O sentido da vida passa pela realização vocacional

10 de março de 2015

37ª Assembleia do Serviço de Animação Vocacional

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Ir. M. Nilza P. da Silva – “Não duvidar da capacidade do jovem de se sacrificar, se imolar, por amor a Jesus!” Este é um dos conselhos que Pe. Vitor Gaudino Feller , da Arq. de Florianópolis/SC, apresenta aos 95 participantes da 37ª Assembleia do Serviço de Animação Vocacional, do Regional Sul 1 da CNBB, realizada de 5 a 8 de março, junto ao Santuário da Mãe e Rainha de Schoenstatt, em Atibaia/SP.

À sombra do Santuário, estudo, reflexão e oração

São leigos e consagrados, representando as 47 dioceses do Estado de São Paulo, que atuam no serviço de animação vocacional. Dom Sérgio A. Colombo, bispo de Bragança Paulista, coordenador dessa comissão, explica que essa Assembléia anual, “está em conformidade com os ministérios da CNBB e seu objetivo é animar aqueles que em suas dioceses estão a frente do SAV e da Pastoral Vocacional.” Para isso, continua o bispo, “neste ano estamos tratando, com o Pe. Vitor sobre a mística da animador vocacional. Tendo feita a experiência do amor de Deus, não a guarda para si, mas é capaz de fascinar outros para esta experiência. Vocação para a comunhão com Deus, com as pessoas, isso é o que realiza a pessoa, como imagem de Deus. Reunimo-nos, aqui neste Santuário de Schoenstatt, não somente para estudos, para também para reflexão, para oração, para revisão de vida.”

Por isso, a programação da Assembléia, além das conferências e trabalhos em grupo, conta também com momentos de adoração ao Santíssimo e tempo para a oração pessoal, nos qual o Santuário estava sempre repleto com os agentes vindos de todo o estado.

Fazer a experiência mística e transbordar

Pe. Vitor apresenta que justamente nesta Era Digital, “quem é animador vocacional tem que ter feito antes uma experiência mística de encontro com Deus. Ser místico é ser santo, ser uma pessoa centrada em si, que no silencio faz a experiência de Deus, deixar Deus a atuar em mim.” Para ele, o serviço precisa ser um transbordamento do amor, uma força que parte do testemunho. Então, “o grande desafio é não se deixar levar pela tentação da busca de novidades, sem aprofundar aquilo que se lê e vê. É preciso se desligar das redes para se ligar em Deus.” Apesar do perigo pelo excesso de informações, não se pode esquecer também que “A rede digital facilita que você anuncie o evangelho. É preciso fazer a diferença sendo um evangelizador. Estar na rede para convidar as pessoas a fazerem a experiência de Deus. Deus também está na rede. Ele é rede: uma comunhão entre três pessoas. Ele é a essência de todas as comunicações que há no mundo.”

Deus está acima de toda enxurrada de informações

O coordenador do SAV, no Regional Sul 1, Pe. José Eduardo Meschiatti, da Arquidiocese de Campinas/SP, também reflete que “O maior desafio para uma decisão vocacional, hoje, com o excesso de informações, é a compreensão que o Projeto de Deus está acima de tudo isso.” Para ele, a Era Digital, quando mal aproveitada, pode trazer “a dificuldade de relacionamento pessoal. O chamado de Deus corre o risco de ser visto apenas como mais uma informação. Isso dificulta a resposta. Muitas vezes, a resposta (do vocacionado) vem diluída, parcial e pequena. Pode não ser uma resposta com um desprendimento total.”

O coordenador diz ainda que a ação do agente do serviço vocacional dever partir de sua experiência mística e ser expressa em sua alegria: “O evangelho que está dentro de nós, tem que ser descoberto como uma alegria e não como um peso. Isso é que faz o testemunho de alegria e não de exterioridade. A alegria que vem de uma pobreza que não é só material, mas, é um despojamento necessário, para ficar só com o evangelho. Tudo mais é assessório.” Ele afirma que esse serviço é muito necessário hoje e que todo jovem precisa ter a coragem de se perguntar pela sua vocação. “Um jovem que compreende a sua vocação e a realiza é um jovem feliz. O sentido da vida passa pela realização vocacional. Quem não vive a sua vocação em profundidade corre o risco de não encontrar o sentido de sua vida. Com o apoio da Igreja, do SAV, o jovem deveria poder purificar toda essa enxurrada de informações que recebe pelas mídia e chegar ao encontro pessoal com Deus, para poder ouvir e responder ao seu chamado.” conclui.

Enviados como servidores

Dom Sérgio enfatiza: “O SAV não é um trabalho separado só  para aqueles que querem ser padres ou religiosas.  Mas, ele começa com o serviço, porque são muitos os chamados e as vocações. Por isso, o SAV envolve todos os outros ministérios e serviços de uma comunidade, no sentido desse fascínio para a entrega maior a serviço do Reino. Deus nos chama primeiro e nós vamos dando a resposta na medida em que somos dóceis ao Espírito.”

Por isso, muitas horas da Assembléia foram dedicadas ao planejamento das ações nas diversas dioceses, paróquias e comunidades. No final do domingo, os agentes são novamente enviados a serviço e partem com a alegria de quem se entrega em missão.