Santuário Tabor da Esperança completa 15 anos

28 de março de 2015

3.000 pessoas se reúnem para celebrar.

brasiliaZelma Reis/Karen Bueno – Assim como as rosas irradiam perfume e beleza ao desabrochar, há 15 anos, na aridez do cerrado de Brasília-DF, desabrochou o Santuário da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, o Santuário Tabor da Esperança.

O domingo chuvoso de 22 de março não é empecilho para os peregrinos de diversas paróquias e cidades participarem da festa de 15 anos do Santuário. Cerca de 3.000 pessoas visitam a Mãe e Rainha, agradecendo por todas as graças que ela tem derramado na Capital Federal em todos esses anos.

A festa começa com a adoração e bênção do Santíssimo, também tem palestras e a oração do rosário conduzida pelo Terço dos Homens Mãe Rainha. Durante o dia, os peregrinos podem se confessar – ao todo, 13 sacerdotes atendem o público – e já se preparar para a Páscoa.

Ir. M. Clades Schwengber, assistente provincial do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, recorda a chegada das Irmãs ao Distrito Federal, em 1988. “Viemos para a Capital Federal motivadas pela nossa missão Mariana, pela Campanha da Mãe Peregrina, de implantar Schoenstatt no coração do Brasil. Em torno de 25 mil peregrinos, de muitas dioceses e estados brasileiros, peregrinaram ao Planalto Central para vivenciar as graças da inauguração e bênção deste Santuário – o primeiro inaugurado no ano 2000. A missão do Santuário, Tabor da Esperança, está relacionado com Brasília como capital da esperança, e tem um sentido espiritual, político e econômico, uma resposta para os destinos da Igreja e da Pátria”.

Pe. Adilson Costa, capelão do Santuário, reflete sobre o que a Igreja espera de Schoenstatt neste novo século e a importância de conhecer a espiritualidade do Movimento. “A história de Schoenstatt completou 100 anos. Tudo iniciou com Pe. Kentenich, em 18 de outubro de 1914. A história continua através de mim, de você, de cada ramo, das famílias. Nós somos os protagonistas dessa história. A Igreja reconhece a espiritualidade de Schoenstatt – o que ela espera de nós? Para os futuros schoenstattianos participarem do próximo centenário, depende do nosso testemunho. Permaneçamos firmes na caminhada, nos engajando em algum ramo. As formações são muita importantes para conhecermos a linguagem e literatura do Movimento”.

A Juventude de Schoenstatt conta, então, a história do Santuário de Brasília utilizando a técnica do grafite e a dança. Os desenhos são feitos durante a apresentação.

Como marco para esses 15 anos, a Família de Schoenstatt de Brasília-DF reinaugura a Ermida da Mãe que há no terreno do Santuário. É um momento de relembrar a história e render graças à Rainha de Schoenstatt. As Apóstolas Luzentes de Maria fazem uma apresentação marcando a solenidade.

É preciso um testemunho corajoso

A Santa Missa de encerramento é presidida pelo Arcebispo Militar do Brasil, Dom Fernando Guimarães. Na homilia, ele retoma a história de Aliança de Deus com seu povo. “A reposta que Jesus dá na cruz é uma resposta de fidelidade. Jesus amou até o fim, sem reservar nada para si mesmo. Não é mais ritual, é o próprio sangue de Cristo. Em Jesus essa aliança já foi selada. Na missa se renova a Nova e Eterna Aliança que Jesus celebrou na Cruz, no Calvário. No pão e vinho estão presentes o corpo, o sangue e a alma de Cristo. A aliança deve chegar concretamente a cada um de nós. Cristo morreu, e o sangue da Nova Aliança é o seu sangue”.

Dom Fernando comenta a importância de ter um Santuário em Brasília: “Aqui temos a vista dos Três Poderes, o coração político e social do Brasil, e o Santuário contempla do alto tudo isso. Devemos sair daqui como missionários para levar a fé em Jesus Cristo em todos os ambientes de Brasília e para o Brasil inteiro”.

Para concluir a homilia, o Arcebispo Militar do Brasil ressalta a necessidade de ser missionário: “Muitos ambientes profissionais estão representados aqui hoje. Temos necessidade de uma aliança de amor nos nossos ambientes sociais e profissionais, de darmos o nosso testemunho de fé. Temos o dever e também o direito de professar, publicamente, a nossa fé. Não podemos ser eliminados da vida pública e social, é preciso um testemunho corajoso, decidido”.

A Santa Missa encerra-se com uma procissão até o Santuário, onde todos se consagram à Rainha de Schoenstatt e recebem a bênção final. Do coração do Brasil, capital da política nacional, a Mãe segue abençoando a nação por todos os anos que vêm pela frente.

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  • Francisco Parente de Carvalho

    É com muita alegria que vemos a presença da Mãe, em todo o Brasil.