Que atitudes de Aliança levamos do Batismo

10 de janeiro de 2016

“Eu vivo, mas já não sou eu, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).

capaKaren Bueno/Ir. M. Nilza P. da Silva10 – A Aliança de Amor com Maria, em Schoenstatt, é uma renovação e aprofundamento da Aliança batismal, uma nova forma de se viver o Batismo. Por isso, ela necessita e quer ajudar que o consagrado viva, em primeiro lugar, seus compromissos de batizado. Quando a Mãe de Deus exige um comprovado amor a ela, a santificação pessoal, a forte exigência sobre si mesmo, o fiel e fidelíssimo cumprimento do dever, uma zelosa vida de oração e muitas contribuições ao Capital de Graças, essas seis exigências significam viver bem o Batismo.

Pe. José Kentenich afirma: “O Espírito de fé nos diz que a aliança batismal contém três elementos essenciais: desprendimento de si mesmo, entrega e disponibilidade. O cristão é separado do mundo, deixa de pertencer a si mesmo, já não é senhor de si próprio, por isso, não pode fazer tudo o que quer. Pertence ao Senhor, a quem se entregou. Foi por ele aceito e unido a sua pessoa. Desta aliança com Cristo e com a Trindade surgem muitas consequências e exigências para a parte humana ”.

Pelo Batismo o cristão recebe uma vida nova e o presente de ser chamado filho de Deus, isso é causa de grande alegria, mas também implica imensa responsabilidade. O selo de “batizado” pede uma atitude de “batizado”, virtudes e ações que precisam ser cultivadas ao longo da vida como resposta de gratidão ao incomparável presente de ser filho do Pai Eterno.

Direitos e deveres do batismo

O Catecismo da Igreja Católica ensina: “Feito membro da Igreja, o batizado não pertence mais a si mesmo, mas àquele que morreu e ressuscitou por nós. Logo, é chamado a submeter-se aos outros, a servi-los na comunhão da Igreja, a ser obediente e dócil aos chefes da Igreja e a considerá-los com respeito e afeição. Assim como o Batismo é fonte de responsabilidade e de deveres, o batizado também goza de direitos dentro da Igreja: de receber os sacramentos, de ser alimentado com a Palavra de Deus e de ser sustentado pelos outros auxílios espirituais da Igreja. Tornados filhos de Deus pela regeneração batismal, os batizados são obrigados a professar diante dos homens a fé que pela Igreja receberam de Deus e a participar da atividade apostólica e missionária do povo de Deus” (1269-70).

A alegria de viver como batizados

As “promessas e exigências” do Batismo são fontes de alegria, pois nos ajudam a libertar-nos do que nos prende ao mal. Estas incluem renunciar ao pecado e viver a fé católica, que tem seus pontos fundamentais resumidos na oração do Credo, tudo isso pelo grande presente e a alegria da vida eterna. É verdade que não é um desafio simples, requer coragem e ousadia marcadas por um grande amor. Mas, é fonte de alegria, pois nisso se baseia a relação com Deus, na troca mútua presentes de amor.

Acolher o amor que transborda do coração do Pai

“Viver, pois, o encontro com Jesus Cristo implica necessariamente amor, gratuidade, alteridade, unidade, eclesialidade, fidelidade, perdão e reconciliação. […] Assim, cada discípulo missionário, junto com toda Igreja, comunidade dos discípulos missionários, torna-se fonte de paz, justiça, concórdia e solidariedade. Significa contemplar Jesus Cristo em constante atitude de saída de si, de desprendimento e esvaziamento. Significa acolher o mistério divino como contínuo transbordar do amor do Pai pelo Filho, no Espírito. Implica diálogo, unidade na diversidade, partilha, compreensão, tolerância, respeito, reconciliação e, consequentemente, missão” (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 16).

Como Cristo, sempre em saída!

Ser batizado e selar a Aliança de Amor requer o empenho alegre para ser um homem novo que cria, por seu ser, uma nova comunidade. Deus confia a cada batizado – e isso é mais forte para aqueles que se consagraram à Maria – a missão de ser um outro Cristo para o mundo, transparecendo a misericórdia do Pai e formando, em todos os lugares, uma cultura de Aliança. A Mãe de Deus, em seu Santuário nos educa como esses missionários da Aliança, sempre em saída.