Que Cristo misericordioso possa reinar em nosso coração

24 de março de 2016

Encontro de dirigentes da Liga das Mães.

maesMaria Rita Fanelli Vianna/Karen Bueno – Reencontros, abraços e quase 200 dirigentes se reunindo para uma nova jornada. De 10 a 13 de março o Santuário de Atibaia/SP recebe o encontro anual de dirigentes da Liga das Mães de Schoenstatt dos regionais Sudeste e Paraná. São momentos de encontro consigo mesmas, com a Trindade Santa e com querida Rainha Custódia Viva.

Essa é uma ocasião muito especial para o ramo, pois representa momentos de decisão rumo ao grande encontro jubilar de 2017, quando a Liga das Mães do Brasil completa 70 anos de fundação. 2016 é o terceiro ano de preparação para o jubileu e o lema que conduz as mães, neste ano, é: “Rainha Custódia Viva, em Aliança contigo, que Cristo possa habitar e reinar em nosso coração!”

Como deve ser esse coração? A abertura do encontro revela, por meio de uma “oficina de corações”, as várias facetas que ele pode adquirir. Por exemplo, às vezes o coração é de papel, ou de latão, de madeira, de barro, de pedra, de cristal, pérola, rubi, fogo, prata ou ouro. Mães da equipe central representam o trabalho nessa “oficina”, burilando, moldando, usando o cinzel e o martelo, dando brilho, tudo para mostrar como o Pai de Misericórdia age em cada coração, se assim lhe for permitido.

Cada trabalho no próprio coração visa transformá-lo em um coração novo, puro, semelhante ao de Maria; todo esse esforço também se converte em contribuição ao Capital de Graças da Rainha Custódia Viva, pela conquista do novo sacrário para a capela do ramo em Atibaia.

Como pequenas Marias misericordiosas

Sendo“Schoenstatt em saída”, a Liga das Mães se introduz na vivência do Jubileu da Misericórdia com a palestra de Ir. M. Nilza Pereira da Silva, que convida todas a serem misericordiosas, como o Pai é misericordioso! (Lc 6,34).

Ela ajuda a ver Cristo – do qual as Mães se compreendem como geradoras, portadoras e servidoras – como o “rosto da misericórdia do Pai”. Por isso, como pequenos cetros vivos da Rainha Custódia Viva, a Liga das Mães tem a missão de levar Cristo ao mundo, tão carente de compaixão, e seguir e viver as palavras do Pai e Fundador: “Queremos ter misericórdia também conosco mesmos; nunca descuidar de nossa autoeducação”.

Para seguir os passos do Pai é preciso entender os frutos do seu exílio: a nova imagem de Pai, de filho e de comunidade. Assim, por meio de um painel, as mães descobrem a grande mensagem do Fundador depois do exílio, que apresenta um Deus misericordioso, um filho miserável, porém digno de misericórdia, e a nova comunidade que se baseia na unidade dos corações no Pai – um no outro, ou com o outro, um para o outro, juntos no coração de Deus e do Fundador.

Em seguida vêm momentos de encontro pessoal e Ir. M. Inácia Bett conduz o retiro das mães. Umas se dirigem ao Santuário, outras à Capela Rainha Custódia Viva, outras preferem ainda os bancos dos jardins. Assim, como diz Ir. M. Inácia, fazem uma ‘viagem’ para dentro do próprio coração, para o coração misericordioso do Pai e saem do encontro com novo fogo, novo ardor apostólico.

À sombra do Santuário, na noite de sábado, a vivência chamada “Uma hora para o Senhor” representa uma vigília de contemplação e gratidão. Jesus Sacramentado é exposto na Custódia que é símbolo do ramo. À luz de pequenas velas, entoam um hino de júbilo ao Pai que, nesse momento, estende para cada uma a sua misericórdia.

A procissão acompanha Jesus Sacramentado até a Capela e o santíssimo permanece exposto durante toda a noite. As mães se revezam em adoração, agradecendo e implorando: “Rainha Custódia Viva, empunha o cetro! Reina, vence e triunfa em meu coração, em minha família, no ramo das Mães, na Família de Schoenstatt e no mundo inteiro!”.

Portadoras de Cristo, sinal do Tabor

Momentos de decisão marcam o domingo: como celebrar o jubileu de 70 anos da Liga das Mães, no próximo ano? Surge aí uma união de corações e de ideias para a conquista espiritual e material do novo sacrário. Das reflexões vem um comprometimento em comum: trazer para a Tenda dos Peregrinos, em Atibaia, mais de 3.000 mães, como já aconteceu há alguns anos.

Depois da oração de envio, Pe. Valney Augusto Rodrigues, de Joaquim Távora/PR, Diocese Jacarezinho/PR, ministra a Unção dos Enfermos para as Mães. E chega a hora de voltar para casa, para algumas, uma viagem de mais de 20 horas. O encontro de dirigentes da Liga das Mães é estar no Tabor, mas é também saber descer do Tabor, levando Cristo a todos os lugares!