Santuário do Rio de Janeiro é reconhecido como Arquidiocesano

20 de setembro de 2015

“Um momento histórico para o Movimento”.

rio de janeiroKaren Bueno – Que o Santuário é um lugar especial, repleto das graças da Mãe de Deus e de encontro com Cristo todos já sabem. Que ele acolhe multidões e transforma milhares de corações também não é segredo. Ao longo dos anos, várias vidas foram moldadas a partir da singela Capela de Schoenstatt, onde a Mãe se mostra verdadeira Educadora e forma homens novos, a imagem de seu Filho Divino.

Tudo isso é muito claro e visível, e justifica a recente decisão do cardeal do Rio de Janeiro/RJ, Dom Orani João Tempesta, de nomear o Santuário Tabor Redenção da Família como Santuário Arquidiocesano da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Agora esse local torna-se, oficialmente, parte integrante da Arquidiocese do Rio, por isso grande é a alegria em todo estado e em todo Brasil.

Para celebrar tal conquista, cerca de 1.600 pessoas se reúnem neste sábado, 19 de setembro, no Santuário carioca. Peregrinos de vários bairros da capital e de diversas cidades do interior saem bem cedo de casa para participar da festa. “Nosso grupo da Liga das Mães fez questão de estar aqui hoje, precisamos nos vincular ao Santuário, porque ele é a fonte de nossas forças. Para nós é uma honra saber que nosso Santuário é agora Arquidiocesano, é um orgulho para todo o Movimento de Schoenstatt”, diz Lucia Mota de Freitas, de Magé/RJ, Diocese de Petrópolis/RJ.

Um decreto que abre caminhos

dom orani

O pedido para o reconhecimento da Igreja local ao Santuário foi protocolado pela Central Nacional de Assessores e pela Presidência da Obra. “Esse é um momento histórico para o Movimento. Podemos dizer que a Igreja carismática e a Igreja hierárquica se unem nesse momento.”, diz Pe. Vandemir Meister, presidente da Presidência Geral.

A nomeação do Santuário Arquidiocesano do Rio de Janeiro abre novas possibilidades, como explica Pe. Vandemir: “Esse decreto é importante para o Movimento de Schoenstatt porque é o primeiro passo, podemos assim dizer, de um reconhecimento oficial da Igreja para nossa espiritualidade como um todo. Para nós, tanto da Presidência da Obra como da Central de Assessores, esse é o reconhecimento de um trabalho longo de elaboração dos estatutos. Nós somos um dos primeiros países que temos um estatuto formulado para os Santuários”.

O Santuário é uma grande bênção

Aos poucos os peregrinos vão chegando, apesar do calor intenso, e logo a Tenda fica repleta para a bênção do Santíssimo. O momento solene começa com a adoração eucarística, depositando diante do Senhor os anseios de cada um e a gratidão de todos pelo decreto do novo Santuário Arquidiocesano. O momento é presidido por Dom Roberto Lopes, Abade do Mosteiro Beneditino e Vigário Episcopal para a Vida Consagrada na Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Dom Roberto participou das celebrações do centenário da Aliança de Amor em Schoenstatt, e tem um carinho especial pela Obra: “O Santuário é para mim um oásis. Muitas vezes o visito e passo algumas horas nele. Desde jovem, quando morava em São Paulo/SP, já o frequentava. Ter um Santuário, e graças ao Bom Deus hoje um Santuário Arquidiocesano, é uma grande bênção. Na Arquidiocese do Rio de Janeiro vemos quantas famílias recebem a visita da Mãe, percorrendo os lares, entrando nas casas. São cem anos dessa Obra, que por inspiração divina do Pe. Kentenich, atinge tantas famílias transformando vidas”.

A bênção do Santíssimo encerra esse momento solene. Nos intervalos da programação há varias atividades paralelas e barracas para atender os peregrinos. As pessoas podem percorrer ainda as estações da exposição Traços de um Carisma – que mostra partes da vida do Pe. José Kentenich – e contemplar placas com fotos e frases sobre as famílias espalhadas pelos jardins.

Que seja um porto seguro

Toda a programação é inspirada na Romaria da Primavera, que o Diác. João Luiz Pozzobon realizava, com ornamentações próprias e várias flores em todos os cantos. Na parte da tarde, há a oração do Terço quando, em cada Ave Maria, uma pessoa deposita um pequeno vaso de flor à frente, formando a imagem de um Santuário todo florido.

Logo a Tenda fica pequena para tantas pessoas que chegam, pois se aproxima a hora da Santa Missa. Com a acolhida calorosa a Dom Orani Tempesta, inicia a celebração da Eucaristia. Na homilia, o Cardeal fala de algumas características que o cristão deve conquistar, apontando o Santuário como escola para alcançar essas virtudes. “Qualquer Santuário traz essa lição de educar na fé, aprofundar a catequese, tem uma missão evangelizadora; as pessoas voltam reconfortadas, reanimadas. No Evangelho Jesus mostra que a importância do cristão é colocar-se a serviço, e o Santuário também ensina a colocar-se a serviço”.

Segundo Dom Orani, com o decreto que nomeia o Santuário como Arquidiocesano, a Igreja reconhece aquilo que já existe. “O Santuário já é um lugar de peregrinação, tem um trabalho missionário de catequese e evangelização não apenas para a Arquidiocese, mas para a Igreja”.

No final da Santa Missa, todos peregrinam ao Santuário, e Pe. Vandemir Meister lê o documento com a aprovação dos Estatutos, em seguida, o Cardeal fixa um quadro com esse documento na parede do novo Santuário Arquidiocesano. “Pedimos a Deus que todo trabalho que já acontece no Santuário, de evangelização, de catequese e de missão continue para todo o Rio de Janeiro e vizinhança, que seja um porto seguro onde as pessoas possam crescer na fé e evangelizar”.

Unidos como uma grande família em frente ao Santuário, todos juntos se consagram à Mãe Três Vezes Admirável, oferecendo-lhe novamente seus corações, que hoje se alegram pela grande conquista de ter mais um Santuário reconhecido juridicamente pela Igreja.

Fotos manhã

Fotos tarde

Fotos Missa