Participação de Schoenstatt no congresso sobre a família

31 de janeiro de 2015

Testemunho de trabalho apostólico.

familia

Víctor e Stella Domínguez

ACIPrensa / Familiam – De 22 a 24 de janeiro aconteceu em Roma o Congresso Internacional dos movimentos, grupos e associações de família e vida. Participaram oito casais schoenstattianos, entre eles os paraguaios Víctor e Stella Domínguez, que partilharam sua experiência sobre a Pastoral da Esperança.

O Congresso foi organizado pelo Pontifício Conselho para a Família e é um apoio para a XIV Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, que ocorrerá em outubro de 2015. Estiveram presentes cerca de 300 pessoas de 80 movimentos.

Um amor pastoral

Stella e Víctor são da Liga de Famílias de Schoenstatt. Casados há 39 anos, têm seis filhos – desses, quatro casados – três netas e um neto a caminho. Eles representam em Roma a Pastoral da Esperança, cujo objetivo é “acolher os divorciados que se casaram novamente, acompanhando-os para viverem em Cristo, fazendo com que se sintam parte importante da Igreja, mostrando-lhes que seguem sendo filhos de Deus”.

A Pastoral da Esperança atende casais em segunda união, divorciados, mães e pais solteiros e homossexuais. A essas pessoas, os Domínguez creem que “o amor pastoral deve fazer-se notar, não somente em anúncios e discursos, mas na pratica. Não é suficiente saber que a Igreja os ama. Eles necessitam sentir isso […] mostrar-lhes que seguem sendo filhos de Deus”.

Stella Domínguez explicou que os divorciados em nova união desejam a comunhão com Deus, e a primeira pergunta que fazem quando chegam à Pastoral é saber se poderão comungar. Segundo eles, muitos casais em situação irregular desconhecem que há dois tipos de Comunhão – a Comunhão espiritual e a Comunhão Eucarística. “Nós explicamos-lhes com caridade, na bondade e na verdade […] que eles têm que fazer a Comunhão espiritual. Eles vivem-na muito intensamente. Emociona-nos o quanto desejam recebê-la. Fazem sua esta frase que dizemos durante a Missa: ‘uma única palavra Tua bastará para me curar-me’”, comentam.

Testemunho para crescer na féPastoral da esperança

A maioria da população paraguaia é católica. De 6,4 milhões de pessoas, 6,1 seguem o Papa e os ensinamentos da Igreja. O tema dos casais de segunda união não é alheio à realidade da Igreja local. A Pastoral da Esperança atualmente funciona em seis dioceses do Paraguai, mas há projetos para estendê-la, com a colaboração dos bispos, por todo o país.

“Falamos primeiro em crescer na fé. Uma acolhida misericordiosa, mas baseada na verdade. Fazê-los conhecer o amor de Deus. Eles são tão amados por Deus como os casais sacramentados”, afirma Stella.

Como método de acolhida, a Pastoral oferece algumas possibilidades: um ciclo de encontros mensais de formação; a oportunidade de formar um grupo, à medida que os casais vão vinculando-se entre si; um retiro anual de três dias, proporcionando um encontro pessoal com Deus; duas missas mensais, onde os casais recebem uma bênção especial; o apostolado se dá através da inserção nas atividades da comunidade; a expansão, através do testemunho.

Na proposta da Pastoral da Esperança o testemunho é importante, já que se trata de casais que acompanham e ajudam outros casais. “Nosso testemunho é o que mais vale. O que sai da minha boca não tem a mesma força. A pessoa tem que enxergar em nós essa vivencia (o amor cristão do matrimônio) e vão desejar viver o amor de Deus, porque o Senhor está entre nós”, assegura Víctor.

Maria é a Educadora

O projeto da Pastoral da Esperança nasceu graças ao encontro do CELAM, em Cochabamba/Bolívia no ano de 2005, onde se tratou do caso das famílias com situações irregulares. Essa Pastoral não tem muitos anos e, segundo o que explicam, é uma nova ferramenta pastoral que está em contínuo desenvolvimento.

“Estamos aprendendo com eles. Isto é um processo, porque não temos a solução para tudo, todas as respostas que eles querem; mas sentem-se acolhidos, fazem a Aliança de Amor com a Mãe, para que ela seja a educadora das suas famílias. Nós aprendemos com eles, porque a entrega que têm à Igreja, o desejo de servir os seus irmãos que vivem a mesma situação, ensina-nos a caridade e a bondade”, afirmam.

Veja as respostas completas de Stella e Víctor Domínguez (em espanhol)

Com informações de aciprensa e familiam.org