Ontem, hoje e sempre sou um “Lírio do Pai”

20 de fevereiro de 2016

Lírio do Pai, Tabor para o Mundo: um ideal que marca muitas gerações.

capaKaren Bueno – Atualmente cerca de 2.200 jovens integram a Juventude Feminina de Schoenstatt no Brasil, mas esse número fica muito maior se somar todas as mulheres que passaram pelo ramo ao longo de seus 75 anos. Neste sábado, 20 de fevereiro, o ideal nacional da Jufem completa 20 anos e faz parte da história e da vida atual de muitas Irmãs, Senhoras, esposas, mães, religiosas que descobriram nessa frase algo que pode ser vivido em toda sua vida, em qualquer vocação.

A missão de ser “Lírio do Pai, Tabor para o Mundo” não é reservada apenas à Jufem, ela pode ser integrada a todas as idades, a todas as profissões e vocações, como mostram algumas mulheres que levam essa herança:

 

“A lição mais valiosa que aprendi, vivenciando Schoenstatt, é viver no mundo sem ser do mundo. A forma que encontrei de fazer isso foi sendo professora. Sou alfabetizadora de adultos e crianças e busco formar meus alunos não apenas academicamente, mas também lhes ensinando valores, ética, a ter caráter e a respeitarem e amarem o próximo. Portanto, ser ‘Lírio do Pai, Tabor para o Mundo’ é uma missão que começa na Juventude e perdura por toda a vida”.
Cristiane Monteiro, Liga de Famílias de Schoenstatt, Niterói/RJ

 

“Quando entrei na Juventude Feminina, dois anos após a definição e descoberta do ideal nacional do ramo, fui logo introduzida no belo e desafiador significado de ser “Lírio do Pai, Tabor para o mundo!”. Assumi junto com a minha geração o empenho de sacrificar tudo pela concretização do ideal e também fizemos a conquista do símbolo nacional. O empenho por viver como uma pequena Maria régia, por viver a nobreza e as virtudes da Rainha me ajudaram significativamente em minha autoeducação e a estar cada dia mais doada ao ramo. Vale a pena lutar por este grande ideal que temos!”
Ir. M. Franciane Castelani, Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, São Paulo/SP

 

“Foi dentro da Jufem que aprendi o que era ser um Lírio do Pai e a concretamente aplicá-lo no dia-a-dia. Foi também ali que descobri a minha personalidade, meu temperamento, minhas qualidades positivas e também as negativas: descobri como sou e descobri, em Deus, tudo aquilo que, por ele, ainda posso ser. Foi ali, também, que descobri meu ideal pessoal e meu chamado particular para atuar no meio do mundo, por meio da minha vocação. E também foi ali que experimentei os momentos mais divertidos e alegres que uma jovem poderia ter. Posso dizer, concretamente, que sem Schoenstatt e sem a Juventude eu não passaria perto de ser quem sou hoje, moral e espiritualmente. Nosso Pai e Fundador dizia que Schoenstatt não é apenas uma fase bonita da nossa juventude. Schoenstatt é um projeto de vida para todas as idades, para sempre. Claro, como esposa e mãe não posso mais ser uma Jufem, mas em meu coração eu sinto que nunca deixei ou deixarei de ser um Lírio do Pai. A forma de vivenciar esse lema certamente mudou, mas o entusiasmo pela Jufem não passará jamais”.
Ana Paula Paiva, Instituto de Famílias de Schoenstatt (ela e o marido são noviços do IX curso), Curitiba/PR.

 

“Meu grupo de vida nasceu no canteiro de lírios da Jufem, paralelamente ao início da caminhada do processo da descoberta do Ideal Nacional. Dos anos da Jufem, guardo muitas recordações boas e felizes! Eu diria que tenho muita história para contar, mas pensei em registrar aqui os bastidores do Encontro Nacional de 1996, o encontro da descoberta de nosso belo ideal de Lírio do Pai, Tabor para o mundo!

Minha presença nesse encontro era nos bastidores. Desse feliz tempo me recordo do fato de que estarmos nos bastidores não nos impediu de sabermos o que estava acontecendo na sala de conferências. Recordo que as dirigentes, que representavam toda a Jufem nesses dias de intensivo trabalho, sempre dividiam conosco as reflexões, pediam nossa opinião. Tínhamos uma bonita atmosfera de unidade no Tabor. E é impossível não se lembrar da ‘nuvem de angústia’ que pairou sobre nós na última noite do encontro… Naquela noite nossos corações foram tomados pela aflição de, mais uma vez, não termos chegado ao ideal…

Na manhã seguinte começaram os trabalhos de conclusão do encontro. A sensação que logo tivemos era que não tinha ninguém na sala, naquela manhã o tom de voz estava mais baixo, por assim dizer… E, de repente, esse silêncio foi quebrado por uma salva de palmas! Olhamo-nos e falamos: nasceu o ideal! O sentimento deste momento?! O coração foi tomado pela alegria e a certeza de que estávamos testemunhando um milagre: um só coração e uma só alma”.
Ir. Ana Maria dos Santo Lima, Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, Atibaia/SP (atualmente em Schoenstatt)

É possível encontrar vários outros depoimentos e muitas informações no site do ramo: jufem.com.br