Ser schoenstattiano autêntico é ser missionário

25 de janeiro de 2015

Schoenstatt é um Movimento Apostólico com a missão de renovar o mundo

missischoenstattmedia – Schoenstatt é um Movimento essencialmente apostólico: quer formar missionários comprometidos, capazes de acender também em nós o mesmo zelo apostólico. Por isso o Pe. Kentenich reza nas orações do Rumo ao Céu: “Faze-nos arder como labaredas e avançar com alegria ao encontro dos povos, combater como testemunhas da Redenção, para conduzi-los jubilosos à Trindade. (12) Assim o fundador de Schoenstatt faz dele o desejo de Cristo: “Eu vim lançar fogo à terra, e que tenho eu a desejar se ele já está aceso?” (Lc 12,49)

Ser missionário: Um chamado da Igreja

Desde fins do século XIX até nossos dias, a Igreja repete, cada vez com maior insistência, o chamado missionário, especialmente aos leigos. O Concilio Vaticano II foi um marco neste sentido. Com muita força e clareza convida os leigos para assumir seu dever e seu desejo de evangelizar. Os sacramentos do batismo e da confirmação nos capacitam para exercer um compromisso apostólico ativo, participando assim da tríplice missão de Cristo: de sua missão pastoral, sacerdotal e profética.

Nosso tempo é testemunha do belo despertar do laicado. Surgem múltiplas iniciativas apostólicas e movimentos eclesiais que comprovam uma autentica irrupção do Espírito Santo. Sem dúvida, o zelo apostólico e missionário será decisivo na configuração da Igreja no terceiro milênio. A Igreja tem que dar hoje um passo adiante em sua evangelização, “deve entrar em uma nova etapa histórica de seu dinamismo missionário”, afirma João Paulo II.

Ser Missionário: uma necessidade de nosso tempo

Nesta nova etapa histórica, os cristãos não só devem assumir o papel apostólico e missionário que lhes corresponde, mas também são chamados a responderem ao extraordinário desafio evangelizador que preenche um mundo secularizado e envolto em uma espiral de desenvolvimento e mudanças como nunca se havia experimentado antes. “Santidade e missionariedade da Igreja são duas faces da mesma medalha”, pois “só na medida em que é santa, isto é, cheia do amor divino, é que a Igreja pode cumprir a sua missão”, afirmou Bento XVI

A falta de um serio compromisso apostólico no passado, teve como conseqüência que importantes áreas do desenvolvimento científico, técnico, social, econômico e cultural ficaram à margem da influencia do evangelho de Jesus Cristo. Assim nos encontramos hoje em um mundo cada vez mais materialista e indiferente em relação a Deus. O vácuo que separa a fé e a cultura é tremendamente profunda e difícil de superar. Mas, é ainda possível!

Esta é a realidade na qual nasce Schoenstatt. Antecipando-se ao que a Igreja viveria na segunda metade do século XX, desde seu começo Schoenstatt se sentiu chamado a levantar a bandeira da missionariedade. Como movimento apostólico quis comprometer-se na luta pela “renovação religioso-moral do mundo em Cristo”, fazendo suas as bandeiras que, decênios mais tarde, hastearia a Igreja pós-conciliar.

Ser Missionário: prova de que se entendeu Schoenstatt

Já nos primeiros tempos, o Pe. Kentenich preveniu sobre o perigo de se considerar Schoenstatt como um “clube de auto-santificação”. Schoenstatt é um movimento, não é uma organização estática; é um organismo eminentemente dinâmico. É um movimento apostólico, impulsionado por uma forte consciência de missão e orientado para o compromisso evangelizador. Mais ainda, é um movimento apostólico de renovação, que quer animar eficazmente a vida da Igreja, para que esta seja a alma do mundo e edifiquemos juntos uma nova cultura, a Cultura da Aliança. Nada mais fora da natureza de Schoenstatt do que centrar-se em si mesmo, fugindo dos desafios que o tempo atual propõe ao cristianismo.

A Mãe de Deus presenteia em seu Santuário as graças do abrigo espiritual e da transformação interior para fazer de nós verdadeiros apóstolos, instrumentos aptos em suas mãos e enviar-nos para trabalhar na vinha do Senhor. Nossa Mãe e Rainha, a Companheira e Colaboradora de Cristo em toda sua Obra redentora, deseja que cooperemos com ela e como ela na Obra redentora de Cristo.

Ser Missionário: uma vocação de Schoenstatt e para Schoenstatt

Durante a primeira guerra mundial, quando recém estava nascendo Schoenstatt, entre os primeiros congregados circulavam as “Orações Apostólicas”, compostas pelo Pe. Kentenich. Em sua simplicidade, elas refletem o espírito que anima ao Movimento:

“Mãe Três Vezes Admirável, nos ensina a lutar.
Contra todos os inimigos, o teu reino propagar.
Seja em ti o mundo inteiro renovado e amor
e fiel incenso oferte a teu Filho, o Senhor.”

A vocação apostólica e missionária de Schoenstatt é tanto mais fecunda quanto mais se realiza à sombra do Santuário. Durante o tempo de Dachau,  o caráter apostólico do Movimento de Schoenstatt  já era uma realidade viva. Por isso, no campo de concentração, o Fundador pode rezar esta oração:

Schoenstatt permaneça o teu lugar predileto,
baluarte do espírito apostólico,
guia que conduz à luta sagrada, fonte de santidade na vida diária.
Fogo ardente que flameja Cristo e, chamejante, esparge centelhas de luz,
até que o mundo, num mar de chamas,
arda para a glória da Santíssima Trindade.” (Rumo ao Céu, 499-500)

Ser Missionário: confiança do Fundador em nós, os latinos

Em suas viagens internacionais, depois da segunda guerra mundial, Pe. Kentenich, com grande intuição sobrenatural, descobre o potencial apostólico que existe na América Latina. Ele acompanhou de perto a deterioração moral e religioso da Europa, e estava convicto que os povos latinos, que durante séculos permaneceram mais bem passivos e receptivos, deviam agora assumir uma decisiva responsabilidade histórica. Por isso, chamou o Movimento de Schoenstatt na América Latina para enfrentar um extraordinário desafio missionário. Com isso ele antecipou ao que, mais tarde, os papas proclamariam ao referir-se a América Latina, como “o continente da esperança” para a Igreja universal.

Como está o meu espírito missionário?

Sou abrasado pela missão da MTA no Santuário?

Como posso ajudar a edificar a cultura da aliança, aqui onde encontro?

Fonte: schoenstattmedia