O que presentear à Mãe nos cem anos de Fátima?

13 de maio de 2016

Amar, anunciar, consagrar-se.

fatima schNa abertura do centenário das aparições de Fátima, acompanhe a homilia do diretor nacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt em Portugal, Pe. José Melo. Ele preside a Santa Missa de encerramento da peregrinação anual da Família de Schoenstatt ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, realizada em abril deste ano:

No próximo ano celebramos os 100 anos de Fátima. Que presente podemos oferecer a Nossa Senhora, como Movimento, como Família de Schoenstatt?
Três presentes e uma dádiva especial.

Maria tem uma missão para o nosso tempo

Ela não é resposta apenas para situações de crise que a cada ano se multiplicam; nem é apenas uma Mãe para estar conosco em todos os momentos da nossa vida pessoal ou familiar… A sua missão é para toda a humanidade!

Ela é resposta de Deus para os grandes desafios do nosso tempo, a resposta de Deus às grandes questões do homem de hoje. Se formos ao fundo, descobrimos que na raiz dos desafios de hoje, o que está em causa é o evangelho, é a presença de Deus e o plano de salvação que Deus tem para a humanidade. Maria tem uma missão nesse sentido, porque permanece como aquela que dá a luz a Jesus.

Hoje, Deus, no seu plano de salvação, aponta-nos para ela. Os últimos dogmas marianos, os ensinamentos dos papas e as grandes aparições são prova disso. Em Fátima, ela disse aos pastorinhos: “Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu imaculado coração. Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz” (julho 1917).

No mesmo sentido, o Pe. Kentenich reconhece como neste tempo, é como se Jesus colocasse no centro a sua Mãe; não é só ela que diz “fazei o que ele vos disser”, mas a acentuação é dada por ele: “Eis a tua mãe”.

Ela precisa de aliados!

Maria tem uma missão, mas precisa de aliados. Em Fátima, ela disse aos pastorinhos: “Quereis oferecer-vos a Deus?”. E hoje, quem quer se consagrar a ela? Quem quer ser seu aliado? Os pastorinhos, com a sua simplicidade e seu coração grande, deram um sim… Queremos aprender com eles!

Também o Pe. Kentenich, num momento decisivo na história de Schoenstatt, no dia 31 de Maio de 1949, diante da missão de Nossa Senhora, fez-nos um apelo que é válido ainda hoje: “Queremos, então, entregar-nos por inteiro. Oferecemos a nossa disponibilidade para ajudar Nossa Senhora (…). Oferecemos, uma vez mais, todas as nossas forças a Nossa Senhora. E também a nossa fidelidade. Permanecemos fiéis, aconteça o que acontecer. Não há nada maior do que poder oferecer, sempre de novo, à nossa querida Mãe, a nossa fidelidade e a nossa disponibilidade para ajudá-la. [Para a realização da sua missão] podemos colaborar, sofrer, sacrificar-nos e rezar. Nossa Senhora está impotente, sozinha nada pode. É uma honra para nós poder ajudá-la”.

A mensagem de Fátima e a mensagem de Schoenstatt estão intimamente unidas nesses dois aspectos: a missão de Maria e o seu pedido de aliados. De fato, pela consagração a Nossa Senhora, deixamos que ela forme corações que sejam instrumentos em suas mãos para a renovação do mundo. Schoenstatt e Fátima, separados apenas por três anos, têm na raiz o mesmo convite de Nossa Senhora, que busca aliados para a sua missão. Schoenstatt e Fátima estão profundamente unidos no serviço da missão de Maria e pela consagração ao seu coração Imaculado.

Que presente oferecer à Mãe de Deus nesse centenário?

No próximo ano celebramos os 100 anos de Fátima. Que presente podemos oferecer a Nossa Senhora, como Movimento, como Família de Schoenstatt? Três presentes e uma dádiva especial:

Amar Maria! Vivamos este tempo como tempo de um extraordinário amor a Maria. Dizia o Pe. Kentenich que ninguém deveria ganhar de nós no amor a Maria. Pela oração do Terço, pelos pequenos e grandes sacrifícios, pelo Capital de Graças – que é a nossa oferta da vida do dia a dia –, pela nossa autoeducação… O amor é criativo, por isso, assumir o compromisso de ter todos os dias um gesto de amor a Maria.

Anunciar Maria! Anunciar Maria é fazer dela a nossa missão. Levar a sua imagem e o seu nome a todas as casas, a todas as famílias, a todos os corações. Aonde ela chega, chega Deus, onde ela está, brota a paz e a alegria. Sermos missionários de Maria, nas pequenas oportunidades do dia a dia ou em grandes gestos, para que o próximo ano seja um verdadeiro ano para celebrar Nossa Senhora e que a sua luz brilhe em Portugal [e no mundo todo].

Consagrar-se a Maria! Consagrar-se a Maria, selar Aliança com ela… Quem não fez, que a faça! Que se multiplique o número dos que se consagram a Maria, dos que lhe dão o seu “totus tuus”. Vamos convidar a que muitos lhe entreguem o coração no Santuário. Quem se consagra a Maria entra na dinâmica do seu amor que acolhe, transforma e dá plenitude.

Aprofundar a Aliança! Vivamos ainda mais profundamente a nossa Aliança de Amor para amadurecer a nossa fé. Que a Aliança cresça e se expresse em novas dimensões: na aliança fraterna, na aliança com a Santíssima Trindade, que a Aliança seja cada vez mais uma entrega heroica à vontade de Deus. Em grupo, em casal ou individualmente, que passo poderíamos dar para crescer na Aliança, para aprofundar a nossa vida de cristãos?

Que presente queremos lhe dar? Amar! Anunciar! E consagrar-se!

Somos de Maria, somos seus instrumentos. Como dizemos que cada cristão é outro Cristo, dizemos que cada um de nós, e todos como Família, somos outra Maria… na Igreja e no mundo, somos Maria. Que na nossa vida se faça realidade o testemunho do Evangelho: “Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam” (Mc 16,20).

Mais informações da peregrinação a Fátima

Fonte: schoenstatt.pt