Somos responsáveis pela grande tarefa da nova mulher

11 de fevereiro de 2016

Chamadas a ser um sinal do Espírito Santo.

marianne uniaoKaren Bueno – Da Alemanha para o Brasil, a dirigente geral da União Apostólica Feminina de Schoenstatt visita o Santuário Tabor da Permanente Presença do Pai, em Atibaia/SP, e participa da semana de encontro e retiro anual da comunidade. Em espírito familiar, ela vem ao encontro das unionistas brasileiras pela primeira vez e conhece de perto a vida da União no país.

Marianne Mertke mora em Schoenstatt, na casa central da comunidade, e é natural de Saarbrücken/Alemanha, próximo à fronteira com a França. Antes de se dedicar inteiramente à União Feminina, trabalhava como assistente de pastoral (segundo a classificação brasileira de ocupações, corresponde ao serviço de “agente de pastoral”, exercido voluntaria ou profissionalmente). Sua tarefa era dar assistência nas paróquias e comunidades como catequista, formadora de jovens, dar aulas de catequese, formação para Batismo, tudo que envolve a vida pastoral da Igreja.

Sobre a União Apostólica Feminina, ela nos conta:

O que te traz ao Brasil?

O primeiro motivo é a Consagração Perpétua da Joelma e da Roberta. Clique. E também pela primeira vez, em minha responsabilidade pela comunidade, venho ao Brasil para acompanhar as unionistas e ver como estão as coisas aqui.

Qual a relação da União Apostólica de Schoenstatt com as chamadas Novas Comunidades?

Na Alemanha, as Novas Comunidades mais conhecidas são os focolares e os carismáticos, existem outros, mas são menores. Na Igreja alemã os movimentos católicos ainda não são tão reconhecidos na vida eclesiástica, mas os Bispos veem que Schoenstatt faz um ótimo trabalho, por exemplo, com as famílias – temos as ‘Academias de Família’, que ajudam muitos casais – e veem a profundidade desse trabalho, então eles se alegram.

Visto de forma mais ampla, Schoenstatt é uma Nova Comunidade, mas não somos [União Feminina] tão novas do ponto de vista histórico, pois somos as mais antigas. Nos anos 90 a nossa comunidade, em nível internacional, recebeu o reconhecimento eclesiástico pelo Pontifício Conselho para os Leigos.

A União Apostólica foi a primeira comunidade feminina consagrada fundada no Movimento. Como ela se vê perante as outras comunidades e ramos femininos de Schoenstatt?

Da União Apostólica nasceu a comunidade das Irmãs de Maria e, mais tarde, o Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt, mesmo assim continuamos a existir com nosso estado de vida próprio. Nós nos vemos com a mesma missão, como responsáveis pela grande tarefa da nova imagem da mulher e, igualmente, temos grande responsabilidade, perante os outros ramos femininos. Os caminhos são diferentes, mas a tarefa é a mesma [sobre os ramos e comunidades femininas]. Nós acentuamos mais a personalidade cristã que tem o seu ser feminino e que vive essas atitudes no meio do mundo.

A caminho do centenário da comunidade, em 2020, como está a preparação para o jubileu?

Já começamos a preparar um caminho interior, espiritual. Em 2017 celebramos 50 anos do nosso Santuário Cenáculo, em Schoenstatt, esse é o primeiro passo, depois passamos para o jubileu do Congresso de Hoerde, que todas as Uniões irão celebrar (a fundação oficial da União Apostólica de Schoenstatt, em 1919).

Quais são os números da União Feminina no mundo?

Somos em 220, mais ou menos. Na Europa estamos em Alemanha, Portugal, República Tcheca, Polônia e Áustria. Na América em Porto Rico, Brasil, Argentina, Paraguai, Equador e Chile.

Qual sua visão sobre a União Feminina no Brasil?

As Unionistas são muito vivas. A comunidade começou aqui em 1969, com vários cursos e agora surge uma nova geração de unionistas que assume a missão. Para mim foi muito bom encontrar todas.

Que correntes de vida impulsionam a comunidade atualmente?

Há dois anos continua uma corrente forte de família, de espírito familiar, o que corresponde ao grande tema e urgência que a Igreja aponta. Vemos como nós, como mulheres consagradas, podemos testemunhar e ajudar a família natural a viver esse espírito de família entre nós. Uma corrente que está sempre presente é a vivencia de Cenáculo, do Espírito Santo. Nós temos, como comunidade, uma Aliança com o Espírito Santo e isso está permanentemente vivo e é preciso renovar sempre de novo. Vivemos com o Espírito Santo na vida diária. É uma tarefa que o Fundador nos deixou, porque é necessário para nós nos vincularmos ao Espírito Santo, não de maneira extraordinária, mas nas coisas simples da vida.

Em sua percepção, como deve ser uma unionista?

Deve ser uma pessoa que está aberta, atenta para as necessidades dos demais, que as pessoas sintam que ela está vinculada a Deus e por isso pode servir maternalmente aos outros.