Peregrinamos à Casa da Padroeira

14 de novembro de 2015

De Santuário a Santuário.

aparecidaIr. M. Márcia Carmo da Silva / Karen Bueno – Com uma fé que vem de berço, os corações dos brasileiros se convergem todos para a casa da Mãe, sua Padroeira, Nossa Senhora Aparecida. Assim, a Família de Schoenstatt também faz questão de se colocar ante o olhar da Padroeira pelo menos uma vez a cada ano, realizando sua peregrinação anual. Em 2015 a romaria para a Basílica Nacional acontece no dia 7 de novembro, reunindo diversos missionários e coordenadores da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt na casa da Mãe.

Já de manhã muitas imagens da Mãe e Rainha são vistas pela Basílica, também camisetas e outros símbolos com essa estampa, revelando aqueles que pertencem à grande Família de Schoenstatt. Nos olhos percebe-se o reconhecimento entre um e outro, afinal, estão todos unidos pela Aliança de Amor, seja de onde forem.

Como Família todos acompanham a Santa Missa das 9 horas, presidida pelo Cardeal Arcebispo de Aparecida/SP, Dom Raymundo Damasceno Assis, e concelebrada por Dom Darci Nicioli, Bispo Auxiliar de Aparecida, Dom Giovane Pereira de Melo, Bispo da Diocese de Tocantinópolis/TO, e demais padres presentes.

Dom Damasceno, que recentemente regressa do Sínodo sobre a família, ressalta as vivências e reflexos desse encontro, explicando sobre suas conclusões. Ele recorda na homilia os 65 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, comentando que ela iniciou em Santa Maria/RS pelo esforço do Diác. João Luiz Pozzobon. O Cardeal ainda comenta sobre os 80 anos da chegada das Irmãs ao Brasil, o marco do começo de Schoenstatt no país.

Das leituras, Dom Raymundo Damasceno, ressalta a importância dos leigos na vida das comunidades. “Os leigos são a maioria do povo de Deus e nessa hora em que a Igreja do Brasil se entrega plenamente à sua vocação missionária, eles são chamados a assumir sua responsabilidade como cristãos, de testemunhar Jesus Cristo ao mundo inteiro”.

Como o Pe. José Kentenich se preocupava com a formação integral do homem, que une o Bom Deus a todas as situações da vida organicamente, também Dom Damasceno Assis ressalta essa necessidade: “Configurado a Cristo, sacerdote, profeta e pastor, o cristão leigo tem não só o dever, mas o direito de participar da missão da Igreja, testemunhando Jesus Cristo com a palavra e a vida. Primeiramente na sua família, também na comunidade onde vive e atua, no seu trabalho, na sua profissão, na vida pessoal”. E acrescenta: “O leigo, o cristão batizado tem esse dever de ser fermento, por isso felicito o Movimento de Schoenstatt pelo trabalho junto às famílias. A família é insubstituível, é essa primeira comunidade de vida”.

Do evangelho ele destaca ainda que o dinheiro não deve se tornar um ídolo, substituindo o lugar de Deus, e toca na questão da corrupção e suas consequências.
A Santa Missa encerra-se com a consagração a Nossa Senhora e bênção, enviando todos em missão.

Após a Santa Missa, todos se dirigem num local próximo a passarela. Muitas pessoas acompanham curiosas a movimentação – um cortejo passa com as imagens da Mãe Peregrina, entoando cânticos do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

Neste clima familiar e de gratidão, os peregrinos da Obra de Schoenstatt rezam o terço em direção a Basílica antiga onde renovam a coroação da Mãe Peregrina, como Rainha da Família e com alegria partem para levar a todos a alegria deste encontro.

Durante o dia, por todos os lugares havia pessoas conhecidas, trazendo nos braços e no coração e imagem da Mãe e Rainha.

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