Que sejamos como Maria, que nos leva até Jesus

16 de fevereiro de 2016

Entrevista com Dom Vicente Costa.

dom vicente costaKaren Bueno – Não é preciso conversar pessoalmente ou ouvir suas homilias para perceber que Dom Vicente Costa, Bispo de Jundiaí/SP, é uma personalidade mariana. Basta uma simples pesquisa, descobrir seu lema episcopal e lá está a resposta: Quodcumque dixerit vobis, facite – Fazei tudo o que ele vos disser (Jo 2,5). A frase da Mãe de Deus o acompanha e aponta a direção de seu ministério; Maria é uma presença constante na missão.

Nesse final de semana, dia 14 de fevereiro, a Igreja de Jundiaí abre sua caminhada rumo ao jubileu de ouro da Diocese no Santuário de Atibaia/SP. Para o Bispo, essa é uma ocasião de gratidão, de colocar toda a história e os futuros passos sob o olhar da Mãe.

As perguntas sobre o jubileu se transformam em um testemunho pessoal de profundo e grato amor à Maria, palavras de um Bispo filial, que se coloca como filho para ser um bom pai espiritual. Acompanhe a conversa com Dom Vicente:

O que significa celebrar esses 50 anos de história da Diocese de Jundiaí?

No ano que vem, no dia 6 de janeiro, vamos celebrar os 50 anos de nossa Diocese. E ela nasceu sob a proteção de Maria, venerada em Jundiaí com o título de Nossa Senhora do Desterro, ou seja, Maria que vai para o Egito, com José e o Menino Jesus, para fugir do terror de Herodes. Então, para nós é uma ação de graças vir aos pés de Maria agradecer a Deus pela presença constante e materna dela nesses anos e pedir que Maria permaneça conosco para a caminhada do futuro.

Por que abrir esse jubileu no Santuário da Mãe e Rainha?

É porque o Movimento é muito espalhado e conhecido na Diocese, também porque Maria está presente em nossa vida. Meu lema episcopal diz: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2, 7). Nós viemos aqui para que, nessa caminhada do jubileu, possamos contar sempre com a presença de Maria, ela que nos leva até Jesus. Viemos aqui para que ela interceda por nós e que nos leve a sermos mais discípulos e missionários de Jesus.

bispo mae

O senhor foi Bispo Auxiliar na Arquidiocese de Londrina/PR, morava próximo ao Santuário de Schoenstatt. Dom Vicente, em sua visão, porque é importante peregrinar ao Santuário?

Fui nomeado Bispo em 1998, para ser auxiliar com Dom Albano [Cavallin], em Londrina, com quem fiquei por quatro anos. Ouvi dizer – ele mesmo me dizia – que Dom Albano ia muito, muito ao Santuário em Londrina e rezava muito, muito por um Bispo Auxiliar, que estava demorando a chegar. Ele sempre falava para mim: “Vicente, irmãozinho (como me chamava), você é fruto da oração da Igreja de Londrina no Santuário de Schoenstatt”. Então tenho muito amor e veneração por Maria como Mãe e Rainha de Schoenstatt. Maria sempre esteve presente em minha vida e espero sempre contar com sua presença e proteção.

Nesses 50 anos de história da Diocese de Jundiaí, em 30 deles a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt está presente. Para o senhor, que contribuição a Campanha traz para a Diocese?

Quando Maria visita as famílias ela traz muita paz, muita união. A Igreja cresce e se fortalece a partir da família; quanto mais a família for unida, mais a Igreja se faz Igreja. E, geralmente, é dessas famílias unidas, santas, que surgem vocações de padres, religiosos, diáconos… É da família santa que surgem muitos agentes de pastoral. Nós estamos com o projeto das Santas Missões Populares, com muitos missionários que serão enviados no ano que vem, enfim, quanto mais a Igreja for Igreja pela intercessão de Maria, mais a família se fortalece e se une.

O que o senhor espera de cada missionário da Mãe e Rainha para os próximos 50 anos?

Que sejamos como Maria. Ela nos leva até Jesus. Maria é a mulher do silêncio, não fala muito, mulher da penumbra, porque ela quer, realmente, que seu Filho brilhe. Então, que Maria nos leve até Jesus, para que sejamos – eu gosto muito dessa frase – discípulos apaixonados de Jesus, portanto, missionários fervorosos de Cristo.