Ser sacerdote para amar e servir aos irmãos

4 de agosto de 2016

“A Igreja nos pede sacerdotes livres para amar e se doar”.

padresKaren Bueno – No mês vocacional, a primeira semana é dedicada a agradecer e pedir novas vocações sacerdotais, também rezar pelos padres em geral. Pe. Kentenich ensina: “A família constitui o primeiro seminário, o mais valioso e o mais importante seminário”.

Na consciência do grande valor que tem o chamado ao sacerdócio, Pe. Heitor Morschel, dirigente da União dos Sacerdotes de Schoenstatt no Brasil, compartilha um pouco de sua experiência pessoal e em comunidade.

Pe. Heitor é pároco em Cachoeirinha/RS, na Arquidiocese de Porto Alegre/RS, e pertence ao Movimento Apostólico de Schoenstatt desde a formação no seminário. Ele responde nossas perguntas:

pe heitor

Sua vocação é um presente e uma grande responsabilidade. Para o senhor, o que significa ser um padre?

Minha vocação e meu sacerdócio têm muito a ver com Nossa Senhora. No dia em que minha mãe faleceu, pude assistir uma missa na capela do hospital e naquele dia entreguei a vida de minha mãe para Deus e pedi que ele desse a sua [Mãe] para mim, para que ela fosse, a partir daquele momento, a minha Mãe. Isso aconteceu no dia 18 de junho de 1983. Certamente não compreendia o que significava o dia 18 na vida do Movimento, mas a Mãe, a partir daquele momento, estava cumprindo a sua missão e me moldando para a vida sacerdotal. Mais tarde, conheci o Movimento de Schoenstatt como seminarista e nunca mais me afastei dele. Como sacerdote, tive a oportunidade de conhecer melhor o carisma da União e fiz a minha consagração perpétua no ano de 2014 no jubileu do centenário de Schoenstatt na Alemanha.
Para mim, ser sacerdote e ser mariano é fundamental, pois através disso posso responder ao chamado que Deus me fez e que a Mãe me conduz, no amor e no serviço aos irmãos.

Como o Pai e Fundador pensou o perfil de um sacerdote? Que características ele deveria ter?

Penso que os anos mudam e as formações sacerdotais também, mas acredito que ainda hoje Deus e a Igreja nos pedem sacerdotes livres para amar e dar a sua vida pelos irmãos. Fundamentalmente, é preciso que o sacerdote de hoje tenha um grande espírito de magnanimidade.

O senhor e os demais sacerdotes da União têm uma vocação muito específica, de viver o carisma de Schoenstatt inseridos numa paróquia, numa Diocese. Para os Padres da União, como se concretiza a expressão “Schoenstatt em Saída”?

Certamente a celebração do jubileu do Movimento na Alemanha nos trouxe um sentimento muito favorável. De um lado, gratidão pela história vivida e por outro, desafio e responsabilidade em continuar essa missão. Os três propósitos assumidos no jubileu: a santidade, os vínculos autênticos e a missionariedade são as nossas grandes bandeiras neste novo século do Movimento e, aos quais nos atestam que a intuição e a originalidade do Pe. Kentenich estavam certas.

Para nós, sacerdotes da União, ‘Schoenstatt em saída’ tem tudo a ver com nosso carisma e, ao mesmo tempo, é o nosso grande desafio. Precisamos manter a originalidade que o Padre Kentenich pensou para o Movimento. É preciso apostar na constante refundação e renovação do carisma, sem deixar de lado a história dos fundadores. Como dizia o Pe. Kentenich: “Mãos no pulso do tempo e os ouvidos no coração de Deus”.

Assim, a santidade é nossa meta diária; o cultivo de vínculos autênticos e sólidos é o nosso desafio e a missionariedade é o nosso futuro e a razão de existir.

Como o senhor vê a sua comunidade inserida no Movimento e na Igreja?

Fico muito feliz em pensar que faço parte de um Movimento internacional, presente em tantos países, e que não estamos sozinhos na missão, pois podemos contar com tantos irmãos e irmãs de diferentes ramos do Movimento. A diversidade dos carismas do Movimento é realmente um sinal e uma bênção de Deus, ou, biblicamente falando, é um “sinal dos tempos”. Grande graça fazer parte de um Movimento tão rico em simbolismo e pessoas. Certamente a intuição do Pai e Fundador estava certa: é preciso um pensar orgânico. Precisamos trabalhar em unidade e não em uniformidade nos nossos carismas e a história tem demostrado que isto dá certo. Quando confiamos na Mãe e acreditamos nas palavras do quadro do Santuário que o “Servo de Maria jamais perecerá”, isso nos revigora as energias e nos impulsiona na transformação do mundo. Penso que os Congressos de Pentecostes nos ajudarão muito nesse propósito!

O nosso Ramo dos Sacerdotes da União ainda é muito pequeno, mas acredito que a Mãe, no tempo certo, nos impulsionará a novos tempos.

Para saber mais sobre a União dos Sacerdotes de Schoenstatt, escreva para: uniaodossacerdotes@gmail.com