Mensagem de Schoenstatt - Jovens

De Santuário a Santuário, missionários da Aliança!

Queridos Jovens!

“Eu fico com a pureza da resposta das crianças. É a vida, é bonita e é bonita... Viver! E não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz... Ah meu Deus! Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será. Mas isso não impede que eu repita: É bonita, é bonita, e é bonita...” (Gonzaguinha – O que é, o que é)

Conhecemos esses versos em forma de canção. Realmente acreditamos no que diz? “Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será...” Desde que o “mundo é mundo”, ou pelo menos desde que temos notícias, a busca por respostas, os anseios por tudo o que nos é desconhecido, todos os mistérios, perpassam tempos, gerações e povos.

Estudamos no colégio, na universidade e aprendemos sobre diversos povos e suas culturas: romanos, judeus, gregos, incas, astecas, maias e tantos outros. Cada um na sua diversidade, vivendo de acordo com suas leis, regras, crenças e costumes, enfim, cada qual de acordo com sua cultura. Também estudamos sobre “o pensar” reinante que cada tempo oferece, como o iluminismo, renascimento etc. Tudo isso vem ampliando nossos conhecimentos, abrindo novos horizontes, afinal “cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...”

Parando para analisar os diversos momentos da história da humanidade, nos deparamos com uma realidade: há mais de dois mil anos vivemos de uma só verdade que é Cristo e seus ensinamentos. Entra época e sai época, Cristo e os valores do Evangelho não passam, muito pelo contrário, perpassam tempo e história, épocas e acontecimentos. E essa cultura que Cristo veio nos trazer acompanha o decorrer dos séculos independentemente dos povos, raças e nações. “Haverá um só rebanho e um só pastor”. Jo 10, 16

Como vimos em nosso último folheto: “mensagem de Schoenstatt”, Deus governa o mundo e a história. Cada passo é marcado pelo selo divino. Porém, cada vez mais, nosso tempo atual se afasta de Deus e da verdade que dimana do Evangelho. O homem, como protagonista da história, continua com as mesmas inquietações de séculos. A busca por algo que ultrapassa a realidade, por algo que realmente faça sentido e valha a pena se desdobrar para alcançar.

Na verdade “desejar o infinito é desejar a plenitude da vida: não de uma dimensão da vida, mas sim da vida com todas as suas letras. Porque este desejo é o fio conduto que dá unidade a cada instante, a cada situação, a cada circunstância da nossa vida.”¹ É a certeza de que “a vida devia ser bem melhor e será”. Uma constante busca.

Caminhamos a passos rápidos para uma cultura pós-moderna, marcada por gigantescos progressos científicos e tecnológicos. Novas tendências determinam um novo modo de viver, de relacionar-se, de trabalhar e de lazer – uma nova cultura.

Passamos a fronteira do terceiro milênio e experimentamos ainda a força da mudança de época que iniciou no século XX. Vivemos uma época de grande revolução em todos os sentidos. E de modo muito concreto, nós, jovens, somos os primeiros a participar desta revolução, os primeiros a sermos atingidos pelo pensar antidivino, onde novos ídolos sobem ao trono e passam a ser senhores do tempo e da história. Esses ídolos, em nossos tempos se apresentam “disfarçados” em nossas ambições, procura pelo poder, reconhecimento, valer...

"O salmista identificou com grande precisão a tragédia da idolatria. É a tragédia de uma promessa descumprida. Parece que podem responder e, contudo, são incapazes de todo: 'Os ídolos dos pagãos são ouro e prata, obra das mãos dos homens: têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem, e nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, e pés, mas não andam, nem da sua garganta emitem qualquer som. Sejam como eles os que os fabricam e todos os que neles confiam. «Obra das mãos dos homens»: com poucas palavras o salmista identifica a raiz da incapacidade dos ídolos para responder ao nosso desejo do infinito. Um ídolo é fruto das minhas mãos; tem, por assim dizer, as minhas mesmas dimensões: é finito. Por isto não poderá nunca responder adequadamente ao desejo que constitui a minha vida.' (Sl 113)”²

Diante dessa confusão do tempo também somos e queremos ser os primeiros a lutar por algo diferente, um mundo mais fraterno, solidário, onde reine e impere o amor. Por nós, Cristo deve percorrer novamente o mundo. Logicamente só conseguiremos se estivermos impelidos de amor ardente a Ele.

A atual revolução cultural pretende apagar o cristianismo. É nossa missão inverter esse pensamento dos homens. Para isso, novamente nos voltamos àquela que é a grande mestra e educadora: Maria! Nossa Mãe e Rainha de Schoenstatt, a partir de seus Santuários, quer formar homens novos, capazes de responder aos anseios e dificuldades do homem moderno. Ao abrigar-nos em seu coração materno, quer fortalecer-nos na longa peregrinação ao encontro do Senhor. Quer nos formar e transformar em jovens autênticos que sejam capazes de forjar uma nova cultura que vem da Aliança que selamos com Deus em nosso Batismo.

Em contraposição à cultura da morte, do paganismo, nós respondemos com uma cultura de aliança. Uma Aliança de Amor com Maria que nos capacita e nos envia ao anúncio da verdade. Esta é a nossa visão com a qual somos capazes de vencer a visão contrária. E ninguém poderá contra nós porque somos aliados de Deus.

Poderemos, então, completar os versos da canção de Gonzaguinha: “Eu fico com a pureza da resposta das crianças. É a vida, é bonita, e é bonita... Viver! E não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz... Ah meu Deus! Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será. Mas isso não impede que eu repita: É bonita, é bonita, e é bonita...”

Sim, somos capazes de formar uma nova cultura, repleta de valores cristãos. E então realmente cantaremos a todo pulmão: NADA “impede que eu repita: É bonita, é bonita, e é bonita...”

¹http://pt.madrid11.com/JMJ2011PT/REVISTA/articulos/GestionNoticias_362_ESP.asp

² Idem