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Tu ficares uma noite de joelhos, sem dormir, para
eu me salvar?
Onde
havia alguém sofrendo, passando necessidades, lá ia o Sr. Pozzobon...
Aqui (em Santa Maria/RS) no Km 3 havia um ferroviário que estava desligado
da Igreja. O Sr. João o conhecia. Sabia que ele estava mal, estava para
morrer logo e não queria saber de padre. Sr. João tentou conversar com
o doente, dizendo que devia se preparar para a última viagem. Mas, ele
não aceitou. Por fim, na despedida, o Sr. João lhe disse:
- Eu não quero que tu te percas! Por isso, durante toda a noite, ficarei
de joelhos, rezando à Mãe (de Deus) para ela lhe dar a graça da conversão.
- Tu ficares uma noite de joelhos, sem dormir, rezando só por minha
causa, para eu me salvar? – respondeu o doente – É melhor conseguir,
para amanhã, um padre para mim!
- Está bem, disse o Sr. João, todo contente. Pois então, agora vou ficar
a metade da noite de joelhos, rezando, só para agradecer esta graça
alcançada. A graça de te reconciliares com Deus!
(Conferência
do Sr. Germano Arendes (Irmão de Maria de Schoenstatt – amigo pessoal
do Diác. Pozzobon) 1987, Santa Maria/RS)
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O
santo terço é uma grande arma
Em março de 1982, com 78 anos, o Diácono Pozzobon redige
o seu testamento. Entre outros, escreve:
"Escutaremos a revelação que partiu do Santuário: a grande
Campanha do terço, oração mariana que abriu muitas portas em milhares
de corações.
O santo terço, belíssima oração de Maria, com a ruqueza dos Santos
Mistérios, é a grande arma contra a qual nem as portas do inferno
puderam resistir."
Cf__URIBURU.
Esteban J., Herói hoje, não amanhã,1991, Ed. Pallotti
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Quando
existe amor nada é mecânico
Certa vez um sacerdote perguntou ao Diácono João Pozzobon:
- Por que o senhor reza tantos terços?
Sua resposta foi:
- Sei porque rezo, embora outros não entendam. Para mim o terço foi
o que me manteve em contato com Maria. Os quinze terços (que rezava)...
isso foi pela fidelidade. O importante é que sejamos fiéis, Fidelidade!
Queremos escrever isso em nossos corações, quer as pessoas nos acompanhem,
quer fiquemos sozinhos.
- Não é algo mecânico repetir as Ave-Marias?
- Quando existe amor, nada é mecânico!
Cf__URIBURU. Esteban J.,
Herói hoje, não amanhã,1991, Ed. Pallotti
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Terminará
sendo santo
No dia 24 de fevereiro de 1952, o Diácono Pozzobon teve
um breve encontro com o Pe. José Kentenich, fundador da Obra de Schoenstatt.
O encontro realizou-se em Santa Maria/RS e teve como tradutora a Irmã
Emanuele.
O diácono explica ao Fundador que peregrinava pelas famílias com a imagem
da Mãe, Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, rezando o terço
e ensinando a rezá-lo.
- O terço é um tesouro, diz o Pe. Kentenich
Pozzobon explica que a Campanha e a reza do terço exigem dele grandes
sacrifícios.
- Depois dos sacrifícios, vêm as alegrias, responde o Pe. Kentenich
- Conheço uma pessoa, que quando vai rezar o terço, se veste com suas
melhores roupas, pois sente muita alegria em rezá-lo. Diz o Diácono
referindo-se a si mesmo.
- Não me diga isso! - Admirou o Pe. Kentenich - Essa pessoa terminará
sendo um santo! Rezando o terço, um homem converteu uma cidade!
Cf__URIBURU. Esteban J., Herói hoje, não amanhã,1991,
Ed. Pallotti
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Consagrar-se é colocar-se à disposição
Perguntei ao Sr. João Pozzobon como ele explicaria, aos jovens
de hoje, o que é a consagração. Ele respondeu:
"Consagrar é colocar-se à disposição da Mãe.
É escutar, ouvir quando ela fala. Estar a seu serviço. Ser um servidor.
A consagração implica, também, estar convicto de que é chamado para
uma missão específica.
Assim, entendi, no meu caso, pois minha consagração era para este Santuário
(de Schoenstatt).
Numa carta de julho de 1984, ele escreveu: a juventude é jóia e pérola
da Mãe de Deus... juventude é chama de amor, idealista, buscando grandes
ideais."
Cf__URIBURU. Esteban J., Herói hoje, não amanhã,1991,
Ed. Pallotti
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Sem distinção
O Diácono João Pozzobon não fazia distinção de pessoas para oferecer
as graças do Santuário, por meio da visita da Imagem da Mãe Peregrina
de Schoenstatt.
"O pobre João chegava à porta e apresentava o programa. Alguns
diziam:
· 'Não somos católicos!'
João respondia: · 'Isto é sem distinção. Você acredita em Cristo?'
· 'Sim', respondia ele ou ela.
Então, João completava:
- 'Somos irmãos! Vamos rezar juntos, assim realizamos a união dos cristãos.
Rezando, benzendo casas, fazendo leituras e ficando amigos!"
__URIBURU.
Esteban J., Herói hoje, não amanhã,1991, Ed. Pallotti
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