“O Santuário é o coração da nossa cidade e da nossa paróquia”

29 de abril de 2015

Conheça o Santuário paroquial de Capela do Alto/SP.

pronto

Dom Gorgônio da Encarnação Neto, Bispo de Itapetininga/SP, visita o Santuário Paroquial

Ir. M. Nilza P. da Silva/Karen Bueno – “O Santuário Paroquial é uma escola de Maria para as pastorais, movimentos e outras iniciativas da paróquia”, afirma Pe. Francisco Gonçalves, pároco da comunidade São Francisco de Assis em Capela do Alto/SP. Desde 29 de maio 2006, a cidade paulista da Diocese de Itapetininga/SP convidou a Mãe e Rainha a se estabelecer e constituir ali seu trono de graças, reinando como Mãe e Educadora sobre a comunidade paroquial.

Uma capela antes abandonada é restaurada e preparada para convidar a MTA a habitá-la. Toda a comunidade se empenha na conquista física e espiritual deste Santuário Paroquial, formando uma corrente de vida ao redor da capelinha. No dia da bênção de inauguração, uma grande festa reúne aproximadamente 10 mil pessoas.

Atualmente, Pe. Francisco se empenha para que o maior número possível de seus paroquianos visite o Santuário de Atibaia/SP, ao menos uma vez ao ano, a fim de se manterem fiéis a origem. Além disso, empenha-se para que os coordenadores e missionários selem e vivam a Aliança de Amor e lembrem-se sempre das ofertas ao Capital de Graças.

Todos os meses, nos dias 18, há santa missa solene no Santuário Paroquial, para a renovação da Aliança de Amor. Há quase dez anos da bênção deste Santuário Paroquial, Pe. Francisco comenta da importância e dos frutos que proporciona para sua comunidade e para a cidade em geral:

Qual a importância e influência do Santuário Paroquial na vida da comunidade?

Ele é referência de espiritualidade, lugar por excelência da vivencia dos sacramentos, especialmente a Eucaristia. Lugar onde iniciamos nossas ações mais importantes de nossa Paróquia. Creio ser o Santuário Paroquial uma escola de Maria para nossas pastorais, movimentos e outras iniciativas da paróquia. Como espaço físico, é o coração de nossa cidade e de nossa paróquia. Como espaço espiritual, é um lugar onde recebemos as três graças do Santuário – abrigo, transformação e ardor apostólico.

Creio que a influência de um Santuário Paroquial em nossa vida paroquial é uma grande responsabilidade. O Santuário é um sinal sacramental sensível da graça de Deus. Maria nos adverte em nossa missão de batizados discípulos missionários (DA). Ela estabelece em nossa paróquia sua escola e, como sempre digo em todo dia 18: sua lição não é outra senão aquela de Caná: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Creio que nossa Paróquia tem crescido muito sob a influência do Santuário, posso dizer sem medo: somos uma cidade mariana.

Quais frutos do Santuário Paroquial o senhor observa?

Frutos de uma comunidade ativa que não se nega ao trabalho. Frutos de uma genuína devoção mariana, sempre voltada para Cristo. São muitas graças relatadas pelos nossos paroquianos, curas físicas e espirituais. Se o Santuário fica fechado para limpeza, as pessoas ficam na pracinha esperando ele abrir; se elas ficam doentes, têm saudades de estar lá e quando são curadas é o primeiro lugar que procuram. Todo ato litúrgico ali realizado é acompanhado com muita participação. É de fato o nosso “pulmão espiritual”.

Como assegurar as contribuições ao Capital de Graças e o vínculo com o Santuário de Schoenstatt?

Tomei o Capital de Graças como um compromisso com a Mãe. Eu mesmo, aonde vou, carrego-o comigo. Também insisto muito na contribuição ao Capital de Graças, como combustível para nosso Santuário Paroquial, para que Maria exerça seu poder de intercessora. Como dizia Pe. José Kentenich: o Capital de Graças é uma flecha ao coração da Mãe, impulsionando-o a ser intercessora. É também um infalível meio de fortalecimento para o Santuário Original em Schoenstatt, que é nossa fonte original.

Que apoio o pároco pode dar e o que ele espera do Movimento de Schoenstatt?

Muito. Aliás, se todo pároco que possui um Santuário Paroquial soubesse o tesouro espiritual que tem em mãos… Trabalharia eficazmente nas paróquias e seria um trabalho profícuo. Devem dar todo apoio às Irmãs de Maria de Schoenstatt, aos missionários, a tudo que envolve o Movimento de Schoenstatt; pois este favorece uma boa integração na vida da ação pastoral da paróquia.

Que contribuição a Aliança de Amor pode oferecer para a vida paroquial?

Lembrando que o formato de uma aliança não tem começo nem fim, a Aliança de Amor com a Mãe oferece para a vida paroquial um vínculo estreito e inquebrantável com Deus. Maria garante nossa fidelidade a esta Aliança já bem selada por Cristo na instituição da Eucaristia. Maria é aquela que não deixa, pela nossa fraqueza, quebrar essa aliança. A vida paroquial é fortalecida e cria a consciência nos fiéis batizados de corresponsabilidade no plano da Salvação.

Conte-nos um pouco como o senhor faz para que o Santuário Paroquial seja realmente um Santuário e nele a Mãe de Deus, de fato, esteja presente e atuante como Educadora.

Faço questão de enfatizar que, muito além de ser um patrimônio histórico da cidade, é um patrimônio espiritual, por isso, o Santuário, enquanto estrutura física, é a imagem do verdadeiro Santuário que trazemos dentro de nós. Cuidar bem do Santuário Espiritual refletir-se-á na beleza externa do Santuário de pedra.

Faço-os entender que Maria escolheu Capela do Alto para se estabelecer, como fizera em Guadalupe (México), Aparecida (Brasil), Fátima (Portugal), Lourdes (França) e Schoenstatt (Alemanha). Sempre lugares pequenos e até então sem nenhum significado aos olhos humanos, mas não para Deus. Aqui Maria plantou sua “escola”, aqui Ela nos educa no ouvir a Palavra, nos alimenta, com o Pão da Vida – a qual Ela gerou, e reza conosco como fizera na tarde de Pentecostes. Faço minha humilde parte e sei que a Mãe vai à frente abrindo e derrubando barreiras.

  • Alexandre Vieira de Oliveira

    Obrigado, Mãe de Deus e nossa, por esse grande presente de Amor…