Quando o Natal se torna inesquecível

25 de dezembro de 2015

Duas histórias natalinas de Schoenstatt.

natalsantPe. Ottomar Schneider – O milagre da Noite Santa. Uma linguagem quase estranha às gerações de hoje. Porém, um fato real na história da Família de Schoenstatt. Ele se realizou duas vezes ao longo dos últimos 70 anos de fundação do nosso Movimento Apostólico. Agora, todos nós esperamos a sua terceira realização. Mas, afinal, o que é o milagre da Noite Santa? Será alguma cura inexplicável?

Muito mais do que isso! Foi às vésperas do Natal de 1941. A Segunda Guerra Mundial ameaçava arrasar o Santuário Original da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt. O Pe. José Kentenich era prisioneiro da Polícia Nazista em Coblença/Alemanha. Sua vida corria risco. A Irmã Mariengard Schipfir escreveu em tom de criança uma cartinha ao Menino Jesus. Nela, pedia a libertação do Pai da Família e que lhe abrisse o caminho de volta ao Santuário, onde pudesse contemplar o “milagre da Noite Santa” de Belém.

A pequena carta foi parar nas mãos do Pai na prisão. Ele responde-a em nome do Menino Jesus, usando o mesmo estilo infantil: “Minha pequena Mariengard!” – ou seja, “Meu pequeno Jardim de Maria” – “Realizarei o teu desejo, quando todas as flores do Jardim estiverem cultivadas!”. Que flores são essas? As virtudes teologais da fé, esperança e do amor; as virtudes morais da prudência, temperança, fortaleza e justiça; além das virtudes sociais da polidez, tolerância, fidelidade, dedicação, paciência… Essas flores desabrocharam todas no Jardim de Maria.

Em 20 de maio de 1945, retornando ileso do Campo de Concentração de Dachau, o Pe. Kentenich chegou de volta ao Santuário Original. Na saudação à sua Família de Schoenstatt disse: “Agora, o milagre aconteceu!” Foi a primeira realização do “milagre da Noite Santa”, pedido pela Ir. Mariengard. Era o milagre da libertação exterior do Pai; faltava ainda a interior.

O milagres se repete

Em 1952 veio uma segunda “prisão” para o Fundador: o exílio em Milwaukee/EUA. Mais uma vez, a Família de Schoenstatt se pôs a cultivar as flores do Jardim de Maria. O Pai da Família devia retornar uma segunda vez ao Santuário Original de Schoenstatt. Desta vez, o “milagre da Noite Santa” se realizou literalmente na noite de Natal de 1965. Depois de 14 anos de ausência, o Pe. Kentenich pode celebrar, à meia noite, a Missa Solene, no Santuário Original, do nascimento de Cristo. Na sua interpretação do acontecimento histórico disse: “O ‘milagre da Noite Santa’ é para nós uma invasão elementar do Divino em nossa Família e seu rompimento no próprio interior, bem como sua saída para dentro de toda a personalidade e comunidade”.

Mas, ainda não é tudo. Hoje, todos nós do Movimento Apostólico de Schoenstatt seguimos pedindo o terceiro “milagre da Noite Santa”. Que milagre é esse? Que, num futuro não tão distante, o nosso Pai e Fundador retorne ao Santuário Original em Schoenstatt com a auréola de “Santo”, oficialmente reconhecida pela Igreja. São João Paulo II disse, um dia, a um grupo de schoenstattianos em Roma: “Canonizem-no, vocês mesmos!” O que o Papa quis dizer com isso? O mesmo que o Pe. Kentenich disse a Ir. Mariengard: “Realizarei o teu desejo, quando todas as flores do Jardim estiverem cultivadas!” É o cultivo das mesmas virtudes teologais, morais e sociais em nossos corações, grupos e comunidades, na força da Aliança de Amor com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Uma tarefa confiada pessoalmente a mim, a você e a toda Família de Schoenstatt, em especial, neste “Ano Jubilar da Misericórdia Divina!”

Canonizem-no, vocês mesmos

Rezemos por essa intenção:

Deus Pai Todo Poderoso, és o amor e a misericórdia. Somente tu, como Pai onisciente, compreendes tudo o que se passa em mim. Ajuda-me, Pai de Bondade, nesta minha grande aflição. Atende-me por intermédio do Pe. José Kentenich. Como fiel sacerdote, ele amou tanto a tua Igreja peregrina e procurou conduzir todos os que dele se aproximavam a um amor pessoal a ti. Foi sábio e humilde conselheiro para todos os que dele precisaram. Concede-me, Pai Eterno, por intercessão do Pe. José Kentenich, especialmente a graça… (fazer seu pedido). Em sinal de gratidão, eu te ofereço o precioso sangue de Cristo, nas intenções da Santa Igreja e por todos os que se encontram em grande aflição. Querida Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, roga ao Pai Eterno, que conceda ao Pe. José Kentenich a honra dos altares, como recompensa por todo o bem que fez à Igreja, para teu louvor e glória da Santíssima Trindade. Amém.

(Rezar três Glórias ao Pai)

Fonte: Revista Tabor em Páginas, edição 96.