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Entrevista com o Padre Irineu Trevisan Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt |
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Continuação da entrevista com o falecido Pe. Irineu Trevisan, Assessor da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, no regional de São Paulo. Parte 2 |
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1. Que papel teve a reza do terço na santidade do Diác. Pozzobon e como relacionar isso com Schoenstatt? O Sr. João
Pozzobon foi uma pessoa de muita oração. Ele participava assiduamente
das orações diárias, as orações litúrgicas, missas e sacramentos. Pelo
valor que ele deu ao terço, posso dizer que ele o assumiu, segundo a expressão
do Papa João XXIII, como o breviário do leigo. O Sr. João
era acentuadamente mariano e o fato de o terço ser uma oração Mariana
era motivo para que ele o rezasse. Ajudava o fato de ele poder rezar o
terço a qualquer hora, andando, viajando, em casa, na igreja, mesmo durante
seus trabalhos caseiros. Ele tinha a oportunidade de fazer as duas coisas:
rezar o terço enquanto exercia outras atividades. Quando estamos rezando o terço não estamos dizendo algo da boca para fora, mas é um extravasamento do amor que temos em nosso coração, pelo amor que temos em nosso coração por essa criatura tão privilegiada, nossa Mãe e nossa Rainha, com tantos títulos, com tantas virtudes, com tanta santidade, tanto poder e tanta beleza.
Dois fatos
me impressionaram, especialmente. O primeiro é a dedicação que ele tinha
à sua esposa. Quando ela deu à luz ao seu primeiro filho, teve de ficar
de cama e coube ao Sr. João levantar mais cedo, ir à cozinha para fazer
café e levar o café à esposa na cama. Uma vez ele me disse: Pe. Irineu,
eu continuei a fazer isso durante 30 anos, até que minha esposa viesse
a falecer. Perguntei:
mas, por que o senhor continuou a fazer isso durante todo esse tempo?
Ele me respondeu: Porque ao servir a xícara de café à minha esposa, ainda
no leito, senti a alegria estampada no seu rosto e em seu coração. Então,
desejei que todos os dias ela se levantasse com essa alegria estampada
no rosto e no coração. Isso comprova que para o Sr. João, amar significava: tornar o outro feliz! Ver a alegria estampada no coração do outro.
Só aqui no Brasil há mais ou menos 120 mil zeladores trabalhando na Campanha e acredito que nem todos chegaram a um conhecimento mais profundo da vida do Sr. João. E é esse o empenho que estamos fazendo em preparação ao seu centenário, para que todos os zeladores conheçam, o máximo possível, o Sr. João Pozzobon e possa até imita-lo. Mas, pela minha experiência por esse Brasil afora, coordenei a Campanha da Mãe Peregrina, mais ou menos, por trinta anos em todo o Brasil, dei muitas palestras a zeladores e coordenadores e eles me contaram muitas coisas. Percebo como a Campanha está formando apóstolos e evangelizadores de grande valor e até mesmo de grande santidade. Não me admiraria nada se amanhã ou depois surgissem, entre os coordenadores e zeladores, outros processos de beatificação.
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