Para viver os Conselhos Evangélicos na vida diária

Livremente por amor.

liga-de-familiasSimone e Juliano Araujo – Quando pensamos em Conselhos Evangélicos logo nos vem à mente a imagem de um religioso, de vida consagrada, que em determinado momento deixou família, amigos, bens, tudo o que conquistara e dedicou-se à uma ordem religiosa e, nesta ordem, firmou seus votos de pobreza, castidade e obediência, com um único objetivo: seguir a Cristo e ser espelho de Jesus entre nós. Este é o espírito!

Mas, e quando pensamos em nossas vidas enquanto famílias, que buscamos arduamente o dinheiro para o sustento de todos? Não somos castos, pois optamos em constituir nossa família e tampouco pensamos em obedecer a alguém? Será que é possível sermos assíduos seguidores dos Conselhos Evangélicos em uma vida diária de leigos não consagrados? Sim, acredite que é possível e é isso que vamos discutir nesse espaço. Para tal, iniciaremos falando um pouco de cada um dos Conselhos e os ligaremos àquilo que podemos observar em nossas vidas, para que busquemos sermos um Cristo em nosso meio:

Quando falamos da POBREZA, logo devemos pensar na relação com o consumo e fazermos o famoso exercício respondendo às seguintes perguntas antes de comprar algo: Eu preciso? Eu posso? Tem que ser agora? Fazendo esse exercício, fatalmente não compraremos aquilo que é supérfluo. Outro ponto a ser observado em relação à pobreza é a partilha: levar até os mais necessitados aquilo que nos sobra, sejam roupas, alimentos, uma bolsa de estudos, enfim, aquilo que vai ajudar o nosso próximo a sentir-se amado, sentir-se abraçado por Jesus.

E a CASTIDADE? Esta não tem jeito, não conseguimos seguir… Engano! Ser casto em um casamento é perfeitamente possível. Não se trata de não manter relações, mas a fazer com amor, respeitando o corpo do outro, pois ali habita Deus! O nosso corpo é sagrado e assim deve ser seu uso. Não forçar o parceiro a uma situação constrangedora, que agrida seu corpo, sua moral ou seus sentimentos. É sim ter uma vida sexual que agrade a Deus! Em que haja entrega, em que haja amor! Pedro Arrupe afirma que tudo aquilo que fazemos com amor, torna-se o meio mais rápido e certo de encontrarmos Deus! Onde há amor, há Deus!

A OBEDIÊNCIA fecha os Conselhos alertando-nos para o respeito! Inicialmente, dentro da fé católica, temos o temor a Deus. Não significa dizer que temos que ter medo de Deus, mas sim temos que ter consciência de que há um ser superior, Pai de todos nós, Criador, a quem devemos obediência, respeito, termos plena consciência de que fomos criados por Ele e devemos fazer aquilo que oagrada! E isso vale para aquilo que fazemos ao nosso próximo! Fazer o que agrada a Deus! Temer a Deus!

Parece uma missão difícil, mas não é: se observarmos em nossas pequenas atitudes esses três conselhos, certamente construiremos nossa vida cristã repleta de Deus e estaremos, diariamente, buscando ser espelhos do Cristo que tanto amamos e que tanto nos amou!

Fonte: uniaodefamilias.com.br