso. Nós cuidamos de toda a parte operacional da revista, da administração. Cuidamos do contato com os clientes e das assinaturas, arrecadação de recursos e parte financeira. Nós temos dois núcleos na Tabor em Páginas, um editorial e um administrativo. Nosso trabalho acontece, entre outros, para que a equipe editorial possa se dedicar exclusivamente à parte de matéria e conteúdo e não precise se preocupar com as questões práticas de compra e venda, por exemplo.

Como esse veículo impresso consegue se manter em meio à cultura digital, quando cada vez mais o papel perde a vez para o ‘online’?

A revista vem se tornando nos últimos anos, de acordo com pesquisas, um veículo de comunicação extremamente pessoal. Pela revista você fala com o leitor e ele não é interrompido a todo instante. Por exemplo, quando ele acessa alguma coisa na internet e ficam os ‘pop ups’ incomodando, os avisos de e-mail chegando. Ou mesmo quando você está conversando com alguém no WhatsApp e ele avisa que tem outra conversa em andamento. Com a revista é diferente. Eu paro e penso: “neste momento eu vou ler essa revista”, e não há interrupções. Ela acabou se tornando uma ilha de informação, de uma informação que tem origem. Em meio a tantas informações, onde conseguimos uma que seja verdadeira e confiável? Se você entra na internet e pesquisa “Aliança de Amor”, vai achar uma infinidade de dados que você não sabe quem escreveu. Mas, com a revista sabe exatamente de onde vem o conteúdo.

Financeiramente falando, a revista se mantém com os valores das assinaturas – a Tabor em Páginas sai a preço de custo, então não temos algum ganho extra em cima desse valor. Cerca de 40% da revista é mantido por publicidade, pois temos um custo alto com o site e o sistema todo, isso é mantido por esses patrocinadores, os anunciantes.

A forma de assinaturas e envio da revista mudou. Como isso contribui para a equipe administrativa e para os assinantes?

Contribui em tudo. Agora, a gente tem um contato direto com o assinante, mesmo com aquele que não têm acesso à internet, temos contato por meio da central de atendimento. A gente consegue acompanhar e conduzir melhor as ações da revista, porque o sistema é online. Se uma pessoa faz uma assinatura hoje, amanhã a gráfica já emite um boleto com a data de escolha da pessoa; em minutos conseguimos saber quantos e quem são os assinantes.

Onde está concentrado o maior número de assinantes? Quais as projeções para o futuro?

A maioria está em São Paulo, depois no Rio Grande do Sul e em Brasília/DF. Falando de futuro, temos a responsabilidade e o desafio de manter as contas positivas e fazer com que a revista cresça em todos os âmbitos.