Tabor da Esperança caminha sob o olhar do Pai

21 de março de 2016

16º aniversário do Santuário: Uma conquista para toda vida.

brasiliaArlete Rocio Araujo/Karen Bueno – A Família de Schoenstatt de Brasília/DF comemora neste sábado dedicado a São José, dia 19 de março, o 16ª aniversário do Santuário Tabor da Esperança. Cheios de júbilo, agradecem e louvam ao Bom Deus por mais um ano do Santuário e celebram a data com a conquista da estátua do Pai e Fundador, Pe. José Kentenich.

As comemorações iniciam às 15 horas, com a Santa Missa presidida pelo Arcebispo Militar do Brasil, Dom Fernando Guimarães, e concelebrada pelo capelão do Santuário, Pe. Adilson Costa, também por Pe. Marcos Costa Ramos. Dom Fernando inicia a celebração afirmando: “Aqui é a casa da Mãe e por isso é a casa de todos nós!”. Ele diz ser uma alegria reunir-se na casa da MTA para celebrar São José, inaugurar a estátua do Fundador e celebrar a misericórdia de Deus no 16º aniversário do Santuário Tabor da Esperança.

Como Arcebispo Militar do Brasil, na homilia Dom Fernando manifesta sua preocupação com o rumo do país nesse momento tribulado e afirma que, se o país quer ser realmente grande e feliz, ele tem que aprender com São José a ser trabalhador, honesto, verdadeiro e cumpridor dos seus deveres, deixando de lado os interesses pessoais e egoístas e colocando em primeiro lugar, o bem estar da sociedade. “Onde entra a corrupção, a desonestidade, o egoísmo, seja em qual nível for, o país se desvia daquela ordem e progresso que é o caminho a seguir”.

Imediatamente após a Santa Missa, todos seguem em procissão até o Santuário com a imagem de São José, onde ela é reentronizada em seu lugar, ao lado esquerdo do altar.

Sua missão, nossa missão

A cerimônia de inauguração da estátua do Pai e Fundador acontece na Tenda dos Peregrinos. O comentarista, Sr. Joanes Gregoratto, recorda a trajetória de quase um ano de conquista do memorial, culminando justamente na data do onomástico do Pe. José Kentenich. Em seguida, Dom Fernando inicia a cerimônia de descerramento do tecido, juntamente com o Pe. Adilson Costa, Ir. M. Diná Batista de Souza, Ir. M. Clades Schwengber e Ir. M. Keiko Takase, apresentando a todos a imagem do Pai. Crianças depositam vasos de flores aos pés da estátua e Dom Fernando Guimarães a abençoa, inaugurando o novo memorial.

O Arcebispo explica que essa imagem não é destinada à veneração, pois o Pe. Kentenich ainda não é canonizado, mas ela indica “a recordação de um Pai e Fundador que gerou uma Família, gerou uma Obra que está crescendo e se desenvolvendo no mundo inteiro, produzindo frutos de santidade, é uma recordação permanente para as Irmãs de Maria, para os vários ramos e todos os peregrinos da Mãe e Rainha que devem a ele a sua inspiração à vida e esta Obra da qual todos somos beneficiados”.

Dando continuidade à cerimônia, os representantes de cada ramo e comunidade do Movimento Apostólico de Schoenstatt, também coordenadores da Campanha da Mãe Peregrina e do Terço dos Homens Mãe Rainha, têm a oportunidade de fazer uma singela homenagem ao Pe. Kentenich.

Cada dirigente da Obra de Schoenstatt fala ao Fundador como esperam responder à missão do Pai na atualidade. O Terço dos Homens quer “ser um reflexo do próprio Cristo que tanto amou a Igreja”. A Juventude Masculina assume: “Queremos colocar à disposição, em auxílio à Cruz, os nossos ombros juvenis. Queremos ser capazes de levar alento ao mundo, sendo filhos diante de Deus e pais diante dos homens, formando, assim, imagens de Cristo para incendiar o mundo”.

As Mães de Schoenstatt, tanto da Liga como da União, assim se expressam: “Queremos ser o seu reflexo, buscando a santidade diária e conquistando, dia a dia, o nosso ideal de sermos, à imagem de Maria, fieis portadoras de Cristo para o mundo atual”. A Juventude Feminina diz ao Pai: “Como seus Lírios eleitos, queremos ser a pupila dos seus olhos, conscientes que somos amadas pelo Senhor para levarmos adiante a missão que nos confia”. A Campanha da Mãe Peregrina deseja continuar a missão de anunciar a Aliança de Amor, unidos à sua pessoa e seu carisma.

A Obra das Famílias de Schoenstatt acolhe e reconhece a visão e o manto profético do Pai e Fundador, procurando discernir a vontade de Deus a respeito do matrimônio católico, os ideais e valores do verdadeiro espírito de família. Pela fé prática na Divina Providência, querem viver a santificação na vida diária, com “a mão do pulso do tempo e o ouvido no coração de Deus”.

Enviados para um Ano de Misericórdia

No final da celebração cada representante da Obra de Schoenstatt recebe de Dom Fernando Guimarães uma cópia da Carta de Natal de 1965, escrita pelo Pe. José Kentenich logo após o exílio, quando ele anuncia a nova imagem do Pai: um Deus de Misericórdia; a nova imagem de filho: um filho miserável, porém digno de misericórdia; e a nova imagem de comunidade: um no outro, um para o outro, um com o outro, todos unidos no coração do Pai – Cor Unum in Patre.

Ao entardecer, revestidos de grande alegria com tantas comemorações e emoções, a Família de Schoenstatt se confraterniza e se despende da Mãe de Deus, na certeza de que muitas graças foram derramadas e de que sempre há um Pai esperando-os, cheio de misericórdia, no Santuário.

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