O vínculo ao Fundador – parte 5

4 de agosto de 2015

Por que é importante beatificar o Fundador?

ir-elisabet

Nesta última parte da entrevista, Ir. M. Elizabet Parodi fala sobre a vinculação e carisma do Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, e a importância de se empenhar pela sua beatificação:

Você trabalha na secretaria do Vaticano, no setor responsável pela canonização dos santos. Em sua opinião, por que é importante canonizar o nosso Fundador?

Canonizar o nosso Pai e Fundador não é importante em primeiro lugar algo para nós.  Para nós ele já é um santo. É importante para a Igreja. Ou seja, cada santo tem uma missão, um dom, sobretudo quando são fundadores, quando presenteiam uma família espiritual. Nós seríamos egoístas se disséssemos: “Bom, para mim já é o suficiente que o Pe. Kentenich é santo. Para que canonizá-lo?”

Obviamente que ele não é canonizado para mim – para mim já é um santo – mas, ele é canonizado para a Igreja. Cada santo é um presente e um enriquecimento para a Igreja. Neste sentido, a grande pergunta não é se é importante para nós ou não, se é santo para nós ou não. A pergunta é: Eu creio que nosso Fundador tem algo para oferecer à Igreja? E sem tem, é importante esse reconhecimento da parte da Igreja. Não se trata de um privilégio de ser um santo, mas da abertura da Igreja para o carisma. Para chegar a santidade, há um reconhecimento implícito do carisma dos fundadores, do seu presente para a Igreja e por amor à Igreja.

Em sua opinião, qual a maior dádiva que Deus oferece à Igreja pela pessoa e Obra do Pe. Kentenich?

Creio que o Pai tem uma linha mariano-pedagógica, que nós chamamos Aliança de Amor. Justamente à luz desse jubileu da Misericórdia, do magistério de Francisco – que apostou tanto em revelar essa dimensão de um Deus que é Pai e que está nos esperando – eu creio que é uma chance e um desafio, quase que uma obrigação de nossa parte, apresentar o nosso Fundador.

Por um lado, temos todo o aspecto mariano-pedagógico, o aspecto de um amor à Maria, que tem uma dimensão que não é somente espiritual e religiosa, mas que é pedagógica. Maria me educa e educa a Igreja, essa Maria Mãe que forma os filhos. Por outro lado, temos o magistério de Francisco e o presente que ele nos dá com o jubileu da Misericórdia, em seu reforço pastoral, em sua missão teológica de apresentar a figura de Deus e da misericórdia como natural, como um aspecto quase maternal, que procura seus filhos. Eu diria que nós, nesse contexto, desfrutamos do que Deus nos presenteou em nosso Fundador e em sua missão de ser transparente do Pai, o que chamamos de organismo de vinculações, de refletir a misericórdia de Deus, que foi um elemento básico de seu carisma.

Veja também a parte 1 , parte 2parte 3 e parte 4

Aguarde o vídeo completo dessa entrevista concedida para Ir. M. Nilza P. da Silva