“O Pai me conduziu, sou muito amada”

21 de janeiro de 2016

Novas consagradas na União Feminina de Schoenstatt.

uniao femininaKaren Bueno – Emoção é a palavra que define a consagração perpétua de duas vocações da União Apostólica Feminina de Schoenstatt. Com toda comunidade reunida nesse sábado, 9 de janeiro, o “sim” firme e grato ecoa no Santuário Tabor da Permanente Presença do Pai. Roberta Queli Santi, de Araraquara/SP, e Joelma Francisca Melo, do Rio de Janeiro/RJ, irmãs de Curso, assinam seu contrato perpétuo com a comunidade e gravam firmemente seu nome sobre a vida e história da União Feminina no Brasil.

“O sentimento que marca minha consagração Perpétua é a confiança e entrega total. Difícil de explicar. É um sentimento de alegria pela certeza de ter sido escolhida e por poder perceber que a misericórdia e o amor de Deus me conduziram até aqui. Nenhuma outra escolha na minha vida me deu essa certeza. Sabe quando você toma uma decisão, depois de muito refletir, e sabe que foi o que agrada a Deus e o melhor para você, pois nenhum outro caminho responde aos anseios mais íntimos do seu coração? É assim que me sinto!”, revela Joelma.

uniao feminina comunidade

Para Roberta, a vivência é a mesma: “Alegria e gratidão, é um momento único, o céu tocou a terra! Faltam as palavras, mas cada detalhe foi gravado bem profundamente em nossas almas. A consagração perpétua representa, primeiramente, a condução do Espírito Santo em minha vida, marcando a perseverança e fidelidade de um apostolado no meio do mundo, testemunhando, evangelizando e, com meu ser, despertando em todos os que de mim se aproximam a imagem da Pequena Maria, na única certeza de que sou do meu amado e meu amado é meu…”.

Toda a comunidade no Brasil, com exceção das enfermas, participam do rito, com a Santa Missa presidida por Pe. Ottomar Schneider. Acompanha também a dirigente geral da União Feminina, Marianne Mertke, que veio da Alemanha para a solenidade.

Um sim livre por amor

O contrato perpétuo com a comunidade encerra um período de nove anos de formação e por meio dele as candidatas são incorporadas à União apenas em caráter ascético, sem implicar um vínculo jurídico, garantindo a livre decisão pela comunidade por toda vida.

“A consagração perpétua – como o próprio nome diz – torna as candidatas membros da comunidade. Elas se tornam uma força motriz para nós, alguém que nos vem ajudar a dar continuidade à missão. São mais pessoas para trabalhar pela União e representam, também, bênçãos e graças para a comunidade, que vêm com o ideal e missão de Curso delas”, diz a formadora, Teresinha Brunassi Cigoli.

Símbolo

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Com a consagração perpétua, Joelma e Roberta recebem uma aliança com o símbolo da comunidade. O anel traz duas mãos entrelaçadas, uma maior e outra menor, que se seguram mutuamente. “A mão maior nós consideramos a mão que vem do alto, pode ser a mão de Deus, de nossa Mãe, do nosso Pai e Fundador, mas em primeiro plano é a mão de Deus. E a mão pequena é a nossa, que se estende”, explica Teresinha. Além disso, “se você pegar o símbolo como tal, você vê que a mão menor apenas se estende, quem segura e nos sustenta é a mão que vem de cima, esse é o significado”.

Se morresse hoje estaria feliz

Para a União Feminina é tempo de grande alegria pelo sim dessas jovens: “A cada consagração perpétua é como se toda comunidade renovasse também a sua entrega total e plena a Deus”, conta Teresinha.

Também para a Família de Schoenstatt este é um momento de gratidão por novas vocações que se colocam a serviço da missão do Pai e Fundador. Ambas as consagradas, Roberta e Joelma, reconhecem a grandeza de serem eleitas para levar adiante a mensagem da Aliança de Amor.

“A certeza da vitória eu contemplo por meio da história de Schoenstatt e do Pai e Fundador. Tenho plena consciência das dificuldades do caminho, mas sei que nossa querida MTA não deixa que seus servos pereçam. Se eu morresse hoje estaria feliz e tranquila. O Pai me conduziu. Sou muito amada”, conclui Joelma.