Santuário de Curitiba oferece a misericórdia como dádiva

16 de dezembro de 2015

Abre-se a Porta Santa na capital do Paraná.

curitibaIr. Ignês Maria Rubin/Karen Bueno – No dia 13 de dezembro é aberta a Porta Santa do Santuário da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt em Curitiba/PR. A cerimônia, realizada às 17 horas, reúne cerca de 600 pessoas, integrantes da Família de Schoenstatt e peregrinos. A solene abertura acontece no início da Missa campal, celebrada em frente ao Santuário. A partir de agora, todos que atravessarem este limiar vivenciarão o que está escrito à frente do Santuário: “Esta é a Porta da Misericórdia, onde qualquer pessoa que entre poderá experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e dá esperança” (Misericordie Vultus, pág 5).

Pe. Marcelo de Souza, capelão do Santuário e Missionário da Misericórdia, preside a Santa Missa, emocionando a multidão em frente ao Santuário. A cerimônia é enriquecida por um pequeno coral formado por membros da Comunidade Shalom, que cantam com muita beleza o Veni Creatur Spiritus e o Te Deum.

No rito de abertura da Porta Santa, o sacerdote diz algumas frases e o povo responde: “Esta é a Porta do Senhor – por ela só os justos entrarão; entro em vossa casa Senhor – para adorar-vos em vosso Santuário; abri-me as portas da justiça – e entrarei para louvar o Senhor”. Em seguida, Pe. Marcelo abre a Porta do Santuário e inaugura um novo tempo de graças, capaz de transformar vidas.

porta santa curitiba pe marcelo

Após a solene abertura segue a Santa Missa. Na homilia Pe. Marcelo de Souza aponta: “No Evangelho de Lucas, neste Terceiro Domingo do Advento, ouvimos com insistência uma pergunta: ‘O que devemos fazer?’ Era o desejo de pessoas na época de Jesus que queriam viver uma vida nova, a partir de uma conversão verdadeira. Nós também somos convidados a buscar essa vida nova, uma conversão que nos leve a abandonar o pecado e viver na graça”. Ele continua: “O que devemos fazer para que isso aconteça? Motivados pelo Ano Santo da Misericórdia e olhando para os nossos dias atuais, a nossa resposta será: ‘Misericordiosos como o Pai’. É isso que devemos fazer, pois assim venceremos grandes males tão visíveis entre nós – a condenação, o julgamento, a falta de perdão entre outros”.

Pe. Marcelo dá ainda uma dica valiosa: “Mas, que tudo seja feito com alegria! Somos chamados a viver neste Ano Santo como discípulos da Misericórdia. Para nós é uma alegria receber de Deus a misericórdia e também deverá ser uma alegria viver e praticar a misericórdia. Neste Jubileu Extraordinário não vamos somente falar, mais o ápice é praticar a misericórdia. Assim, o anúncio do profeta Sofonias será uma certeza que jamais nos deixará, ‘O Senhor nosso Deus está em nosso meio’, afirmando o que nos ensinou a Carta de São Paulo aos Filipenses: O Senhor está próximo de nós”.

No final da Missa forma-se uma grande fila que entra no Santuário, atravessando a Porta Santa. Este é para todos um presente divino, mas também representa a enorme responsabilidade de serem verdadeiras “Portas da Misericórdia” para os irmãos.