Por uma cultura da Aliança e um Brasil Tabor

18 de julho de 2015

Na força da Aliança de Amor, lutemos por um Brasil novo

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João Caetano e Maria Ines L. Faro – “O santo do dia a dia santifica seu dia de trabalho, vive santamente durante toda a semana, e em tudo o que faz imprime o selo da santidade. Alegrias e tristezas, trabalhos e descanso, orações, palavras e conduta: executa tudo extraordinariamente bem, por amor, isto é, santamente”.

Hoje, diante das noticias que ouvimos diariamente na TV e em outros meios de comunicação, percebemos a realidade nacional cada vez mais confusa, onde se misturam corrupção, violência, inversão de valores, consumismo, etc.

Olhar pela lente da Aliança de Amor

Diante de tudo isso, o pensamento acima, tirado do livro “Santidade de Todos os Dias”, do Pe. Kentenich e Ir. M.A.Nailis, nos anima a olhar novamente a realidade não mais pelas lentes da TV ou dos jornais, mas a partir da luz que brota de nossa Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável. Essa luz nos devolve o sentido da vida, muitas vezes perdido diante das correntes materialistas de nosso tempo.

O momento político que atravessamos no país é dos mais graves. Afinal, o Brasil sempre foi conhecido como o país do “jeitinho”, mas, ainda que sempre desconfiássemos dos políticos, talvez nunca tenhamos tido tantos motivos para realmente crer que eles fazem tudo errado, e pensam, em primeiro lugar, somente em si e em seus mesquinhos interesses pessoais, e só depois, se sobrar algo, é que vão pensar no bem comum.

Tudo está invertido, e o mais triste é ter que admitir que a vergonha acabou e, assim, nosso Congresso, por exemplo, não se acanha em exercer o corporativismo, protegendo tão descaradamente senadores e deputados que, pelo apego ao dinheiro ou ao poder, participam de “mensalão”, desviam verbas do orçamento, aceitam propinas oferecidas por empresas que dependem de verbas públicas, etc.

A coisa vai tão mal, envolvendo também poderes que sempre tiveram alta credibilidade diante da opinião pública, como é o caso do Judiciário, que muita gente termina por acreditar que não vale mais a pena ser honesto e cumprir direito os próprios deveres, porque, se está tudo tão errado, porque vou me esforçar para fazer as coisas direito?? Será, então, que seremos obrigados a dar razão àquele chavão que dizia que haveria um tempo em que os honestos sentiriam vergonha de proclamar sua honestidade?

Desafio da Aliança de Amor

Não, jamais haveremos de nos deixar contaminar por esses pensamentos de desânimo, pois a Mãe nos fortalecerá em nossos bons propósitos. Sabemos que nossa aliança de amor, selada com Ela e Jesus no santuário, não deve ficar apenas no campo das idéias, mas precisa gerar atitudes concretas que se tornem vida em nossa vida. Assim seremos instrumentos aptos nas mãos de Jesus e Maria para a verdadeira transformação do mundo, a partir dessas realidades tão difíceis que nos cercam.

Como agir a partir da aliança de amor?

Em primeiro lugar, jamais desanimar nas ofertas para o capital de graças. Nossos esforços para continuar sendo honestos, para ganhar nosso dinheiro de forma competente e honesta, vai se somar ao esforço de tanta gente, lá no santuário, e contribuirá eficazmente para a salvação do mundo. Como ensina São Paulo, através do nosso trabalho honesto e do nosso ganho lícito podemos ajudar a completar, em nossa carne, o que faltou ao sofrimento de Cristo.

Mas não é só honestidade que Deus nos pede no mundo de hoje: Ele também nos pede competência! Sim, é também oferta valiosa ao capital de graças buscar fazer com competência o nosso trabalho, seja no âmbito profissional, seja dentro do lar, na comunidade em que participamos, etc. Não devemos nos conformar com a mediocridade de quem faz as coisas de qualquer jeito, mas sim colocar uma boa “pitada” de amor em tudo que fazemos, por amor a Deus.

Nesse sentido, vale ler mais um trechinho do livro já citado acima, em que o Papa Pio XI vem nos recordar o sentido da vida profissional que deve impulsionar o verdadeiro católico: “E isto – declara Pio XI – deve ser justamente o santo orgulho, em certo sentido, a sagrada tarefa profissional dos homens católicos: serem sempre os mais salientes, os melhores, em todas as manifestações da vida humana… existe um orgulho santo, uma ambição que é um dever: distinguir-se no bem! Deveis possuir essa ambição… dimanando da aspiração de que o bem praticado por vós seja conhecido, para atingir aquele fim sublime a que Jesus se referiu quando afirmou que as boas obras devem ser vistas para que, conhecendo-as, todos glorifiquem ao Pai que está nos céus”.

Assim, fiéis à Aliança de Amor, façamos nossa parte na construção de um Brasil renovado, em que a honestidade e a competência sejam valores que substituam a busca do ganho fácil a qualquer custo!

João Caetano e Maria Ines L. Faro
Instituto das Famílias de Schoenstatt – Mairiporã/SP