Schoenstatt: sinal do Espírito Santo

24 de maio de 2015

Um história escrita pela Divina Providência.

espirito-santoKaren Bueno – “A Mãe de Deus não quer apenas conduzir também a uma Aliança com o Espírito Santo, mas deseja fazê-lo de modo bem especial. A Aliança de Amor com a Mãe de Deus deve ampliar-se de modo especial tornando-se Aliança de Amor com o Espírito Santo. […] Isto significa igualmente uma grande missão colocada sobre nossos ombros. Devemos cuidar que as outras províncias ou países não se contentem com a Aliança de Amor com Jesus ou com o Pai, mas avancem até a Aliança de Amor com o Espírito Santo[1]”, diz o Pe. José Kentenich a um grupo de jovens chilenos.

A fundação do Movimento Apostólico de Schoenstatt é resultado do atuar do Espírito Santo por meio de seu instrumento eleito – o Pe. Kentenich – presenteando um novo carisma à Igreja. Vemos o sopro do Espírito nos principais momentos que marcam a história da Obra Internacional, como no tempo do Exílio do Fundador ou no campo de concentração de Dachau. Além disso, a força desse atuar divino se comprova na vida que vai surgindo ao longo da história, indicando o que é vontade de Deus e o que é anseio puramente humano, e esta é a única explicação para Schoenstatt ter vencido tantas barreiras: é Obra divina!

Pe. Kentenich sempre pediu que seus filhos espirituais estivessem atentos aos acenos da Divina Providência, seguindo, assim, os caminhos que Deus Pai traça para cada um e para sua Obra. Contudo, somente é possível compreender esses acenos quando se deixam mover pelo Espírito Santo, que atuou na história e continua presente gerando vida.

Dentre os ramos e comunidades do Movimento de Schoenstatt, cabe à União Apostólica Feminina garantir a ligação da Obra com o Espírito Santo – esta é parte importante da tarefa que o Fundador lhes delegou. Seu Santuário no Monte Schoenstatt tem a missão de ser Cenáculo, ali Maria é contemplada como Rainha e Mãe da Igreja.

Os eixos centrais da espiritualidade da União Feminina são a liberdade e a magnanimidade, ou seja, realizar aquilo que Deus lhes pede por amor e livremente, e isso só se realiza pelo atuar do Santo Espírito. Sandra Regina Féres, dirigente da União Feminina na Região Brasil/Porto Rico, comenta sobre os “momentos de Cenáculo” na vida e na história do Movimento de Schoenstatt:

Em sua concepção, como o Movimento vive essa presença constante do Espírito?
Rezando diariamente e implorando os dons do Espírito Santo para Schoenstatt, para a Igreja e o mundo. Também pedindo à Mãe de Deus, que é Mãe, Rainha e Vencedora no Cenáculo, que faça irromper sempre de novo a corrente do Espírito como fruto da ação do Espírito Santo pela Aliança de Amor.

Em quais momentos da Obra podemos identificar bem claramente a condução do Espírito?
Desde a fundação da Obra, pois podemos recordar todos os passos ousados do nosso Fundador para que a Obra de Schoenstatt florescesse e também para penetrar mais profundamente na Igreja.

Estar vinculado ao Santo Espírito é uma missão apenas da União Feminina?
Não, não é uma missão apenas da União Feminina, todo cristão pode e deve estar vinculado ao Espírito Santo. É que a Comunidade da União Feminina cultiva um especial amor ao Espírito Santo, pois depende dele para realizar a sua missão. Somente com o seu auxílio, ela pode ser luz e ajudar na renovação religiosa e moral do mundo. Também podemos dizer que a Mãe de Deus se estabeleceu no Santuário da União Feminina como espaço de ação do Espírito Santo e Mãe da Igreja. O Santuário é nosso lugar de Aliança e de Graças, no qual em todos os tempos é formada a pequena Coenaculum Patris Mater Ecclesiae.

Qual a relação entre Maria e o Espírito Santo?
Maria é Aquela que por primeiro vivenciou interiormente a irrupção do divino. Vaso do Espírito Santo. Intercessora dos dons do Espírito Santo. Obra e instrumento perfeito do Espírito Santo. Maria, a Mãe de Jesus, é o símbolo vivente do Espírito Santo. Também os Apóstolos se reuniram em torno dela para esperar o Espírito, pois ele desce onde os corações estão dispostos.

Qual a importância de se estar vinculado à presença do Espírito?
É importante estar vinculado ao Espírito Santo para:
– crescer em nossos corações o anseio pela força do alto;
– fortalecer nossa confiança;
– iluminar a escuridão da humanidade;
– animar e confortar nossa alma;
– libertar-nos de tudo o que é contrário a Deus, etc…
Somente aquele que anseia ardentemente a vinda do Espírito Santo está disposto a recebê-lo.

[1] WOLF, Peter. Tua Aliança, nossa missão. 1ª edição. Santa Maria/RS: Sociedade Mãe e Rainha, 2014, p. 97.