O que levamos do Ano da Vida Consagrada?

2 de fevereiro de 2016

Os consagrados de Schoenstatt respondem.

logoKaren Bueno – Seis Institutos Seculares, seis Uniões Apostólicas e uma única missão: tornar viva e pulsante a Aliança de Amor para a Igreja e o mundo. Esses são os consagrados do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Cada um, com as características, ideal e carisma de sua comunidade, toma parte na missão do Pe. José Kentenich e se coloca como alicerce para a construção de uma cultura de Aliança.

padres

São famílias, homens, mulheres, Irmãs, Irmãos, sacerdotes que se consagram por um seguimento mais radical a Cristo, sob o olhar educador da Mãe e Rainha. A originalidade das comunidades consagradas da Obra de Schoenstatt fez desse ano que passou uma ocasião especial de festa. De 30 de novembro de 2014 a 2 de fevereiro de 2016 a Igreja celebra o Ano da Vida Consagrada, proclamado pelo Papa Francisco. Não é um tempo para se esquecer, para deixar “guardado na gaveta”, mas para levar consigo no coração, na memória e torná-lo vivo por meio do testemunho.

“Este foi um ano muito especial para todos os consagrados! De muitas e diferentes formas tivemos a oportunidade de refletir mais profundamente: estamos desempenhando bem nossa vocação?”, questiona Sandra Regina Féres, dirigente da União Apostólica Feminina de Schoenstatt. “Saber que a vida consagrada está colocada no coração da Igreja como elemento decisivo para o cumprimento da sua missão total é algo muito especial para a União Feminina! Para nós fica a alegria e a certeza da escolha, pois vocação é o encontro de duas liberdades: a de Deus que chama e a da pessoa que responde”.

“Quem encontrou o Senhor e o segue com fidelidade é um mensageiro da alegria do Espírito!”

Irmãs de Maria na Itália

“O ano da vida consagrada para nós, Irmãs de Maria de Schoenstatt, foi um renovar o nosso chamado, nossa eleição e missão mariana”, diz a superiora da Província Schoenstatt-Tabor, Ir. M. Silvia Regina Formagio. “Somos muito gratas ao Papa Francisco que nos convidou, como ‘consagrados, para rever o momento no qual Jesus olhou para nós’ a fim de darmos uma nova resposta de amor ao seu seguimento”.

Neste ano especial, as Irmãs de Maria revivem a alegria de serem escolhidas, de colocar novamente a vida a serviço da missão, a exemplo da Mãe de Deus. “Acreditamos que toda a aspiração realizada neste ano chegou ao coração de Deus Pai e que ele tocou o coração das jovens que estão fazendo uma experiência vocacional. Renovando a nossa vocação neste Ano da Vida Consagrada, pudemos responder com novo ardor o pedido do Papa Francisco: ser Igreja em saída! O impulso missionário cresceu em nós! Levamos para cada pessoa que Deus colocou em nosso caminho a alegria de ser doada, ser consagrada a ele e ao seu Reino”.

“Espero que desperteis o mundo” (Papa Francisco)

Em Schoenstatt, o Espírito Santo inspirou a formação de duas comunidades de casais consagrados, a União e o Instituto de Famílias, algo ainda novo na Igreja. Para as famílias do Instituto fica a gratidão e o impulso: “Neste ano em que a Igreja ressaltou a vida consagrada, há dois acentos que merecem ser destacados: a beleza e a alegria pela nossa vocação de seguir os conselhos evangélicos, conforme o nosso estado de vida, pois somos famílias”, diz o casal superior da comunidade, José Roberto e Bernadete Nassif. “Aspiramos esta vida consagrada e seguimos realizando nossa missão, colocando nossas vidas e tudo aquilo que somos nas mãos do Senhor e de nossa Mãe, em nossa realidade, no nosso pequeno e original ‘Nazaré’”.

familia

Eles explicam: “A expressão ‘consagrar-se’ quer dizer ‘oferecer-se’, por isso fomos convidados – e continuamos sendo – todos os dias a nos ‘oferecermos’ em missão; nos oferecermos ao outro, à nossa família natural, à Família de Schoenstatt, à Igreja, que ‘em saída’ procura seguir Jesus em seus passos. Portanto, a experiência de ‘estar a serviço’ foi bastante forte e vivenciada de vários modos, acompanhados da alegria e do espírito de familiaridade”.

Três pontos para levar adiante

Ir. M. Margarete Gonçalves é coordenadora do Conselho dos Institutos Seculares do regional Sul 1 da CNBB. Ela reitera as palavras do Papa Francisco para este ano: “Olhar para o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança”. Para ela, o ano da Vida Consagrada termina, mas continua o empenho de permanecer fiel ao chamado e crescer no amor, na doação e na criatividade, como pede o Santo Padre. Ela destaca os três pontos importantes da Vida Consagrada recordados neste ano, que podem ser vividos por todos os cristãos:

uniao feminina comunidade

Profecia: Somos chamados a proclamar com a vida a realidade de Deus, mais do que com palavras. Para fazê-lo conhecido é necessário um vínculo pessoal com ele e para isso precisamos adorá-lo e cultivar a oração, especialmente a adoração silenciosa.

Proximidade: Deus, em Jesus, se fez próximo de cada um de nós. Somos chamados a servir o irmão seguindo o próprio carisma. O importante é viver como Jesus e não por si mesmo, mas pelo Pai.

Esperança: Pelo testemunho de Deus e seu amor misericordioso podemos levar a esperança para a humanidade, assinalada pela ânsia e pelo temor e às vezes tentada pelo desânimo. Podemos também alimentar a esperança na Igreja especialmente pelo diálogo entre os consagrados de diversas confissões religiosas que surgiu neste ano da Vida Consagrada e deve ser cultivado favorecendo a comunhão entre os consagrados.

“Onde estão os consagrados, sempre há alegria”

“O Ano da Vida Consagrada não diz respeito apenas às pessoas consagradas, mas à Igreja inteira. Assim dirijo-me a todo o povo cristão, para que tome cada vez mais consciência do dom que é a presença de tantos consagrados e consagradas, herdeiros de grandes Santos que fizeram a história do cristianismo”, escreve o Papa Francisco. Assim, Ir. M. Silvia Regina encoraja: “Gostaríamos de deixar um estímulo às famílias, para que rezem por seus filhos, a fim de que possam descobrir a sua vocação e também para que surjam muitas vocações para a vida consagrada em toda a Santa Igreja”.

Aos que buscam seu caminho vocacional, segundo a vontade do Pai, fica a reflexão de quem entregou tudo e é muito feliz. Assim afirma Sandra Féres: “Sabemos que não podemos ficar no meio do caminho, apesar de toda contradição e dificuldade que possa surgir. Temos que caminhar, porque Deus nos escolheu e, quando nos entregamos a ele, podemos ter a certeza da sua condução e força, nos auxiliando a semear paz, amor, ternura, coragem, alegria, dignidade aonde quer que estejamos. Por isso temos que ter sempre em mente: A vocação vivida na fidelidade é o caminho para a santidade”.

A organização estrutural da Obra de Schoenstatt:

graficoObraSCH_MPAs Uniões e Institutos formam comunidades de vida consagrada, a Liga Apostólica também vive os conselhos evangélicos de pobreza, obediência e castidade, porém sem o vínculo jurídico ou contratual que requerem as comunidades do Movimento. Juntos com todos os irmãos na Aliança de Amor, se empenham pela missão da Mãe e Rainha, em seu Santuário. Assim, todos consagram as suas vidas, segundo a vocação que Deus lhes deu, e formamos uma grande Família missionária, empenhando-nos juntos por um mundo novo!