O sotaque português do centenário

24 de fevereiro de 2015

Por trás das câmeras.

irma-2Karen Bueno / Ir. M. Nilza P. da Silva – As transmissões do centenário da Aliança de Amor pela TV Canção Nova foram exibidas para muitos países pela televisão e, além disso, o mundo inteiro pode acompanha-las pela internet. Para os países de língua portuguesa, dois narradores comentavam e traduziam a comemoração jubilar. Pe. José Fernando Bonine e Ir. Maria da Graça Sales Henriques foram os locutores do centenário pela Canção Nova.

Há poucos dias, vimos como o Pe. José Fernando viveu esses dias de graças. Hoje, é a vez de Ir. Maria da Graça falar sobre a sua experiência. Ela é portuguesa, mas mora no Brasil, há vários anos, no regional Sul. Seu sotaque de origem aproxima os telespectadores portugueses das transmissões, criando um equilíbrio entre o público do Brasil e de outros países com o mesmo idioma, pois as transmissões da Canção Nova chegam também até eles.

Tendo atuado por vários anos no Vaticano, ela é acostumada com traduções, sempre que necessário colabora nas conversas, reuniões e palestras, por exemplo. “A tradução ao vivo foi uma novidade absoluta para mim, por isso bastante desafiadora. Eu já traduzi muito, vivo traduzindo praticamente, mas pensar que estávamos falando para milhões de pessoas é uma emoção um pouco diferente”.

Na festa do centenário da Aliança de Amor o desafio era ainda maior, além de saber que há uma multidão de pessoas assistindo, é preciso passar toda a emoção do momento. “Tudo o que acontecia em Schoenstatt nos tocava e envolvia muito. Tentávamos reproduzir aquilo, não apenas ‘secamente’, palavra por palavra, mas transmitir também aquele clima que estavam vivendo por lá. E muita gente falou disso, parece que conseguimos um pouco”.

Celebrando a Aliança aonde for

Para a Irmã, de toda celebração jubilar, também foram duas as ocasiões que marcaram profundamente os locutores. “Um momento particularmente tocante foi a celebração do dia 18 à tarde, quando a imagem da Mãe atravessou a Praça do Santuário Original, sobretudo quando ela foi levada de volta ao Santuário e parou diante do túmulo dos herois, como que reconhecendo que eles foram os iniciadores. Outro momento muito forte foi a chegada dos jovens com a tocha, foi muito bonito ver a juventude demonstrando aquele impulso e entusiasmo por Schoenstatt”, recorda.

Mesmo distante de toda agitação do centenário, Ir. Maria da Graça pode celebrar o jubileu. Do dia 15 a 18 de outubro de 2014, os estúdios da TV Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP, se tornaram Schoenstatt para os dois narradores. “Por um lado foi uma renúncia, mas por outro talvez a gente tenha participado mais do que quem estava lá, porque não perdemos nada, visualmente falando. Eu pessoalmente me senti mergulhada nos acontecimentos lá em Schoenstatt. Foi uma maneira diferente de participar do jubileu, e muitas pessoas se beneficiaram disso, o que compensou o fato de não estarmos no Santuário. A gente se sentia praticamente dentro da celebração”.

Segundo a Irmã de Maria, em seguida, muitos comentaram sobre as transmissões: “Curiosamente, muita gente achou que eu estava lá em Schoenstatt”.

É preciso se lançar

De todo esse trabalho, Ir. Maria da Graça evidencia o profissionalismo da equipe da TV Canção Nova, cuja base espiritual faz toda diferença. “É muito interessante trabalhar com profissionais bons, que sabem o que é um carisma, e isso nós sentimos muito fortemente. Eles não só respeitavam nosso carisma como também o valorizavam. Soubemos, por exemplo, que monsenhor Jonas Abib – fundador da Comunidade Canção Nova – acompanhou toda a transmissão”. Ela comenta ainda que todos os dias o Pe. José Fernando celebrava a Santa Missa nos estúdios e toda a equipe da TV participava.

A experiência teve um saldo positivo, segundo a Ir. Maria da Graça. “Aprendi que às vezes a gente tem que se lançar a fazer coisas que nunca fez e aceitar situações bastante desafiadoras”. Como diz o Hino Jubilar, “somos tuas mãos, teus pés e tua voz”, durante o centenário Ir. Maria da Graça, se lançando a um novo desafio, pode ser a “voz portuguesa” da Mãe de Deus.

Veja a entrevista com o Pe. José Fernando Bonine

  • Neyde S. Oliveira

    Ir, Maria da Graça, maravilhosa experiência .Que nos sirva de exemplo pois somos
    (como diz a musica) As mãos, Os pés,e a voz da Nossa Mãe Rainha Três Vezes Admirável.