Ser mulher: alegria, decisão e missão!

6 de setembro de 2015

Encontro Nacional da Juventude Feminina de Schoenstatt

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Ir. M. Nilza P. da Silva – A cidade de Londrina/PR tem, nesse 6 de setembro, mais um dia iluminado com mais de 500 rostos felizes e olhos brilhantes, vindos de todo o país: é a Jufem reunida em Encontro Nacional, para celebrar os 75 anos de sua fundação, em nossa Pátria. O jardim da casa da Mãe, Santuário Tabor da Esmagadora da Serpente, na Rua Goiás, 830, já está pequeno demais para caber tanto entusiasmo pela missão e alegria de ser escolhida para colaborar na missão que a Mãe e Rainha tem em Schoenstatt.

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Carla é a que está no lado direito.

Aqui sei que não estou sozinha!

Na oração da manhã, consagrar-se à Mãe e Rainha de Schoenstatt, todas abraçadas, indica o que disse Carla Cristiane, Garanhuns/PE,  “O que mais motiva é encontrar tantas meninas da Jufem aqui e saber que não estou sozinha. Isso me motiva porque sei que posso me apoiar também nelas, posso me espelhar nelas e ver o exemplo delas.” O ideal da Juventude Feminina de Schoenstatt, ser Lirio do Pai e Tabor para o mundo, é realmente para quem não se contenta com pouca coisa.

Na manhã de reflexão, Ir. M. Lidiane Francisconi, Assessora da Jufem, no Regional Sudeste, deixa muito claro que Schoenstatt comunga com o pensar do Papa Francisco: “O jovem não tem medo de desafios, mas, tem medo de uma vida sem sentido.” A atenção com que as jovens acompanham toda a reflexão, que sem dúvidas, é muito exigente, e o entusiasmo pelos aplausos, provam que o Papa está certo.

Ter a coragem e a alegria de ser o que sou: mulher!

A Assessora toma como direção para suas palavras a expressão contida no lema do encontro: “Torna-te uma pequena Rainha” e descreve, com todas as consequências, o que isso significa para as grandes e pequenas coisas do dia a dia. Decidir-se pela nobreza no pensar e no agir é algo que depende muito da vida de oração e da consciência de ser amada pessoalmente por Deus, depende da Aliança de Amor. “Ter a coragem de ser o que sou. O que sou? Sou mulher! Sou chamada o que Deus me fez em minha essência e Ele me fez feminina, me fez mulher, com uma estrutura voltada para o humano, diferente do homem que tem uma estrutura voltada para para as coisas. Alegrar-me por ser mulher e viver de modo coerente, sem me deixar arrastar por correntes ideológicas.” Ela contextualiza a importância dessa escolha diária com as palavras do Pe. Kentenich, para o lançamento da Pedra Fundamental para o Santuário, em Londrina, nas quais ele apresenta que não basta criticar as situações políticas da época, mas, é preciso interferir na história, por meio de pequenas decisões heroicas, em minha vida pessoal.

“Que tipo de mulher quero ser?” pergunta Ir. M. Lidiane, e continua: “Tudo depende de minha escolha pessoal. Cada uma vai se defrontar com desilusões, dentro e fora da Jufem. Mas, cabe a mim uma decisão pessoal e livre em viver ou não o meu ideal feminino. Vocês podem muito! Não é em vão que a Mãe de Deus as escolheu.” Após descrever em detalhes o que significa ser mulher, segundo a espiritualidade e pedagogia de Schoenstatt, ela conclui com uma frase do Fundador, Pe. Kentenich: “Aquela que não quer fazer exigências para si mesma, não pode pertencer às nossas fileiras… Por causa dos puros que se sacrificam, Deus salva um povo inteiro.” A resposta é imediata: uma explosão em salva de palmas que preenche todo o espaço do poliesportivo, onde de realiza o evento.

O ideal da Jufem é a razão de minha vida!

Carla Cristiane sabe que a escolha é exigente, mas assegura: “Ser da Jufem e lutar por um ideal é uma escolha que fiz, nisso encontrei um sentido para a minha vida, em lutar pela juventude. Não é fácil, mas é uma escolha. O maior desafio é viver realmente o ideal no dia a dia, porque isso exige renúncias e sacrifícios. Se a gente não tem esse foco, o mundo consegue nos derrubar. Vale a pena lutar por isso, porque essa é a razão de minha vida, isso é que me faz quem eu sou e quero ser.”

Viver e anunciar a missão!

A tarde, é preenchida com várias oficinas temáticas, motivando para a missão no meio do mundo: Ser pequena Rainha, no trabalho, na auto educação, no uso das mídias e no espaço digital, no namoro, na escolha da vocação etc. Cada tema guiado tem como meta, ajudar a rever livremente as decisões tomadas pelos ideais da Jufem e retomar a posição pessoal perante as exigências e alegrias que isso significa na vida de cada dia. Para concluir, sob a liderança de Maria Clara M. Lovato, é hora de aprofundar as palavras do Santo Padre, Papa Francisco, para a juventude, na audiência jubilar, em outubro de 2014 e verificar como está o empenho para que o envio missionário se torne frutuoso para a Igreja e a sociedade. Várias jovens apresentam o que de fato realizam como ação missionária, além da dedicação ao próprio Ramo da Jufem. 

A Santa Missa, presidida pelo Pe. Carlos Shimura, é uma oportunidade de unir-se novamente e de modo mais profundo a Cristo eucarístico, para continuar a realizar o que Deus deseja para cada uma. Em sua homilia, Pe. Carlos continuar a reflexão dos temas do dia e afirma que “é preciso crer na bênção e ser uma bênção também. A missão é simples, mas assumi-la exige muita ousadia. É preciso se esforçar para viver o que aprendemos neste Nacional, mas também anunciar tudo isso, para que essa alegria chegue a muitos outros corações. A Mãe de Deus está com você, não tenha medo! Ela quer que eu faça somente o que me é possível e seja autêntica. É por amor que queremos viver e anunciar a nossa missão, dar aos outros a oportunidade que nós temos, de dar sentido para a nossa vida.” As palavras do padre reproduzem, sem ele saber, o que confessa Carla Cristiane, sobre a decisão renovada para Schoenstatt: “Não consigo imaginar a minha vida sem participar da Jufem. Eu sou Jufem. A Jufem mudou toda a minha vida, ela deu um sentido para tudo o que vivo e o que faço.”